José Manuel Saraiva no confessionário

José Manuel Saraiva
José Manuel Saraiva

José Manuel Saraiva nasceu em 1946 em Santo António de Alva (Oliveira do Hospital) e vive desde 2010 entre o Luxemburgo e Lisboa. Foi jornalista em publicações como O Diário, Diário de Lisboa, Grande Reportagem e Expresso. É autor de dois documentários sobre a guerra colonial, produzidos pela SIC. É autor da história que deu origem ao telefilme “A Noiva”, de Luís Galvão Teles. Em 2001, estreou-se no romance com “As Lágrimas de Aquiles”. Seguiram-se entretanto mais cinco romances. O último foi “O Bom Alemão” (2015) no Clube do Autor.

O que estava a fazer antes desta entrevista?

Estive a passear os meus cães – o Benny e a Dolly – debaixo de um frio horrível.

Quando era pequeno o que é que queria ser quando fosse grande?

Quis ser várias coisas como a generallidade das crianças: polícia, bombeiro, médico, piloto-aviador...

Que outra profissão faria se não fizesse o que faz?

Não faço ideia. Mas gostaria de ser músico, desde que tivesse jeito e bom ouvido – o que não é o caso.

Se pudesse ter um super-poder, qual seria?

Nunca semelhante coisa me passou pela cabeça. Mas, se tal fosse possível, gostaria de ter um super sopro para varrer da face do planeta a corrupção, a violência e a tirania em todas as suas formas.

Se fosse mulher seria...

Seria uma “mulher de armas”.

Se fosse uma personagem histórica seria...

Carlos Magno, pelo modo como soube conduzir os seus exércitos e respeitar os povos que dominou.

O defeito de que não consegue livrar-se?

A intolerância. Principalmente no que diz respeito à má educação e à soberba.

A qualidade de que mais se orgulha?

A amizade no seu sentido mais profundo.

Uma proibição que não suporta?

A privação da liberdade.

Um livro?

“O Quarteto de Alexandria”, de Lawrence Durrell, só para citar um de entre muitos que me marcaram.

Um disco?

Gosto de vários tipos música. Da clássica à moderna. De Mahler a Freddie Mercury...

Um filme?

“Era uma vez na América”, de Sergio Leone.

Prato preferido?

Feijoada com couves, carne de porco (magra, de preferência), enchidos... Enfim, tal como é confecionada na minha região, a Beira Alta.

Clube do coração?

Académica de Coimbra.

Um lugar (país ou sítio)?

Portugal.

Que país nunca vai figurar no seu passaporte?

Coreia do Norte.

O lugar mais estranho onde já esteve? Porquê?

Dentro de um submarino. O espaço é tão exíguo e claustrofóbico que até assusta.

O pior e o melhor do Luxemburgo?

O melhor do Luxemburgo: a organização em geral, a limpeza das ruas, o culto da natureza. O pior do Luxemburgo: a falta do sol que me aqueça o corpo e a alma.

Uma palavra que não gosta de usar?

Maravilhoso (e quase todas as palavras terminadas em ’oso’, como jeitoso, feioso, etc. Apenas tolero as palavras asqueroso e tinhoso). Ah! E também não gosto da palavra ’debalde’. Que aliás nunca usei.

A palavra (ou expressão) que mais usa por dia?

Obrigado.

Um autor (vivo ou morto) para escrever a sua biografia?

Não tenho uma vida total para merecer uma biografia. Mas se a tivesse escolheria (embora não fosse a tempo...) Stefan Zweig.

Uma coisa que quer mesmo fazer antes de morrer?

Voltar a voar num caça e acabar os meus dias no campo.

O que não pode faltar no seu epitáfio?

Prescindo de epitáfios.

Depois desta entrevista vai...

Depois desta entrevista vou apanhar o avião para ir passar três dias a Lisboa.

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