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Voz de Cátia de Oliveira deslumbrou no Grão-Ducado
Sociedade 4 2 min. 30.11.2014

Voz de Cátia de Oliveira deslumbrou no Grão-Ducado

Sociedade 4 2 min. 30.11.2014

Voz de Cátia de Oliveira deslumbrou no Grão-Ducado

O Restaurante Lusitânia em Dippach teve casa cheia na passada sexta-feira, com mais de uma centena de pessoas que jantavam e aguardavam para escutar a brilhante voz da jovem fadista Cátia de Oliveira.

Dippach

O Restaurante Lusitânia em Dippach teve casa cheia na passada sexta-feira, com mais de uma centena de pessoas que jantavam e aguardavam para escutar a brilhante voz da jovem fadista Cátia de Oliveira.

A fadista de 22 anos de idade, que já esteve inúmeras vezes no Luxemburgo para actuar, surpreendeu o público com a sua potente voz e temas muitos conhecidos de Amália Rodrigues e de outros autores acompanhada à guitarra portuguesa por Rui Pedro Claro e na viola por Joaquim Caniço.

Ovacionada várias vezes pelo público após temas como “Nem às paredes confesso”, “Fado primavera”, “Casa portuguesa”, ou quando cantou “Marcha de Alfama”, a fadista explicou ao CONTACTO um pouco do seu percurso.

“Eu cresci a ouvir fados ainda na barriga da minha mãe, e desde os 7 anos de idade que canto. Eu canto o Fado porque é a cultura portuguesa, é a minha cultura, toca no coração, é a música que me apaixonou, eu sou Fado. Tenho dois discos gravados, um quando tinha 11 anos intitulado “Assim é meu Fado” e outro quando tinha 17 “Simplesmente Fado”, estou agora a preparar o meu novo disco, e a gravação destes discos foi o marco da mudança da minha voz de adolescente para adulta”.

Nascida no meio artístico, na cidade de Vila Nova de Gaia, começou cedo a sua grande paixão pela música. Cátia de Oliveira frequentou aulas de canto durante 2 anos e a partir daí tem vindo a expressar, de uma forma autónoma, o seu estilo, forma e técnica de cantar. Aos 11 anos editou o seu primeiro disco e começou a engrenar na vida artística tendo participado em vários espectáculos e concursos.

“O segundo álbum foi um tributo que quis prestar à Amália Rodrigues com poemas e fados que foram um sucesso ao longo da carreira da fadista. Para o terceiro álbum estou a pensar em composições inéditas, tanto de poemas escritos por mim e por outros poetas a meu pedido e músicas feitas para mim, vão ser fados de Helena Tavares e de Susana Maria”, disse Cátia enquanto se preparava para actuar no Restaurante Lusitânia.

“Em Portugal eu canto 90% para estrangeiros e quando venho junto das nossas comunidades, os portugueses mostram-me um desejo enorme de estar em contacto com a nossa cultura, o que para mim é fantástico, as energias são muito intensas”, referiu Cátia que considera que o Fado está em crise culturalmente para os portugueses dado que em Portugal as casas de Fado estão sempre cheias de estrangeiros, há pouca adesão dos portugueses para ouvir o Fado.

A fadista e os seus músicos seguiam no dia seguinte para a Bélgica para mais actuações. Mais informações sobre Cátia de Oliveira estão disponíveis na sua página do Facebook em “Cátia de Oliveira”.

Patrícia Marques


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