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Acredita no Pai Natal? Correios em St. Nikolaus, no Sarre, recebem 26 mil cartas por ano
Viver 7 3 min. 06.12.2020

Acredita no Pai Natal? Correios em St. Nikolaus, no Sarre, recebem 26 mil cartas por ano

Acredita no Pai Natal? Correios em St. Nikolaus, no Sarre, recebem 26 mil cartas por ano

Foto: dpa
Viver 7 3 min. 06.12.2020

Acredita no Pai Natal? Correios em St. Nikolaus, no Sarre, recebem 26 mil cartas por ano

Sarah SCHÖTT
Sarah SCHÖTT
As cartas a São Nicolau têm uma tradição que remonta a mais de 50 anos. E também há cartas do Luxemburgo.

“Caro São Nicolau, fico muito feliz quando vens, mas também estou um pouco assustada. Mas acho de não preciso de estar porque, na verdade, sou (quase) sempre muita boa".  É assim que começa a carta de Sophie, três anos, para São Nicolau. Muitas crianças - e adultos - escrevem ao Pai Natal todos os anos, cujo correio oficial se encontra em St. Nikolaus, no Sarre, na fronteira com o Luxembrugo. Cerca de 26 mil cartas chegam a cada ano - e todas são respondidas. 

Cerca de 40 ajudantes cuidam disso, incluindo Annika Langer (28), Jule Gerecke (16) e mãe Sabine (45). É natural que participem. "Eu faço isto há 17 anos. Quando eu estava grávida, estavam há procura para contratar. Depois de dois anos, assumi o controlo da organização e estou aqui hoje ”, explica Sabine Gerecke.  

As cartas a São Nicolau têm uma tradição que remonta a mais de 50 anos. Em 1966, chegou a primeira correspondência que, na época, ainda era respondida pelo burgomestre, explica Sabine. Desde então, mais e mais cartas chegaram de todo o mundo - e a tendência está a aumentar.

As cartas chegam o ano todo mas, sobretudo, a partir de novembro. São agora trazidas pelo carteiro para a garagem da família Gerecke, onde são recolhidas pelos auxiliares que cuidam da leitura, categorizam as cartas e, dependendo do conteúdo, distribuem a um escritor que se encarrega de respondê-las. 

A forma de trabalhar não mudou devido à pandemia de covid-19 porque o sistema sempre foi sem contacto. "Temos várias respostas, dependendo do que está na carta, se há uma foto ou uma lista de desejos ou se a criança simplesmente conta alguma coisa", explica Sabine.

Na resposta com uma morada pessoal, o São Nicolau agradece pela carta e responde dependendo do conteúdo - por exemplo, que ele passou a lista de desejos em anexo para o menino Jesus. Claro, ele também conta uma pequena história. As 'cartas-resposta' são escritas em diferentes idiomas - italiano, polonês, russo, mandarim, espanhol, francês, inglês, alemão e Braille. Porque as crianças escrevem ao Pai Natal no Sarre de todos os cantos do mundo. 

E as cartas do Luxemburgo estão sempre incluídas, diz Sabine. "Há anos em que são muitas. As escolas costumam escrever".

Três ajudantes cuidam de cartas muito pessoais que não podem ser respondidas com uma resposta padrão. Se a criança falar sobre experiências más, por exemplo, receberá uma resposta particular. "Uma vez, uma criança pediu meia caneta-tinteiro do Pai Natal, alegando que já tinha poupado para a outra metade", lembra Jule. Também há histórias mais comoventes como, por exemplo, quando as crianças falam sobre amigos que estão doentes e não viverão para ver o próximo Natal. "Ficas arrepiado e as letras ficam presas", diz Sabine.

Não são apenas os olhos das crianças que brilham. "Também há muitos adultos que escrevem: por exemplo, colecionadores de selos que querem o selo. Alguns fazem-no porque já conhecem desde a infância. E há muitos idosos que estão sozinhos e é um acontecimento quando chega a postagem do Pai Natal", garante. 

Além da campanha de cartas, os itens do São Nicolau também são vendidos em uma loja online - selos, cartões postais, canecas. Os lucros são divididos entre vários fins de caridade que, no espírito de São Nicolau, beneficiam as crianças. 

Tradução e edição de Ana Patrícia Cardoso. 

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