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Grão-Duque participa em colheita de trufas
Viver 2 2 min. 26.09.2022
Corte Grã-Ducal

Grão-Duque participa em colheita de trufas

Corte Grã-Ducal

Grão-Duque participa em colheita de trufas

Foto: Casa Grã-Ducal / Kary Barthelmey
Viver 2 2 min. 26.09.2022
Corte Grã-Ducal

Grão-Duque participa em colheita de trufas

Simon MARTIN
Simon MARTIN
As colheitas de trufas de Luxemburgo acontecem há vários anos. As deste ano parecem promissoras e até o Grão-Duque Henri participou na atividade.

A colheita de trufas não tem fronteiras. Mas o Luxemburgo tem tudo para se tornar uma terra propícia ao cultivo de trufas. E o próprio Grão-Duque Henri parece confirmar a apetência dos terrenos do país para gerar o produto. O monarca foi para a propriedade de Henri Ruppert em Schengen há alguns dias para participar das colheitas de 2022 que parecem muito promissoras. 

Depois do crémant, poderá também a trufa luxemburguesa encontrar um lugar no património gustativo do país? Quem sabe...  

Foto: Casa Grã-Ducal / Kary Barthelmey

O facto é que o Grão-Duque deu o seu contributo pessoal para a colheita de trufas e também colheu algumas uvas.  A colheita contou com a ajuda de cães caçadores de trufa, mais conhecidos como cães de água romagnolo.  

Segundo a Corte Grã-Ducal, as trufas mais populares nascem sob as aveleiras se estiverem reunidas as condições certas: solo calcário e sobretudo paciência. 

Na propriedade de Henri Ruppert é colhida a trufa uncinatum, também chamada de trufa de outono. O preço pode variar de 500 euros a 1.000 euros por quilo. Um outro tipo, o tuber melanosporum, mais conhecido como trufa do Périgord ou trufa negra, também foi colhido nos mesmos terrenos, anunciando um futuro próspero para a propriedade.   

No caso das trufas do Luxemburgo, parece que as alterações climáticas são um bom augúrio. A crise climática está a afetar áreas tradicionais de trufas, como as de Itália, devido às secas prolongadas. Isso significa que a produção de trufas está a mover-se lentamente para o Norte em busca de humidade. E é assim que prosperam na natureza no Luxemburgo, e particularmente na propriedade de Henri Ruppert, onde são cultivadas há vários anos. 

Foto: Casa Grã-Ducal / Kary Barthelmey

Foi quando encontrou uma trufa de 700 gramas num campo local, que o enólogo Henri Ruppert decidiu começar a cultivá-las. No entanto, esta nova cultura também tem um lado menos vantajoso: é que um bom ano para as trufas muitas vezes significa um ano mau para as vinhas. 

A humidade necessária para uma é perigosa para a outra, por isso nem sempre trufas e videiras combinam bem.

Quanto à visita do Grão-Duque, terminou com a preparação de um prato utilizando, é claro, trufas recém-colhidas da herdade.   


Artigo original publicado na versão francesa do Luxemburger Wort.

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