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Isabel Wiseler-Lima no confessionário
Viver 2 min. 26.05.2017 Do nosso arquivo online

Isabel Wiseler-Lima no confessionário

Além de política, Isabel Wiseler-Lima é professora de francês num liceu privado.

Isabel Wiseler-Lima no confessionário

Além de política, Isabel Wiseler-Lima é professora de francês num liceu privado.
Foto: Serge Waldbillig
Viver 2 min. 26.05.2017 Do nosso arquivo online

Isabel Wiseler-Lima no confessionário

Costumava dizer que era “casada com a política” – o marido é Claude Wiseler, atual líder da bancada parlamentar dos cristâos-sociais –, mas é ela própria conselheira comunal da capital desde 2005. Isabel Wiseler-Lima nasceu em 1961 em Odivelas e veio com três anos para o Luxemburgo. Licenciada em Letras Modernas pela Universidade da Sorbonne, é professora de francês num liceu privado.

Costumava dizer que era “casada com a política” – o marido é Claude Wiseler, atual líder da bancada parlamentar dos cristâos-sociais –, mas é ela própria conselheira comunal da capital desde 2005. Isabel Wiseler-Lima nasceu em 1961 em Odivelas e veio com três anos para o Luxemburgo. Licenciada em Letras Modernas pela Universidade da Sorbonne, é professora de francês num liceu privado.

O que estava a fazer antes desta entrevista?

Estava a trabalhar.

Quando era pequena o que é que queria ser quando fosse grande?

Astronauta.

Que outra profissão faria se não fizesse o que faz?

...Astronauta!

Se pudesse ter um super-poder, qual seria?

Abolir a violência entre os homens.

Se fosse homem seria...

Nesta parte do mundo não estou disposta a mudar…

Se fosse uma personagem histórica seria...

Antoine de Saint-Exupéry.

O defeito de que não consegue livrar-se?

Não saber dizer não.

A qualidade de que mais se orgulha?

O respeito pela liberdade de cada um, com a exigência de que essa liberdade seja respeitada por todos.

Uma proibição que não suporta?

A proibição de se exprimir.

Um livro?

“Terre des hommes”, de Antoine de Saint-Exupéry.

Um disco?

“Crossroads”, de Tracy Chapman.

Um filme?

“La vita é bela”, de Roberto Benigni.

Prato preferido?

Troco-os todos por doces conventuais.

Clube do coração?

Não vai agradar… Quando estou em Lisboa e o Sporting ou o Benfica jogam, vou vê-los jogar a ambos com imenso prazer. No entanto, evoquei o Sporting antes do Benfica...

Um lugar (país ou sítio)?

Lisboa e Sintra, mas também Luxemburgo, Paris e Dublin, todas cidades com caráter próprio que conheço para além de visitas turísticas.

Que país nunca vai figurar no seu passaporte?

Não me sentiria à vontade em países onde se pede às mulheres para se esconderem debaixo de um Niqab.

O lugar mais estranho onde já esteve? Porquê?

O Convento dos Capuchos em Sintra – difícil de imaginar homens a viver naqueles espaços.

O pior e o melhor do Luxemburgo?

O melhor, o multilinguismo e a integração nestes últimos 50 anos. O pior, as dificuldades do multilinguismo em muitas carreiras escolares.

Uma palavra que não gosta de usar?

Não.

A palavra (ou expressão) que mais usa por dia?

Moien [bom dia, em luxemburguês].

Um autor (vivo ou morto) para escrever a sua biografia?

O sonho seria ser autora e poder escrever uma autobiografia.

Uma coisa que quer mesmo fazer antes de morrer?

Ver os meus filhos e netos felizes.

O que não pode faltar no seu epitáfio?

Acho que não tenho o direito de decidir o que se passará depois da minha morte.

Depois desta entrevista vai...

Beber um café e continuar a trabalhar.

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