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Grã-Duquesa Maria Teresa celebra 66 anos
Viver 5 3 min. 22.03.2022
Corte grã-ducal

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Grã-Duquesa Maria Teresa celebra 66 anos

Redação
Redação
Maria Teresa vive há quatro décadas no Luxemburgo e é uma das figuras de destaque da família grã-ducal.

Esta terça-feira, 22 de março, a Grã-Duquesa Maria Teresa sopra 66 velas. Apesar de ter nascido em Cuba, em 1956, a história de Maria Teresa Mestre Batista-Falla está intimamente ligada ao Luxemburgo há mais de quatro décadas. O motivo? O amor pelo Grão-Duque Henri. 

Maria Teresa e Henri casaram no Dia dos Namorados, em 1981, na Catedral de Notre-Dame, no Grão-Ducado. Da união nasceram cinco filhos, o príncipe-herdeiro Guillaume, e os príncipes Félix, Louis, Alexandra e Sebastião. O casal já tem cinco netos. 

Apesar deste amor de faculdade que resultou num casamento real parecer um conto de fadas, Maria Teresa admitiu em entrevista ao Contacto em 2021 que  esta é "uma vida que tem muitos privilégios, mas também muitas obrigações e muitos deveres. Não é uma vida fácil. É uma vida de exigências". 

Maria Teresa e Henri conheceram-se muito jovens em Genebra, na Suíça. Apesar de ser filha de banqueiros cubanos que privavam com Fidel Castro, não era a única escolha óbvia para futura rainha, sendo inclusive, a primeira latina a entrar para a família real. Tanto que, para se casarem, tiveram de ter a aprovação do Grão-Duque Jean, conseguida com a ajuda da duquesa Charlotte, avó do príncipe Henri. 

No livro "Un Amour souverain" ("Um amor soberano", em português), lançado por ocasião dos 40 anos de matrimónio, Maria Teresa fala disso mesmo. "Esta união não era óbvia nem previsível para uma jovem rapariga cuja família tinha fugido de Cuba uns anos antes. Só foi aceite após alguns encontros 'teste' que eu já esperava, aumentando o stress durante os meses que antecederam o casamento", escreveu. 


A minha vida com o Grão-Duque
Em entrevista ao Contacto, a Grã-Duquesa revela o segredo do seu amor com Henri, fala da ligação especial com os portugueses e confessa que a vida não é um conto de fadas.

Apesar de ter sentido o acolhimento dos luxemburgueses e considerar o Grão-Ducado como a sua casa, Maria Teresa não esquece as suas origens. "A minha relação com Cuba é muito forte, é uma relação do coração. São as minhas origens, é o país onde nasci, é a minha ilha. Amo-a com todo o meu coração. Amo os cubanos e sou muito cubana", assegurou ao Contacto. ¨

De uma mulher para todas as mulheres 

Entre as iniciativas a que tem dado apoio ao longo dos anos, destacam-se a defesa dos direitos humanos e em particular na defesa das mulheres. "As minhas origens cubanas estão muito ligadas ao lado filantrópico da minha família", frisou em 2020 à imprensa espanhola, acrescentando que os filhos também são muito ligados à ilha. "Os cinco têm um lado muito quente, têm um ritmo fantástico quando dançam, bom ouvido para a música e cantam muito bem", contou.

Em 1997 foi nomeada embaixadora da boa vontade da Unesco na luta contra a pobreza, a promoção do microcrédito e a educação das mulheres. Desde 2007 é também Defensora Eminente para as Crianças junto da Unicef (Eminent Advocate for Children), concentrando os seus esforços em ações para apoiar os órfãos com sida e as crianças-soldado. 

O mais recente projeto ligado à filantropia foi a iniciativa "Stand Speak Rise Up", em 2019, apoiado pela Fundação do Grão-Duque e da Grã-Duquesa, e que recebeu personalidades ligadas à promoção e defesa dos direitos humanos.

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