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Diário de uma mãe imigrante a mil. A esquizofrenia das línguas no Grão-Ducado
Opinião Viver 11.03.2022
Maternidade

Diário de uma mãe imigrante a mil. A esquizofrenia das línguas no Grão-Ducado

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Diário de uma mãe imigrante a mil. A esquizofrenia das línguas no Grão-Ducado

Opinião Viver 11.03.2022
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Diário de uma mãe imigrante a mil. A esquizofrenia das línguas no Grão-Ducado

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
Bom dia, bonjour, moien, good morning. Este Luxemburgo amalgamado, onde se juntam mais de 150 nacionalidades, é luz para os nossos dias cinzentos.

Começo o meu dia em português. Pelo meio o francês, o inglês, o luxemburguês e termino com o português. Com um filho de dois anos e sete meses, não há outra forma. Sem filhos no Grão-Ducado seria exatamente o mesmo, mas com ele a coisa torna-se bem mais engraçada. 

Na creche ou em casa, o pequeno Martim (Martime ou Martin para os amiguinhos de outras nacionalidades) personifica a mescla que é o Luxemburgo. 

Acorda com um "bom dia mãe, dormiste bem?", pelo meio quer "juste queijo cottage e canela", faz um 'caca' (dispensa traduções) e quando o vou buscar à creche a "mama ass do" ("a mamã chegou", em luxemburguês).  

Este Luxemburgo amalgamado, onde se juntam mais de 150 nacionalidades, é luz para os nossos dias cinzentos. E aqui são muitos. 

Na creche o Martim come comida luxemburguesa, portuguesa, checa, polaca, russa, italiana, albanesa. Canta canções em português, espanhol, luxemburguês, inglês ou italiano.  

Os estudos comprovam que a exposição das crianças a várias línguas desde muito pequenas é benéfica a vários níveis. Aprender várias línguas traduz-se numa maior abertura e tolerância para com outras culturas.  

Sou uma mãe portuguesa, de uma família tipicamente nortenha. Cá em casa comemos bacalhau, cozinhamos com azeite Gallo e limpamos com Neoblanc. Mas também abraçamos (perdão, açambarcamos) a comida indiana, luxemburguesa, italiana, francesa nepalesa, japonesa ou chinesa.  

Falamos, ouvimos e lemos português, respondemos em francês, pensamos em inglês e, pelo meio, vamos aprendendo o luxemburguês. 

Bom dia, bonjour, moien, good morning. Assim é o Luxemburgo onde o pequeno Martim habita. Juste ça

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