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Conheça as noites de Budapeste
Opinião Viver 19 min. 14.06.2021
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Opinião Viver 19 min. 14.06.2021
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Conheça as noites de Budapeste

José REIS DOS SANTOS
José REIS DOS SANTOS
Um roteiro imperdível para se perder nos bares da capital húngara na véspera do jogo de estreia da seleção portuguesa. Ou depois do jogo. Uma crónica de José Reis Santos, um português rendido à cidade de Budapeste.

Para os menos entendidos sobe a história de Budapeste, ou para os portugueses de mais tenra idade, a cidade – mais Pest - sempre foi um centro de boémia inserida por direito próprio na boa tradição novecentista de matriz liberal, dandy, romântica, decadentista, anarca e também aristocrata, quando não todas em simultânea. Pelo menos deste 1848, quando um grupo de jovens boémios, saídos do Pilvax, um conhecido um café/bar, com o poder da poesia, colocaram Budapeste no mapa revolucionário dos povos oprimidos, que a cidade é um espaço de resistência, luta, exaltação, deambulação literária e poética, de filosofia, intensidade criativa e científica ou de reflexão conceptual, mas também de ocupação, de totalitarismos e massacres. Uma cidade marcante, portanto.

Simultaneamente é uma cidade fascinante na sua diversidade e multiculturalismo histórico, visível nas ruas, arquitectura e legado das diferentes expressões culturais e identitárias dos que nos últimos 150 anos fizeram de Budapest a sua cidade. Basta pensar que em 1851, os censos apontavam o alemão como língua maioritária, a maioria da sua população bilingue, e muita mesma trilingue. No mesmo sentido, era uma cidade que representava practicamente todos os credos cristãos (católicos, ortodoxos, calvinistas, luteranos e outras igrejas protestantes), bem como domicílio de uma enorme comunidade judaica. Da mesma forma que não espanta que o primeiro teatro sérvio tenha aberto portas na capital magiar. Budapest serviu, especialmente a partir da segunda metade do século XIX, como íman político, académico e cultural para a zona do Império Austro-Húngaro de sua administração. Muitos sérvios, croatas, polacos, bósnios, romenos, ucranianos, viam na cidade um ponto de referência, e de oportunidades. Muitos traziam as suas culturas, gastronomias, destilados e línguas originais, para depois as pintarem com húngaro ou alemão, pois eram estas as línguas hegemónicas da máquina administrativa, académica e legal. Assim, para um cidadão de Lviv, Pula, Sarajevo, Ljubljana, Bratislava, Cluj, Cracóvia ou Zagreb que procurasse melhores condições de vida, era normal que depois de abandonarem a sua região natal se deslocasse para Budapest e, quem sabe, depois Viena, ou Paris, Londres ou Nova Iorque. Aqui conheciam-se uns aos outros, bebiam uns com os outros, dormiam, debatiam, desatinavam e filosofavam, sendo o espaço público, nomeadamente os bares, cafés, tascas e tabernas, lugares destes primeiros e subsequentes encontros, marca ainda se muito viva na cidade.

Nas últimas décadas do século XIX, Budapest era uma das grandes cidades Europeias, uma das novas metrópoles em rápida expansão e construção de estruturas de suporte para acolher o impulso e energia despoletados pela vaga da segunda Revolução Industrial e pelos avanços na ciência e da indústria, construindo em torno destas novas urbes os novos meios de comunicação (caminho de ferro) capazes de atrair os milhares de braços necessários para alimentaram as novas zonas industriais e fabris em franca expansão e desenvolvimento, no que viria a ser o berço do movimento operário, anarquista, e socialista, que juntariam a uma já existente aristocracia, com os seus palácios e palacetes, à pequena burguesia e à lentamente inventada classe média, com os seus entretanto construídos bairros chiques. Junto neste movimento vierem novas formas de arquitectura e construção, de planeamento urbano e, naturalmente, formas de socialização em torno dos salões, grand cafés e restaurantes, associações recreativas, sindicais e grémios literários, sedes sindicais e políticas, bares, tabernas e tascas, todos espaços com bicos de cerveja, palinkas caseiras, vinho de melhor ou pior qualidade, ou champagne, prosecco e cocktails, dependendo o néctar da condição social dos frequentadores. Desta época sobrevive, por exemplo, o New York Café, o Café Central, com outros exemplos perto da Opera.

