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YouTube junta-se ao boicote de canais russos RT e Sputnik na Europa
Sociedade 2 min. 01.03.2022 Do nosso arquivo online
Guerra

YouTube junta-se ao boicote de canais russos RT e Sputnik na Europa

Os canais RT estão presentes em vários países europeus, incluindo a Alemanha. A par com a Sputnik são parte da máquina de propaganda russa.
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YouTube junta-se ao boicote de canais russos RT e Sputnik na Europa

Os canais RT estão presentes em vários países europeus, incluindo a Alemanha. A par com a Sputnik são parte da máquina de propaganda russa.
Fernando Gutierrez-Juarez/dpa-Ze
Sociedade 2 min. 01.03.2022 Do nosso arquivo online
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YouTube junta-se ao boicote de canais russos RT e Sputnik na Europa

Lusa
Lusa
A decisão do YouTube vem juntar-se à de outras plataformas digitais, como o Facebook e a Instagram. A Disney, Netflix e Warner Bros. também anunciaram recentemente o boicote de conteúdos na Rússia devido à invasão da Ucrânia.

O YouTube anunciou esta terça-feira o bloqueio dos canais russos RT e Sputnik em toda a Europa, uma decisão tomada na sequência da invasão da Ucrânia pela Rússia. A decisão foi confirmada pela plataforma num email enviado e citado pela agência France Presse (AFP), referindo que a mesma tem "efeito imediato". 

"Estamos a bloquear os canais RT e Sputnik do YouTube em toda a Europa, com efeito imediato", refere a plataforma, acentuando que os seus sistemas "necessitam de algum tempo até ficarem completamente operacionais" e garantindo que as suas equipas estão "a monitorizar 24 horas por dia para atuar o mais rapidamente possível".

A decisão do YouTube vem juntar-se à de outras plataformas digitais, como o Facebook e a Instagram. A decisão da Meta, gestora de participações sociais que controla aquelas duas redes sociais, foi tomada na segunda-feira e segue-se ao seu anúncio, feito durante o fim de semana, de que iria banir publicidade daqueles meios estatais russos e já tinha removido uma rede de 40 contas falsas, páginas e grupos que publicavam argumentos pró-russos.

A rede usava pessoas fictícias que se apresentavam como jornalistas e peritos, mas ainda não tinha uma audiência relevante. A RT e a Sputnik são parte da máquina de propaganda russa, que espalha perspetivas de apoio à invasão russa da Ucrânia, ao mesmo tempo que procura descredibilizar e criticar a resposta de outros Estados.

Disney, Netflix, Warner Bros. e redes sociais no boicote à Rússia 

A Disney também anunciou na segunda-feira que não vai lançar novos filmes na Rússia devido à invasão da Ucrânia. "Dada a invasão não provocada da Ucrânia e a trágica crise humanitária faremos uma pausa no lançamento dos nossos filmes na Rússia", informou, em comunicado.

A empresa acrescentou que "tomaria futuras decisões empresariais" à medida que a situação evolui e prestaria ajuda humanitária através de organizações não-governamentais parceiras. Imediatamente após o anúncio da Disney, a Warner Bros. disse que vai cancelar a estreia russa de "The Batman", marcada para sexta-feira.

Também a Netflix confirmou que não vai cumprir a nova lei audiovisual da Rússia, que exigia à plataforma incluir cerca de 20 canais públicos para operar no país. A legislação, prevista para entrar em vigor na segunda-feira na Rússia, exige que a Netflix e outros serviços audiovisuais transmitam conteúdos de meios de comunicação social associados ao Kremlin, tais como o Canal Um, a rede de entretenimento NTV e o Canal da Igreja Ortodoxa.

O anúncio da plataforma de streaming veio horas depois da empresa tecnológica Meta confirmar que irá restringir o acesso nas redes sociais - que incluem Facebook, Instagram e WhatsApp - ao canal RT e à agência Sputnik, meios de comunicação social controlados pelo Governo russo, a pedido da UE.

O Twitter, outra rede social norte-americana, também anunciou na segunda-feira que irá acrescentar um aviso às ligações de partilha de mensagens e notícias dos meios de comunicação social controlados pelo Kremlin e também tentar reduzir a circulação na plataforma.

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