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O império do pastel de nata
Viver 2 min. 19.04.2019

O império do pastel de nata

O império do pastel de nata

Foto: DPA
Viver 2 min. 19.04.2019

O império do pastel de nata

A agência Bloomberg considera que o doce português pode ganhar tanta relevância como o croissant.

Saboroso, inesquecível, maravilhoso, memorável: não faltam adjetivos para classificar o pastel de nata, um dos exemplos de maior sucesso da doçaria portuguesa. Agora, a agência Bloomberg vai mais longe e admite que a sua presença possa tornar-se tão universal quanto a do croissant.

“A improvável subida do pastel de nata, e porque é que se encontra em toda a parte”, titula o artigo da agência. “O centenário doce português tornou-se numa marca global e a sua promoção continua a crescer", resume, lembrando que o Governo português gastou por ano, em cada um dos últimos três anos, "50 milhões de euros a promover produtos nacionais". “Culturalmente, Portugal é uma paragem obrigatória para viajantes de todo o mundo, e Lisboa é cada vez mais o centro tecnológico para a geração millennial que sai de Londres e Nova Iorque. Os famosos Pastéis de Belém e os azulejos azuis e brancos da pequena pastelaria onde são vendidos foram feitos para elogio no Instagram, embora a loja tenha sido fundada em 1837″,  indica a Bloomberg.

Há ano e meio, o chef George Mendes explicou em Manhattan no restaurante Aldea, distinguido pelo guia Michelin, o que era o pastel de nata. "Não usem garfo e faca para o comer - isso deve fazer-se com as mãos. E de preferência acompanhado por um café", resumiu. Agora, de acordo com o artigo da agência de notícias do mundo financeiro, "o próprio chef está surpreendido com o êxito do pastel de nata".

Mas foi a Nata Pura, empresa fundada por Mabílio Albuquerque que começou em 2013 e recebeu incentivos estatais via Portugal Ventures, transformou o produto num caso sério de sucesso à escala internacional, recorrendo a estratégias de marketing semelhantes às que são usadas por gigantes como a McDonald's. Por outro lado, "encontrou parceiros além-fronteiras, organizando sessões para que o público provasse o produto em eventos como o London Coffee Festival ou o BBC Good Food". "A sua empresa passou a vender meio milhão de pastéis de nata por mês em cinco mil lojas espalhadas pelo mundo com um resultado que oscila entre 1,5 e dois milhões de euros anuais, embora espere multiplicá-lo por dois ainda este ano. E mais de um terço do seu negócio chega da Coreia do Sul, onde um dos seus clientes, as lojas da cadeia CSV, tem cerca de 12.500 pontos de venda", destaca a agência.