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"Um McPlant, por favor." McDonalds rende-se ao vegetarianismo
Viver 3 min. 10.11.2020

"Um McPlant, por favor." McDonalds rende-se ao vegetarianismo

"Um McPlant, por favor." McDonalds rende-se ao vegetarianismo

Foto: AFP
Viver 3 min. 10.11.2020

"Um McPlant, por favor." McDonalds rende-se ao vegetarianismo

AFP
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Cadeia de 'fast food' vai lançar uma gama de alimentos sem proteína animal.

Após alguns anos a fazer orelhas moucas à tendência crescente dos produtos sem carne, a gigante de fast food americana McDonalds anunciou esta segunda-feira que lançará brevemente vários produtos alternativos aos hambúrgueres de carne, sob o nome "McPlant". 

A iniciativa lançada no âmbito de uma estratégia de aposta ao mesmo tempo no frango e no serviço de take-out, a iniciativa poderá ajudar o grupo a recuperar algum mercado que se foi rendendo aos produtos sem proteína, tendência em crescendo no setor da alimentação. 

Tendência a que outras cadeias de fast food não foram alheias. Em 2019, o Burger King lançou uma versão vegetariana do seu emblemático hambúrguer "Whopper" nos EUA. Outras cadeias como a Dunkin' ou a Starbucks têm introduzido produtos para satisfazer os clientes mais sensíveis à proteção ambiental ou animal ou que procuram uma dieta mais saudável. 

Alternativas como os bifes de soja já existem há vários anos e empresas como a Beyond Meat e Impossible Burger foram desenvolvendo produtos 100% vegan cada vez mais próximos do sabor, textura e cor da carne animal. A própria  McDonalds já tinha testado um hambúrguer à base de proteína vegetal da Beyond Meat no Canadá. 

Mas no anúncio feito esta semana, a cadeia diz que vai mesmo oferecer a sua própria receita, feita exclusivamente para a McDonalds em mercados selecionados a partir do próximo ano, mas sem adiantar onde em concreto. Na apresentação aos investidores os responsáveis admitiram expandir a linha "McPlant" para alternativas à galinha, ovo e bacon nas sanduíches de pequeno-almoço.

"Estamos entusiasmados com esta oportunidade porque acreditamos que temos um produto comprovado que sabe muito bem", disse Ian Borden, diretor global de operações da McDonalds. "Quando os clientes estão prontos, nós estamos prontos para eles", acrescentou.


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Os clássicos sempre presentes, e com melhorias

Apesar das tendências 'plant based' os emblemáticos "Big Mac" e "McNuggets", a par com as batatas fritas, ainda representam cerca de 70% das vendas nos seus principais mercados. "Sendo a procura de produtos familiares maior do que nunca nestes tempos incertos, [a McDonald's] acredita que estes clássicos continuarão a ser importantes motores de crescimento devido à sua popularidade e rentabilidade", disse o grupo numa declaração.

No que respeita aos produtos 'carnívoros', a empresa planeia mesmo fazer algumas melhorias, com novos hambúrgueres e uma "abordagem melhorada" à cozedura do bife. Ao mesmo tempo, vai continuar a apostar nos produtos de frango, que estão a crescer mais rapidamente que os produtos de vaca. 

Com a pandemia a mudar os hábitos de consumo, a empresa prepara-se para  desenhar novas instalações que servirão os clientes em regime de drive-in e focar-se nas encomendas através da internet. As vendas mundiais da empresa caíram cerca de 2% no terceiro trimestre deste ano devido ao impacto da pandemia. Um desempenho ainda assim melhor do que a queda de 30% no segundo trimestre. 

Quase todos os estabelecimentos da cadeia têm-se mantido abertos desde o início da pandemia. Contudo, devido ao ressurgimento de casos desde setembro, vários governos têm imposto restrições ao serviço nomeadamente em relação ao horário de abertura e número de pessoas que podem comer dentro dos restaurantes. É o caso de França, Alemanha, Canadá e Reino Unido. Em alguns casos a empresa foi mesmo forçada a encerrar por completo o serviço de restaurante. 

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