Escolha as suas informações

Zoomarine. Organização de direitos dos animais "chumba" parque aquático
Sociedade 2 min. 01.08.2019

Zoomarine. Organização de direitos dos animais "chumba" parque aquático

Zoomarine. Organização de direitos dos animais "chumba" parque aquático

Foto: Shutterstock
Sociedade 2 min. 01.08.2019

Zoomarine. Organização de direitos dos animais "chumba" parque aquático

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
O parque aquático, em Albufeira, está entre 12 zoológicos e parques que uma organização de defesa de animais britânica aconselha os turistas a evitar, apontando práticas nocivas para os animais.

"Em vez de atuações públicas para fins comerciais, estes locais deviam eliminar estas atrações nocivas e oferecer em vez delas atividades enriquecedoras para os golfinhos, sem contacto direto com os visitantes e sem truques circenses". 

Esta é a conclusão da World Animal Protection (WAP), uma organização britânica que defende os direitos dos animais. A WAP divulgou um documento em que garante que os animais mantidos nestes sítios de diversão estão sob "sofrimento atroz", referindo, entre outros, o caso do Zoomarine e dos espetáculos que promove, em que "os golfinhos são forçados a fazer acrobacias e a deixar que os treinadores façam 'surf' em cima deles".

Na mira do relatório, realizado a partir de visitas efetuadas entre 2018 e 2019, em que os membros da organização assistiram aos espetáculos, estão parques semelhantes ao Zoomarine na Austrália, Estados Unidos e Singapura, e outros sítios onde há animais em cativeiro, num total de 12 instalações.

"Os locais incluídos nestes casos de estudo não representam os piores jardins zoológicos do mundo", refere-se no documento, mas estão ligados à Associação Mundial de Zoológicos e Aquários, cujas diretivas não estão a cumprir, apesar de "aspirarem a ser modernos e favoráveis ao bem-estar animal".  

Em Portugal

"No Zoomarine, os treinadores põem-se em cima do dorso dos golfinhos e 'surfam-nos' na água. O espetáculo também inclui os golfinhos a puxarem um pequeno barco em que estão crianças", refere-se no documento.

A World Animal Protection argumenta que "muitos dos comportamentos apresentados como 'brincadeiras' durante o espetáculo são na verdade manifestações de agressividade ou perturbação".

Manter estes animais em cativeiro para garantir a sua conservação não é argumento, considera a World Animal Protection, porque a maioria das espécies mantidas nos aquários não está ameaçada.

Além de o cativeiro ser sempre "uma severa restrição ao bem-estar" dos animais, o treino para os truques que fazem nos espetáculos consiste em "métodos controversos" como "retirada de comida e estímulo social aos golfinhos para depois os usar como recompensas", acusa a organização.

No relatório, são ainda referidos outros tipos de animais sujeitos a "atividades e exibições cruéis e degradantes", como "leões e tigres a fazerem truques e acrobacias em palco", elefantes obrigados a transportar turistas e primatas "explorados como adereços fotográficos".

O Contacto contactou o Zoomarine para um comentário sobre o documento mas não obteve resposta. 


Com Lusa

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba a nossa newsletter das 17h30.