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"Bem-estar e crescimento do rendimento não andam juntos"
Viver 15.02.2021

"Bem-estar e crescimento do rendimento não andam juntos"

"Bem-estar e crescimento do rendimento não andam juntos"

Pixabay
Viver 15.02.2021

"Bem-estar e crescimento do rendimento não andam juntos"

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
É uma confirmação de estudos anteriores. Uma pesquisa do Statec e da Universidade do Sul da Califórnia desafia as teses tradicionais da política económica e conclui que o crescimento do rendimento não está associado a mudanças a longo prazo no bem-estar da população.

Depois de analisar dados de mais de 120 países, os autores do estudo mostram que em países que eram inicialmente menos ricos, com um rendimento per capita mais baixo, o crescimento económico não implica necessariamente o crescimento do bem-estar dos residentes.

A China é um dos exemplos apontados. De 1990 a 2018, o país teve um crescimento sem precedentes, mas pouco ou nenhum aumento no bem-estar da população geral.

Se a curto termo é verdade que o rendimento e o bem-estar podem estar associados, como durante as recessões económicas (com diminuição do PIB per capita), o estudo refere que o mesmo não se aplica a longo prazo, sem uma ligação entre ondas sucessivas de crescimento do PIB e a recessão.

Não sendo o crescimento económico uma solução duradoura para o bem-estar, os autores do estudo Kelsey J. O'Connor (Statec) e Richard Easterlin (Universidade do Sul da Califórnia) propõem como alternativa a aposta no pleno emprego e na introdução de redes de segurança social.

Apesar de a evolução do bem-estar no mundo seguir uma tendência positiva há várias décadas, esta pesquisa põe em causa a tese de que pessoas (ou países) mais ricas sentem-se mais felizes do que pessoas mais pobres, já que em vez da riqueza relativa tem-se dado mais importância à riqueza absoluta.  

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