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Paulo Lobo no confessionário
Viver 2 min. 27.12.2017 Do nosso arquivo online

Paulo Lobo no confessionário

Paulo Lobo.

Paulo Lobo no confessionário

Paulo Lobo.
Lara Lobo Zhingri
Viver 2 min. 27.12.2017 Do nosso arquivo online

Paulo Lobo no confessionário

O fotógrafo português Paulo Lobo é chefe de redacção da revista “Wunnen”, depois de várias colaborações com revistas e jornais, tanto enquanto fotojornalista como repórter.

O fotógrafo português Paulo Lobo é chefe de redacção da revista “Wunnen”, depois de várias colaborações com revistas e jornais, tanto enquanto fotojornalista como repórter. É autor de “Terra de Vida”, exposição e foto-blogue homónimo dedicado aos portugueses do Luxemburgo, e fez várias exposições individuais no Luxemburgo e em Portugal. Paulo Lobo nasceu em 1964 na Baixa da Banheira, em Portugal, e chegou ao Grão-Ducado com seis anos.

O que estava a fazer antes desta entrevista?

A ler um livro do fotógrafo francês Raymond Depardon, “Errances”.

Quando era pequeno o que é que queria ser quando fosse grande?

Não queria ser grande, nunca.

Que outra profissão faria se não fizesse o que faz?

Ainda não descobri o que ando a fazer.

Se pudesse ter um super-poder, qual seria?

O homem sem memória, para que cada momento fosse um presente.

Se fosse mulher seria...

Lisboa menina.

Se fosse uma personagem histórica seria...

Charlie Chaplin, pela obra e pelo humanismo.

O defeito de que não consegue livrar-se?

Sempre fui guloso, mas com a idade já não é defeito.

A qualidade de que mais se orgulha?

A ingenuidade aliada a uma certa falta de ambição. À imagem do idiota de Dostoiévski, talvez.

Uma proibição que não suporta?

A proibição de fotografar em locais públicos.

Um livro?

“Et on tuera tous les affreux”, de Vernon Sullivan [best-seller de Boris Vian, escrito sob pseudónimo. Um embuste literário que provocou enorme polémica na época]. Mas não recomendo a leitura.

Um disco?

“Swordfishtrombones”, do Tom Waits – uma autêntica revelação transcendental, no princípio dos anos 80.

Um filme?

O mais recente de Jim Jarmusch, “Paterson”, sobre um motorista de autocarro que escreve poesia durante as suas rotas diárias. O filme não tem outra história que essa poesia do quotidiano.

Prato preferido?

Açorda de marisco.

Clube do coração?

Dead poets society [o clube dos poetas mortos].

Um lugar (país ou sítio)?

O Alto de São Sebastião na Moita, com a vista panorâmica sobre o Tejo e Lisboa na outra margem. Onde vivi os primeiros anos de minha vida.

Que país nunca vai figurar no seu passaporte?

Neverland, porque aí se pode entrar sem passaporte.

O lugar mais estranho onde já esteve?

A furar as ondas na praia do Meco com bandeira vermelha. Quase me afoguei.

O pior e o melhor do Luxemburgo?

O melhor: é um centro internacional com alma de aldeia. O pior: o comodismo materialista.

Uma palavra que não gosta de usar?

A palavra “suja”, porque não tem higiene.

A palavra (ou expressão) que mais usa por dia?

Há uns anos era “super”, agora é “cool”.

Um autor (vivo ou morto) para escrever a sua biografia?

José Hermano Saraiva.

Uma coisa que quer mesmo fazer antes de morrer?

Escrever um livro.

O que não pode faltar no seu epitáfio?

Uma selfie?

Depois desta entrevista vai...

Arrepender-me das respostas.

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José Manuel Saraiva nasceu em 1946 em Santo António de Alva (Oliveira do Hospital) e vive desde 2010 entre o Luxemburgo e Lisboa. Jornalista durante largos anos em Portugal, José Manuel Saraiva dedica-se ultimamente aos documentários e ao romance.
José Manuel Saraiva