Budapeste deve ser assim entendida como inter-pares com as grandes cidades europeias da virada do (outro) século passado atraindo e multiplicando a sua população, serviços e capital ano após ano. Assim se entende, por exemplo, a sua tamanha malha urbana e extensas zonas industriais, ou que tenha recebido a primeira linha de metro na Europa continental, uma oferta da Siemens para testar o seu novo sistema electrico, hoje a linha amarela (M1). Também ajuda a entender que todas os grandes movimentos culturais, do romântico ao avant-garde, tenham passado e deixado deixaram marca literária, filosófica e arquitetónica na cidade, da Belle Epoque à Arte Nouveau, da Bauhaus ao neo-classicismo. E todos estes intervenientes, não nos cansamos de repetir, idealizavam, fermentavam e progrediam as suas ideias em cafés, kosmas, bordeis e restaurantes de colaboração, conspiração ou confraternização, dependendo da ocasião.

Um roteiro da noite de Budapeste

Entrando agora no cerne da questão, onde beber um copo depois do jogo, Budapeste, como qualquer grande cidade cosmopolita, oferece-nos largas centenas de oportunidades onde disfrutar de oferta de palatos e gostos variados, e destilados à escolha da freguesa ou freguês, com um cenário visual urbano ímpar enquadrado na primeira autoestrada europeia: o Danúbio. Também como qualquer cidade que se preze, esta divide-se em zonas, que na essência se concentram no V (distrito), que pode ser considerada como a 24 de Julho cá do sitio, o VII, o Bairro Alto, a zona de Blaha, que se poderá identificar como sendo o Intendente / Martim Moniz, a Balna como as Docas, a zona dos teatros, a ilha Margarida, e algumas zonas do VIII um pouco como a Graça, isto para quem tenha referências de Lisboa. E tomem naturalmente estas correspondências com uma pitada de sal, e do grosso.

Recordem se também que não estamos em ambiente latino, e apesar da noite facilmente nos levar ao nascer do sol, ate porque por este dias clarea a partir das 04.00, muitas cozinhas fecham as 22.00, bares entre a meia noite e a uma, sendo o ‘pico’ por volta das 23.00, começando a noite facilmente pelas 19.00 com um apero ou um fröccs (ver guia no final do texto). Os transportes da cidade são extremamente eficazes, fáceis de usar, assumindo o (eléctrico) 4-6 o papel de salvador da pátria pela disponibilidade 24/7. Para pessoas LGBT, sabendo o historial recente que a Hungria tem acumulado com esta comunidade, a cidade, em especial no VII, e mesmo dentro do Korut, é geralmente segura. Em todo o caso, sugerimos alguma atenção. Não obstante estes reparos, e para quem se queira sentir mais à vontade, recomendamos o Aurora, onde se organiza Pride, o Toldi, bem perto da Basílica, o whynot ou o gay-bar Coxx, no VII distrito, recomendações naturalmente extensas a quem procure ambientes com maior diversidade. Podem também procurar por alguma festa mais específica que ocorra durante o europeu.

Em todo o caso, e para vos simplificar a vida, e por o tempo ser curto, irei-me cingir às ofertas dentro do Korut, espécie de primeira circular que encerra Peste em torno do Danúbio (Duna). E como no artigo diurno de apoio ao dia do jogo, também sugiro que se comece pela zona da Basílica, do Parlamento e da primeira ponte permanente da cidade, a Lanchid, ou ponte das correntes. Esta é uma zona privilegiada da cidade, onde paragem obrigatória é os dois restaurantes Michelin portugueses, um liderado pelo chef Miguel Rocha Vieira (Costes), o outro pelo chef Tiago Sabarigo (Essência). Passem, vejam se conseguem mesa, ou pelo menos petisquem qualquer coisa. Uma vez nesta zona, o V distrito, podem aproveitar os bares de vinhos com as excelentes ofertas locais e as esplanadas em torno da Basílica, a via Itália com uma série de ofertas transalpinas e, para os mais notívagos, a pista de dança do Otkert, o BOB e, ali bem junto ao rio, o Raqpart do lado esquerdo da ponte. Nesta 24 de Julho podem encontram alguns dos mais sofisticados rooftops da cidade, como o Intermezzo Restaurant & Roof Terrace no President Budapest Hotel ou o High Note Sky Bar, no Aria Hotel, ambos muito próximos da Basílica, ou mesmo o 360º Bar, já na Avenida Andrássy, o premium St. Andrea Wine & Sky Bar na praça Vorosmarty ou o Novo Leo Budapest do outro lado da ponte das correntes, que infelizmente se encontra encerrada a trânsito pedonal, ou seja, a necessitar de dar uma grande volta ou de 30 segundos de táxi / autocarro.

Quem por outro lado procure se aventurar por uma Ribeira, para mudarmos referência, o VII é simultaneamente o antigo Bairro Judio, gueto fechado durante a II Guerra Mundial, e hoje uma das mecas noturnas europeias com ofertas para todos os gostos. Vindo da Basílica, podem ir em direção à roda gigante e à Praça Erzsébet, sitio favorito para o botellon local, com o fröccsterasz e o Akvárium Klub a serem os poisos para se sentarem decentemente na praça. Daqui podem ir até Madách Tér, passar pelo arco e entrar na Hipster lane, ver o vibe do Központ, do Keksz do Telep ou do Hivatal e seguir até ao andamento frenético do Gozsdu Udvar e as dezenas de bares, esplanadas, restaurantes, karaokes e discotecas ao dispor. Aqui gera a confusão e a dificuldade de arranjar mesa. Mas como tudo de faz a pé, e a cidade convida a passear, facilmente giramos de um lado para o outro. Daí a Ribeira. Ou o Bairro Alto. Nesta zona mantemo-nos essencialmente entre a ruas (utcas) Király, a Dob e a Wesselényi. No Gozsdu podem também tentar o Blended, um dos hottest sky bars, a lembrar o da calçada do Combro pela sua entrada por um parque de estacionamento.

Ainda VII, recomendamos alguns dos seus kerts (terraços), verdadeiros ex-libris da cidade e pontos de encontro privilegiados para locais. De entre eles, passem pelo Mika Tivadar, pelo Koleves, Bobek, Rácskert ou La bodeguita del medio, todos muito próximos, e desejo-vos sorte em encontrarem mesa. Ao longo da Dob utca, destaco ainda o piano-bar Spinoza, num estilo mais clássico, a cave do Lampas (e os seus concertos improv), as optimas cervejas do Fekete kutya, o intelectual boémio Kisüzem, o underground Vittula, o late-hours Dssz ou a excelente colecção de destilados de alta qualidade do Nappali, este perto da Király. Para picar, só para deixar um par de sugestões, podemos sugerir as tapas italianas do Baccanale, as espanholas do pata negra, as argentinas do House bar, as Kosher do Tel Aviv. bem como dezenas de outra ofertas, de street food a restaurantes que com facilidade encontram no distrito.

Um outro ex-libris da cidade são os roncskocsma, ou ruin pubs, ou bares de ruínas, edifícios ocupados durante os anos 90 que funcionavam, nas suas diferentes salas, ou antigas habitações, como verdadeiros espaços de liberdade criativa cultural e intelectual, albergando diferentes tipos de movimentos associativos ou, cineclubes, de forma orgânica fornecendo cor a um país que acabara de se libertar de uma democracia popular externamente tutelada por 41 anos. Ainda conheci algumas versões destes roncskocsma, e o seu processo de massificação turística desta última década, pois não existe guia à cidade que não os identifique. Não quero com isto dizer que não sejam locais de passagem obrigatória, pois seria o mesmo que ir ao Porto e não passar pela Ribeira. Assim, quer o Szimpla, como o Fogas agora na fase de fusão com o Instant, como o Doboz ou mesmo o Mazel Tov, são referências que sugiro aos mais noctívagos, isto porque não somente são dos maiores espaços da cidade, com kert (pátio) interior, assim conseguindo albergar as maiores festas, como dos que mais tarde encerram portas. Quem recentemente se intrometeu neste campeonato, mesmo que não se auto-identifique como ruin pub, é o Club electrico Hétketk, que se pode encontrar no pátio do museu da eletricidade.

Uma outra zona que podemos recomendar, lindíssima de assistir ao por do sol com a ponte Szabadság, a Colina e Hotel Gellért, o Danúbio e o Castelo, é que se acumula em torno do Balna, onde destacamos Esetleg e o conjunto de bares / restaurantes ao longo do rio. Daqui, em direção à ponte Erzsébet podem também encontrar o Kiosk, outro kert, este com serviço e clientela refinado e perto do mesmo cenário agora descrito. Daqui em direcçao a Astória podem encontrar o Csendes, com o seu belo jardim, onde estarão novamente perto do VII.

Da Basílica podem também, como alternativa, subir a Andrássy em direção à Opera onde encontrarão a zona dos teatros (Kálmán Imre, Thália Színház, Opperettszínház jegyiroda). Aqui passem pelo MaiMano ou pelo Kaledonia, com o seu um optimo Haggis e todos bons os destilados das ilhas britânicas. Subam a rua até à Jókai Tér, cruzem novamente Andrássy para a Liszt Ferenc tér para se encontrarem em frente do excelente Menza e de um par de esplanadas terraços a lembrarem um qualquer arrondissement parisiense, dos do centro, e a lindíssima academia Lizt Ferenc. Aí estão às portas da Király utca, onde podem experimentar ver o retro Frici papa, encontrando-se no novamente início do Bairro Alto. Como podem ver, bastante fácil andar por Budapest.

Já na zona de Blaha, um pouco mais afastada do centro, mais dedicada para locais e expats, talvez mais devota para aventureiros que não carreguem muitas cores da selecção e procurem uma experiência menos futebolística, sugerimos um Gin no Hintalo ou sentir o ambiente pesti no café csiga ou no Macska ou mesmo um tranquilo copo de vinho no Oinos Wine Bar ao lado do mercado da Rákóczi tér. Perto podem também tentar o Grund Kert, na zona de Corvin, no centro do VIII, área em pleno do processo de gentrificação em curso dos últimos anos que lhe tem levado muitos expats e expulso os anteriores habitantes locais, de condições mais empobrecidas, e nomeadamente os Roma (etnia cigana). Se pelo VIII podem também passar pelo Golya, Lumen ou pelo Élesztő, este com uma das melhores coleções de cervejas artesanais ao dispor na cidade.

Já a ilha Margarida oferece também um conjunto de bares bastante agradáveis por estarem junto ao rio, e são fáceis de encontrarem pois basta seguirem, depois da fonte, as luzes e a música. Duas sugestões finais, uma para identificar um duo em torno da estação Nyugati, desenhada por Gustave Eiffel, referindo-me ao Sky Garden, no Mystery Hotel, e o Zsiráf, no jardim adjacente. Finalmente, identificar a zona da Bartók Béla, do lado de Buda da ponte Szabadság, também bem menos polvilhada de turístas, menos dedicada à festa e de noite mais curta, mas replecta de pequenas maravilhas para descobrir. Já quem procure concertos, pesquise o que existe no A38, no Budapest Park ou mesmo no Trafó.

Como antecipação de uma possível ressaca para quem combinar uma ou mais destas sugestões, visitar as termas e nelas passar umas horinhas costuma produzir maravilhas. E tal é uma solução possível pois as mesmas estarão abertas a quem apresentar a pulseira do jogo, mediante pagamento da entrada, entenda-se. As termas mais conhecidas, e com maior frequência, são as Szechenyi (muito próximas da Praça dos Herois), as Gellert e o Rudas, com o seu excelente 360º rooftop.

Finalmente, se beberem, façam-no com moderação. Se se aventurarem por destilados locais, tomem cautelas acrescidas, pois encontram-se, literalmente, a jogar em campo adversário. Eu, por exemplo, que gosto de apreciar uma boa Palinka, não a tomo de shot, mas suavemente. E acompanho-a sempre com água ou mesmo com uma limonada, que por aqui são ótimas. O mesmo com Unicum, a outra famosa bebida local (essa essencialmente acompanhada com água). Lembrem-se também de respeitarem sempre os locais, afinal estão em casa deles, sendo seus convidados. Lembrem-se dos que antes, como vocês hoje, aqui chegarem e foram recebidos. Sintam a boa energia da cidade, as histórias que guarda. Estejam à vontade, mas não à vontadinha, como se costuma dizer. Ou usem, mas não abusem. Regras gerais de respeito, de bom senso e de convivência sã é o que basta para passarem uma noite até clarear, pois por esta altura do ano, como já referi, é fácil sair por um café e ver o breu nocturno iniciar o abraço ao dia. E se o virem, cruzem para Buda, pois o sol nasce de Pest.

Para fechar, e de forma especial para os tais portugueses de mais tenra idade, recorro a uma outra referência lusa, líder de uma banda da velha guarda, de Braga, que descreveu de forma encontrável no youtube outra alternativa de apresentar as noites de Budapeste. Ao falar com ele hoje, só lhe perguntei o que fazia a vodka na letra. Disse-me que era o que conseguia pedir. Isso e Whisky. Nunca provou nem Palinka, nem Unicum. Convidei o Adolfo a vir-me visitar, a fazermos alguma parte deste texto, e uma outra que deixo para os de cá.

Egészségére

Budapest, Mão Morta (1991)

Prólogo: Fecha os olhos e deixa-te conduzir. Estás em Budapeste. Inverno de 91. Ano 1 da queda do comunismo. É noite desde as 3 da tarde. O tempo está frio, gelado. Olhas à tua volta e vês uma cidade escura, de belos edifícios decrépitos, ruínas, fachadas enegrecidas pela poluição. Por todo o lado, filas de vendedores do mercado negro. As paredes estão repletas de cartazes, numa língua impossível, indecifrável. Tu sentes-te perdido. Mas eu conduzo-te. Segue-me.

Cá vou eu no meu Traby

De bar em bar a aviar

Sempre a abrir a noite toda

Sempre a rock & rollar

Charro aqui charro ali

Mais um vodka p'ra atestar

Corro Peste corro Buda

Sempre a rock & rollar

As noites de Budapeste

São noites de rock & roll

P'las caves da cidade

São só bandas a tocar

Pondo tudo em alvoroço

Tudo a rock & rollar

Mulheres lindas de morrer

Mini-saias a matar

Não tem fim o reboliço

Tudo a rock & rollar

As caves de Budapeste

São caves de rock & roll

Cá vou eu no meu Traby

De bar em bar a aviar

Sempre a abrir a noite toda

Sempre a rock & rollar

Charro aqui charro ali

Mais um vodka p'ra atestar

Sempre a abrir a noite toda

Sempre a rock & rollar'

As noites de Budapeste

São noites de rock & roll

Guia para pedi rum fröccs. O vinho é geralmente Rosê ou Branco.

Kisfröccs – 1 decilitro de vinho com 1 decilitro de soda

Nagyfröccs – 2 decilitros de vinho com 1 de soda

Hosszúlépés – 1 decilitro de vinho com 2 decilitros de soda

Házmester– 3 decilitros de vinho com 2 decilitros de soda

Vice-házmester– 2 decilitros de vinho com 3 decilitros de soda

Háziúr– 4 decilitros de vinho com 1 decilitro de soda

Sportfröccs – 1 decilitro de vinho com 4 decilitros de soda  

(José Reis Santos)

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