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Um dia com: O lusodescendente que ama a profissão
Viver 3 min. 30.11.2018

Um dia com: O lusodescendente que ama a profissão

Um dia com: O lusodescendente que ama a profissão

Foto:Guy Jallay/Wort
Viver 3 min. 30.11.2018

Um dia com: O lusodescendente que ama a profissão

Álvaro CRUZ
Álvaro CRUZ
Aos 40 anos, o diretor de agências do BIL continua fascinado com aquilo que faz. Em cada dia de trabalho procura privilegiar as relações humanas com companheiros e clientes, além de querer continuar a fazer carreira no mundo das finanças.

"Quando acabei os meus estudos no liceu, hesitava na escolha sobre a profissão que queria seguir. Balançava entre os mundos da ciência, da banca e das finanças que já na altura me despertavam muito interesse. Depois, decidi vir trabalhar no Banque International à Luxembourg (BIL) por um ou dois anos para conhecer o meio e me identificar com a profissão. Gostei, fiquei e nunca mais saí", resume, com um sorriso rasgado, Sérgio Pires que completou recentemente 40 anos.

O dia para este lusodescendente começa pontualmente às 6h00 da manhã. Depois de se levantar, toma o pequeno-almoço com a mulher, enquanto se atualiza ao passar em revista os principais sites e jornais da imprensa nacional e internacional, porque "estar bem informado é essencial na minha profissão", precisa.

Em Roeser, onde reside, sai de casa por volta das 7h15 e chega à sede do BIL, na capital, onde trabalha há precisamente 20 anos, por volta das 8h00. O dia de trabalho começa numa reunião com os responsáveis para o agenciamento de prioridades junto das várias agências das quais é responsável e que visita com assiduidade.

Várias promoções ao longo da carreira

Após sucessivas promoções ao longo da carreira, Sérgio desempenha atualmente o cargo de diretor de agências em várias dependências da capital e tem cerca de 100 empregados diretamente sob as suas ordens. "Sou um apaixonado pela minha profissão que privilegia as relações humanas com os clientes e também com os colegas de trabalho", vinca. "As várias etapas na minha formação foram importantes porque tornaram-me mais apto para desempenhar as minhas funções. O banco colocou ao meu dispor as ferramentas para que eu me formasse dentro da profissão. Agora é a minha vez de transmitir os meus conhecimentos aos outros. Esta cultura tem sido desenvolvida no BIL ao longo dos anos", sublinha o lusodescendente que nasceu em Esch-sur-Alzette.

"Comecei como caixa e fui subindo na carreira, mas o contacto com os clientes e o aspeto humano que envolve as duas partes é o mais gratificante para mim, sejam clientes particulares ou empresas", confessa. "Quem não se lembra do primeiro empréstimo para comprar um carro, o primeiro apartamento ou a primeira empresa que se cria? As pessoas chegam aqui com projetos de vida que necessitam de aprovação para dar sequência às suas necessidades. Isso tem um significado especial. Uma boa ligação com os clientes é fundamental na nossa atividade", reforça.

Sérgio visita diariamente as várias agências que tem sob responsabilidade. Porquê? "Para aferir o seu bom funcionamento e discutir com os responsáveis sobre projetos e ideias".

Proximidade nas relações humanas

"Normalmente almoço sempre com os funcionários para poder perceber como as coisas estão a correr e inteirar-me das suas preocupações. Por vezes, as melhores ideias vêm deles e isso é importante para o bom funcionamento das agências. Já recebi elogios de vários clientes pela forma profissional e dedicada como são atendidos e isso é bastante gratificante para todos", explica. Depois de almoço, regressa à sede do BIL para se reunir com gestores de outros departamentos e atender alguns clientes que solicitam empréstimos e créditos à habitação.

Por outro lado, há ainda trabalho como verificar os e-mails e preparar ao pormenor a agenda com os diversos temas a tratar para o dia seguinte. Assim, costuma sair perto das 18h30 todos os dias. "Por vezes, quando passo em certos locais e reconheço casas ou empresas que ajudei a financiar, dá-me um certo prazer saber que pude fazer algo pelos outros", confessa. Quando tem tempo, passa no ginásio para tratar da forma física ou então deixa para o fim de semana.

Depois do regresso a casa, pelo menos uma vez por semana, vai comer a um restaurante preferencialmente de gastronomia portuguesa porque a mulher, que é ucraniana, adora a comida lusitana.

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