Escolha as suas informações

Fotos. Grã-Duquesa celebra 65 anos
Viver 8 3 min. 22.03.2021

Fotos. Grã-Duquesa celebra 65 anos

Fotos. Grã-Duquesa celebra 65 anos

Foto: Collection privée/Jacques Schneider
Viver 8 3 min. 22.03.2021

Fotos. Grã-Duquesa celebra 65 anos

Redação
Redação
Relembre a biografia de Maria Teresa.

A Grã-Duquesa Maria Teresa completa esta segunda-feira, 22 de março, 65 anos. Maria Teresa Mestre Batista-Falla nasceu em Cuba em 1956, numa família abastada da ilha. Com três anos de idade esta filha de banqueiros cubanos trocou Havana por Nova Iorque com a família, em outubro de 1959, após a revolução liderada por Fidel Castro. Em 2016, numa entrevista à AFP, Maria Teresa comentou esses tempos. "[Fidel] não era amigo nem inimigo. Foi a pessoa que causou a saída de toda a minha família da ilha de Cuba. Não foi uma situação fácil", lembrou a mulher do Grão-Duque Henri.

Em 1965, os pais de Maria Teresa instalam-se em Genebra, na Suíça. Foi ali que conheceu o então príncipe Henri do Luxemburgo, quando frequentava o curso de Ciências Políticas. Quando ficou noiva do que viria a ser o seu marido, a 7 de novembro de 1980, Fidel Castro foi o primeiro a felicitá-la: "A primeira coisa que chegou ao palácio foi um enorme bouquet de rosas vermelhas, acompanhado de uma carta de Fidel Castro com as suas felicitações", contou em entrevista à agência noticiosa France Press (AFP).

Para se casarem tiveram de ter a aprovação do Grão-Duque Jean, conseguida com a ajuda da duquesa Charlotte, avó do príncipe Henri. Casaram-se no Dia dos Namorados, a 14 de fevereiro de 1981. Desta forma, este ano, o casal celebrou este ano uma data redonda: 40 anos de união. Ainda este domingo, a casa real luxemburguesa festejou um outro aniversário, o da princesa Claire, mulher do príncipe Félix - filho da Grã-Duquesa - que celebrou 36 anos.  

Maria Teresa é conhecida pelas suas iniciativas na "filantropia e cultura", na defesa dos direitos humanos e em particular na defesa das mulheres. "As minhas origens cubanas estão muito ligadas ao lado filantrópico da minha família", frisou em 2020 à imprensa espanhola, acrescentando que os filhos também são muito ligados à ilha. "Os cinco têm um lado muito quente, têm um ritmo fantástico quando dançam, bom ouvido para a música e cantam muito bem", contou.

Em 1997 foi nomeada embaixadora da boa vontade da Unesco na luta contra a pobreza, a promoção do microcrédito e a educação das mulheres. Desde 2007 é também Defensora Eminente para as Crianças junto da Unicef (Eminent Advocate for Children), concentrando os seus esforços em ações para apoiar os órfãos com sida e as crianças-soldado. O mais recente projeto ligado à filantropia foi a iniciativa "Stand Speak Rise Up", em 2019, apoiado pela Fundação do Grão-Duque e da Grã-Duquesa, e que recebeu personalidades ligadas à promoção e defesa dos direitos humanos.


Grã-Duquesa demasiado presente nas decisões da corte grã-ducal
É Maria Teresa quem recruta e despede os funcionários da monarquia luxemburguesa.

O ano passado foi marcado pela chegada de mais um neto para o casal grão-ducal: Charles, filho de Guillaume e Stéphanie. Mas 2020 foi também um ano com um sabor mais amargo para a corte luxemburguesa, com o polémico relatório Waringo, sobre a gestão da corte grã-ducal. 

O documento retrata Maria Teresa como estando no centro da gestão dos funcionários e com um papel demasiado presente nas decisões da casa real. Em paralelo, surgiram rumores na imprensa de que a grã-duquesa teria um papel demasiado preponderante nestas decisões, sem prestar contas a ninguém. O marido, Grão-Duque Henri saiu em defesa de Maria Teresa considerando as acusações "injustas"

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas