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EUA com acesso directo a informação de utilizadores do Google, Facebook e Apple

EUA com acesso directo a informação de utilizadores do Google, Facebook e Apple

Viver 07.06.2013

EUA com acesso directo a informação de utilizadores do Google, Facebook e Apple

A Apple e outras empresas norte-americanas de Internet negaram na quinta-feira terem permitido aos serviços de informações acederem aos seus servidores para recuperar dados dos utilizadores, no âmbito de um programa de vigilância aprovado em 2007.

Estas reações urgem depois de o jornal Washington Post ter revelado que o FBI e a Agência Nacional de Segurança (NSA) utilizam portas de entrada escondidas no ‘software’ fabricado pelas principais empresas informáticas norte-americanas para vigiar os utilizadores, um programa secreto designado como PRISM.

“Nunca ouvimos falar do PRISM”, afirmou o porta-voz da Apple, Steve Dowling ao garantir que a empresa “não fornece qualquer tipo de acesso direto aos seus servidores por agências governamentais e que qualquer agência desse tipo que pretenda obter dados dos clientes terá de ter um mandado judicial”.

A NSA e o FBI acederam aos servidores de nove gigantes de Internet norte-americanos, como a Microsoft, Yahoo, Google e Facebook, para vigiar as atividades de estrangeiros, revelaram na quinta-feira o Washington Post e o Guardian.

O Washington Post foi contactado por um antigo funcionários dos serviços de informações que lhe forneceu documentos, incluindo uma apresentação de PowerPoint de formação que descrevia a parceria entre a agência de espionagem NSA e as empresas de Internet.

A Facebook também desmentiu as acusações na quinta-feira.

“Não fornecemos a qualquer organização governamental um acesso direto aos nossos servidores”, afirmou o responsável de segurança do grupo, Joe Sullivan, citado pela agência AFP.

A Google respondeu em comunicado aos dois jornais que não existia qualquer “porta de entrada escondida” nos seus servidores para os serviços federais e a Microsoft indicou que, se o governo tem um programa para aceder a dados dos utilizadores, a empresa “não participa nele”.

Também a Yahoo negou dar ao governo acesso direto aos seus utilizadores.

(este texto foi escrito ao brigo do novo acordo ortográfico)