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Grão-Ducado. O 2º país do mundo com mais restaurantes de luxo por habitante
Viver 3 min. 23.09.2021
Estrelas Michelin

Grão-Ducado. O 2º país do mundo com mais restaurantes de luxo por habitante

Estrelas Michelin

Grão-Ducado. O 2º país do mundo com mais restaurantes de luxo por habitante

Foto: Sibila Lind
Viver 3 min. 23.09.2021
Estrelas Michelin

Grão-Ducado. O 2º país do mundo com mais restaurantes de luxo por habitante

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
É o país da Europa com mais espaços com estrelas Michelin à porta de casa e o segundo do mundo. Saiba quais são os nove restaurantes estrelados no país e quanto custa experimentar as iguarias dos deuses. Há preços que o podem surpreender.

O Luxemburgo não é o país com mais restaurantes que ostentam estrelas Michelin, tidos como os melhores do mundo, mas é o país com maior concentração destes paraísos gourmet entre a sua população. A notícia é dada pela conceituada revista de culinária internacional “Chef’s Pencil” que pegou no último Guia Michelin e pesquisou quais os países onde existem mais estabelecimentos agraciados per capita. 

A notícia surge três dias depois do "La Distillerie", um dos restaurantes com uma estrela Michelin do país ter sido eleito o "Melhor restaurante Vegetariano do Mundo", pelo segundo ano consecutivo.

Se deseja cometer uma pequena loucura gastronómica e experimentar um dos nove restaurantes do país premiados pela Michelin não tem de viajar muito, todos eles ficam praticamente à porta de casa. E há preços que o podem surpreender.

No Luxemburgo existem nove restaurantes com estrelas Michelin entre a sua população, ou seja, um restaurante por cada 69.553 habitantes, indica a "Chef's Pencil". Sim, parece imenso, mas neste rácio de concentração de gastronomia de luxo por habitante, o Grão-Ducado ocupa o segundo lugar do mundo e é campeão europeu. “O pequeno, mas muito rico país do Benelux, é casa da segunda maior concentração de restaurantes com estrelas Michelin do mundo e o primeiro da Europa. Luxemburgo conta com nove restaurantes com estrelas Michelin, incluindo um restaurante com duas estrelas Michelin para uma população de apenas 625.000”, escreve a conceituada revista.


Panorama,Beste Gemüserestaurants der Welt - We’re Smart World Awards,René Mathieu-La Distillerie Bourglinster. Foto: Gerry Huberty/Luxemburger Wort
"La Distillerie". O melhor restaurante vegetariano do mundo é no Luxemburgo
O restaurante do chef René Mathieu, "La Distillerie", ganhou, pela segunda vez consecutiva, o título de Melhor Restaurante Vegetariano do mundo.

 O país com mais restaurantes Michelin por habitante é o Japão, com um espaço estrelado por cada 61,368 habitantes. Mas, atenção, que para este país as contas  são específicas. “A taxa per capita do Japão é calculada exclusivamente para as regiões cobertas pelo Guia Michelin - Tóquio, Osaka, prefeituras de Kyoto – com uma população cerca de 25 milhões de pessoas e 413 restaurantes com estrelas Michelin”, escreve a revista “Chef’s Pencil”.

França só em 6º lugar

Os vizinhos do Grão-Ducado também se encontram no top 10 deste ranking. A Suíça segue colada ao Luxemburgo com o segundo lugar da Europa e o terceiro do mundo. Neste país, reino de 119 restaurantes Michelin, o rácio é de um restaurante para cada 72,728 pessoas. Segue-se a Bélgica em quarto lugar do mundo e terceiro na Europa com 127 restaurantes por 91 mil pessoas.

Nesta tabela, a França, país do mundo com mais restaurantes com estrelas Michelin, 632 no total, cai para 6º lugar, com um restaurante estrelado para cada 106,666 habitantes. A Alemanha surge já em 12º neste ranking da mais requintada gastronomia. E, eis que Portugal surge em 15º lugar com 28 restaurantes estrelados pelo Guia Michelin, com um rácio de um por 364,168 habitantes.

 Os nove do Luxemburgo

Apenas um restaurante foi condecorado com duas estrelas Michelin este ano, o “Ma Langue Sourit”, em Moutford, todos os restantes oito espaços possuem apenas uma estrela. São eles: "Les Jardins d'Anaïs", "La Cristallerie", "Clairefontaine" e "Mosconi", na capital do Luxemburgo. Seguem-se o “Guillou Campagne”, em Schouweiler, o “Fani” em Roeser, “La Distillerie” em Burglinster, o “Léa Linster” em Frisange.

E quanto custa a pequena loucura de experimentar uma refeição dos deuses? O mais acessível é o “Guillon Campagne”, cozinha francesa clássica, cujo valor mínimo é de 34 euros, podendo chegar aos 100 euros, como indica o site do Guia Michelin.

Na capital é possível degustar uma refeição da moderna cozinha francesa no "Les Jardins d'Anaïs", entre 59 e 125 euros, valores indicativos do Guia Michelin. No restaurante "La Cristallerie" também “modern french” os preços situam-se entre os 58-228 euros, no "Clairefontaine"com cozinha criativa francesa, entre os 57-112 euros, no restaurante italiano "Mosconi" os preços variam entre os 55-150 euros.

Fora da capital, o restaurante “Fani” também de cozinha italiana, os preços podem variar entre os 48-130 euros, o “La Distillerie” cozinha criativa entre 120-150 euros, no “Léa Linster” os valores de degustação de “modern french” já sobem aos 129-189 euros.

O facto de o restaurante “La langue Sourit”, em Moutfort, ser o único que mereceu duas estrelas Michelin em 2021, não significa que seja o mais dispendioso. Os preços da sua gastronomia de autor, criativa variam entre os 58-140 euros. 

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