Escolha as suas informações

Menos exercício e má alimentação. Pandemia aumentou risco de obesidade
Viver 04.03.2021

Menos exercício e má alimentação. Pandemia aumentou risco de obesidade

Menos exercício e má alimentação. Pandemia aumentou risco de obesidade

Shutterstock
Viver 04.03.2021

Menos exercício e má alimentação. Pandemia aumentou risco de obesidade

Diana ALVES
Diana ALVES
É um alerta do Ministério da Saúde lançado no Dia Mundial de luta contra a Obesidade, que se assinala hoje. A pandemia da covid-19 aumentou o risco de excesso de peso e obesidade. Em causa, os confinamentos que mexeram com os hábitos diários em termos de alimentação e de atividade física, alerta o ministério sem revelar dados concretos.

Numa nota à imprensa, a ministra da Saúde, Paulette Lenert, frisa que a "promoção da alimentação equilibrada e da atividade física frequente é ainda mais importante em tempos de pandemia, já que existe uma ligação comprovada entre obesidade e covid-19". "Uma pessoa em situação de obesidade corre um risco mais elevado não só de contrair o coronavírus, como também de desenvolver uma infeção mais severa", adverte. 

Mas não é só a covid-19 que está em causa. As autoridades alertam também para o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e alguns tipos de cancro. Embora os dados relativamente ao último ano não estejam ainda disponíveis, o ministério lembra que, em 2019, 16,5% da população adulta do Luxemburgo sofria de obesidade, tendo-se registado um aumento de um ponto percentual face a 2014. A taxa é superior entre homens, com 18,4% contra 14,6% entre as mulheres. 

No que toca aos mais novos, as estatísticas da divisão de medicina escolar sobre a obesidade mostram que no ano letivo 2019/2020, 4,3% das crianças que frequentavam o ensino fundamental eram obesas e 7,48% tinham excesso de peso. No secundário, a taxa de obesidade era de 9,91% e a de excesso de peso de 9,35%. 


Tertius Barnard. O exercício físico para 2021 é o "foco no que nos faz felizes"
A trabalhar num dos setores mais impactados pela pandemia, Tertius Barnard diz que o vírus demonstrou que o exercício físico tem muito menos a ver com a aparência e muito mais com a saúde e bem-estar.

Uma das estratégias do Governo para fazer face ao problema diz respeito ao programa "Gesond iessen, Méi Bewegen" (GIMB) – "Comer bem, Mexer mais", numa tradução livre para português –, lançado em 2006 e entretanto prolongado até 2025. Trata-se de uma colaboração entre os ministérios da Saúde, do Desporto e da Educação que visa promover a alimentação saudável e o exercício físico regular.

Qualquer empresa, administração ou associação pode aderir ao programa. Se avançarem com projetos que promovam a alimentação saudável e a atividade física, recebem o selo "GIMB". A atribuição do selo é acompanhada por material didático, aconselhamento e apoio financeiro por parte dos ministérios.  

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.