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Arzu e Gamze Kırtıl no confessionário
Arzu e Gamze.

Arzu e Gamze Kırtıl no confessionário

Foto: Marlene Soares
Arzu e Gamze.
Viver 2 min. 28.02.2018

Arzu e Gamze Kırtıl no confessionário

As gémeas Arzu e Gamze Kırtıl são pianistas. As irmãs, de nacionalidade turca, tocam a solo e em dueto, tendo já atuado em Inglaterra, França, Rússia, Itália, Áustria e no Luxemburgo, na Philharmonie. Arzu vive no Grão-Ducado, tem dupla nacionalidade e é professora de piano na federação de escolas Union Grand-Duc Adolphe (UGDA). A irmã dá aulas na Universidade em Ancara, na Turquia.

O que estava a fazer antes desta entrevista?

Arzu: Levei o meu filho à creche.

Gamze: A ouvir Martha Argerich tocar “Burlesco”, de R. Strauss. Longa vida à Martha!

Quando era pequena o que é que queria ser quando fosse grande?

Arzu: Arqueóloga. Achava que era como o Indiana Jones.

Gamze: Sempre quis ser pianista.

Que outra profissão teria se não fizesse o que faz?

Arzu: Não consigo pensar noutra.

Gamze: Arqueóloga, astronauta ou agente secreta.

Se pudesse ter um super-poder, qual seria?

Arzu: Controlo da mente, para usar em alguns líderes mundiais...

Gamze: Teletransporte.

Se fosse homem seria...

Arzu: Mais apreciada no trabalho.

Gamze: Gosto de ser mulher.

Se fosse uma personagem histórica seria...

Arzu: Não consigo pensar em ninguém.

Gamze: Clara Schumann: casada com Schumann, amada por Brahms e com uma carreira de pianista cheia de concertos!

O defeito de que não consegue livrar-se?

Arzu: Preocupar-me por me faltar o tempo. Será ansiedade temporal?

Gamze: Ser desconfiada.

A qualidade de que mais se orgulha?

Arzu: Sou uma boa ouvinte.

Gamze: Sou de confiança.

Uma proibição que não suporta?

Arzu: Não poder tirar fotos.

Gamze: À minha liberdade.

Um livro?

Arzu: “O nome da rosa”, de Umberto Eco.

Gamze: “O mundo de Sofia”, de Jostein Gaarder.

Um disco?

Arzu: Uns quantos, de Martha Argerich a Ella Fitzgerald, passando por Rachmaninov, Concertos para piano de Zoltan Kocsis e, claro, o “Buena Vista Social Club”.

Gamze: “Requiem” de Mozart, Wiener Philarmoniker / Karl Böhm.

Um filme?

Arzu e Gamze: “Léon”, de Luc Besson.

Prato preferido?

Arzu: “Tas Kebabı”, um prato turco parecido com o Goulash à húngara.

Gamze: Batatas de qualquer maneira.

Clube do coração?

Arzu e Gamze: Galatasaray.

Um lugar?

Arzu: Istambul, onde nasci.

Gamze: Paris, onde vivi muitos anos.

Que país nunca vai figurar no seu passaporte?

Arzu: Apesar de ter opiniões políticas sobre alguns países, não deixo que isso limite as minhas viagens.

Gamze: Nunca pensei nisso.

O lugar mais estranho onde já

esteve?

Arzu: O jardim zoológico. Senti-me numa prisão a céu aberto.

Gamze: O “red light district” em Amesterdão.

O pior e o melhor do Luxemburgo?

Arzu: O melhor: por ser pequeno, estamos sempre a dar de caras com amigos. Um lado negativo é talvez conhecer toda a gente.

Gamze: Pequeno mas pacífico.

Uma palavra que não gosta de usar?

Arzu: “Dikkat!” (“cuidado”, em turco). Dei por mim a usá-la com muita frequência com o meu filho, que está na idade de desafiar limites.

Gamze: “Adeus”.

A palavra que mais usa por dia?

Arzu: “Miles” (o nome do meu filho).

Gamze: “Olá”.

Um autor (vivo ou morto) para escrever a sua biografia?

Arzu e Gamze: Haruki Murakami.

Uma coisa que quer mesmo fazer antes de morrer?

Arzu: Viajar e comprar pianos de cauda Steinway, Bösendorfer e Fazioli.

Gamze: Viajar.

O que não pode faltar no seu epitáfio?

Arzu: “Ela não queria ir”.

Gamze: Hmmm?

Depois desta entrevista vai...

Arzu: Ensaiar e dar aulas.

Gamze: Ao yoga, e depois ensaiar.