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Aos três anos, crianças já distinguem entre "boas" e "más" pessoas
Viver 2 min. 02.05.2019

Aos três anos, crianças já distinguem entre "boas" e "más" pessoas

Aos três anos, crianças já distinguem entre "boas" e "más" pessoas

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Viver 2 min. 02.05.2019

Aos três anos, crianças já distinguem entre "boas" e "más" pessoas

Um estudo da prestigiada Universidade de Harvard descobriu como seres tão pequeninos avaliam os adultos.

As crianças pequenas são implacáveis, perspicazes ao ponto de já aos três anos conseguirem julgar as pessoas, indicam os resultados de um estudo realizado por investigadores da Universidade de Harvard. As perceções das pessoas em relação ao que se passa à sua volta e o julgamento que fazem sobre os outros, "por mais imprecisos que sejam surgem cedo nos seres humanos", declarou à revista Time uma das autoras do estudo, Mahzarin Banaji. 

A investigação analisou a capacidade que as crianças têm de avaliar e julgar o que está em seu redor, e identificar as pessoas que lhes parecem ser "boas" e "más", e descobriu que os juízos de valor feitos sobre os outros surgem aos três anos de idade. Os resultados mostram que, desde muito pequeninas, as crianças sabem do que gostam e do que não gostam, e vão melhorando com a idade. 

Os autores pediram a 99 crianças entre os três e os 11 anos que analisassem fotografias de rostos masculinos manipulados por computador divididos por três categorias: pessoas de confiança ou não (um rosto com uma expressão relaxada em oposição a um rosto com olhos bem abertos e olhar intenso), outra com olhares dominantes ou submissos (um rosto com uma expressão forte e lábios apertados em oposição a  um com sobrancelhas elevadas e boca arqueada para baixo). Uma terceira mostrava olhares competentes ou incompetentes (um rosto de olhos bem focados em oposição a um olhar desfocado e uma boca sem expressão).

No final, as crianças tinham de escolher quais os rostos que associavam a pessoas "boas" e a pessoas "más". Para 84 por cento das crianças com três anos, as pessoas "boas" eram aquelas que pareciam ser de confiança, submissas e competentes. A percentagem aumentou para 97 por cento entre as crianças mais velhas.

De seguida, a equipa de investigadores decidiu alterar os rostos já manipulados para dificultar ainda mais as escolhas o que não resultou, tendo os cientistas optado por atribuir imagens de doces para cada um dos rostos.

"Este é o Edgar e este é o Martin. Se tivesses apenas uma bolacha [ou banana, ou um presente] a quem é que a davas?", perguntavam a cada uma das crianças. No total, 68 por cento das crianças escolheram dar os doces ou presentes aos rostos submissos e que pareciam ser de confiança. Mas, neste caso, as crianças mais novas demonstraram mais dificuldade em identificar as "boas" pessoas.

"O ato de recompensar as pessoas com rostos mais simpáticos, parece emergir por volta dos 5 anos", explicaram os investigadores. Na parte final do estudo foram reunidas todas as experiências para se perceber o que levava as crianças a escolher e a presentear pessoas "boas". Eram "os rostos mais amigáveis", concluiu a equipa de Harvard.

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