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Vive em casal e sonha comprar uma casa. É este o inquilino típico no Luxemburgo
Sociedade 4 min. 26.10.2022
Estudo

Vive em casal e sonha comprar uma casa. É este o inquilino típico no Luxemburgo

A grande maioria dos inquilinos deseja poder um dia comprar uma casa mas há vários obstáculos e a alternativa é arrendar.
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Vive em casal e sonha comprar uma casa. É este o inquilino típico no Luxemburgo

A grande maioria dos inquilinos deseja poder um dia comprar uma casa mas há vários obstáculos e a alternativa é arrendar.
Foto: DR
Sociedade 4 min. 26.10.2022
Estudo

Vive em casal e sonha comprar uma casa. É este o inquilino típico no Luxemburgo

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
Um estudo inédito que traça o perfil dos inquilinos no Luxemburgo e em que 25% das respostas são de portugueses, revela qual o preço médio da renda, quanto ganham os arrendatários e em que tipo de casa vivem.

Num país onde a procura de uma casa é um dos principais desafios em virtude dos preços altos das rendas e das poucas habitações disponíveis, a empresa de imobiliária CBRE do Luxemburgo decidiu traçar o perfil dos inquilinos do país.

Um retrato inédito que reúne os resultados de um inquérito realizado junto de 600 residentes, dos quais 25% são de origem portuguesa, “o que reflete a grande representação da comunidade portuguesa no país”. A maioria dos residentes inquiridos vive na capital do Luxemburgo e em Esch-Sur-Alzette, outros 25% são luxemburgueses e 50% de várias nacionalidades.

No Luxemburgo, um inquilino paga, em média, 1400 euros de renda por mês, mais de 150 euros de encargos, tem um rendimento anual familiar entre 20 mil e 80 mil euros, vive num apartamento arrendado com um quarto, mas desejaria poder comprar uma habitação.

Renda pode chegar aos 2000 euros mensais

É este o perfil dos residentes que vivem numa casa alugada, com 37% dos inquiridos a pagar entre 1.001 e 1500 euros de arrendamento, seguido de 24% que despendem de 1501 a 2000 euros mensais para a renda da casa.

A par com a renda, 63% revelam que pagam mais 150 euros, em média, pelos encargos da habitação. A maioria dos inquiridos tem entre 25 e 44 anos e vive na habitação desde há dois a quatro anos.

O rendimento familiar

Um casal em que ambos trabalham e pagam a casa. Esta é a situação mais comum, seguida de 37% dos que vivem sozinhos e que contam com o seu único rendimento. Há ainda 7% que dependem inteiramente do companheiro/a, pois não têm rendimento.

Quanto ao valor do rendimento familiar anual, para 24% este situa-se entre os 40 mil e os 60 mil euros por ano, 22% possuem rendimentos entre os 20 mil e os 40 mil euros anuais e 21% entre os 60 e os 80 mil euros. 

No entanto, há uns "notáveis" 13% dos inquiridos que revelam ter um rendimento anual superior a 100 mil euros por ano, enquanto 9% sobrevivem com menos de 20 mil euros por ano.

Que tipo de casa?

A maioria vive numa casa só para a família (62%), enquanto 25% vivem sozinhos e 11% têm casa partilhada.

Embora o apartamento seja a habitação mais comum (63%), há quem arrende uma moradia (13%) ou um estúdio (9%). Um apartamento com duas assoalhadas é o mais comum (32%), seguido de uma casa com três assoalhadas (21%) e as habitações com uma única assoalhada (19%). Mesmo assim, 10% vivem numa casa com cinco ou mais assoalhadas.

À procura de um lar

Qual é o principal fator que condiciona a procura de uma casa para arrendar? O preço da renda, claro, com 77% a considerá-la muito ou extremamente importante. A segurança das redondezas é outro dos principais fatores que os inquilinos têm em conta na hora de arrendar a habitação (63%).


O plano foi apresentado pela ministra das Finanças Yuriko Backes, pelo ministro da Habitação Henri Kox e pela ministra do Interior Taina Bofferding.
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A parte mais desejada na casa

Ter uma casa com jardim (32%) é a opção preferida dos inquiridos que não se importam de pagar mais pela renda, se assim o puderem fazer. Uma casa com terraço ou lugar de estacionamento são as duas outras características mais importantes.

Arrendar ou comprar?

O preço demasiado elevado das habitações é a principal razão pela qual os residentes optam por arrendar em vez de comprar casa. Com um "budget" limitado e sem possibilidade de efetuar os adiantamentos necessários para a compra da casa, ou pagar o empréstimo bancário da hipoteca, alugar torna-se a única alternativa. Contudo, a quase totalidade dos inquiridos (83%) revela que, se pudesse, compraria uma casa.

Como encontrar morada?

Embora metade dos residentes encontre a sua casa através de sites imobiliários, quase 40% recorre com sucesso às suas relações sociais em busca pela habitação, ou porque conhece o senhorio, ou o inquilino cessante ou através do “passa palavra”. Para os autores do estudo esta foi (mais) uma das surpresas do inquérito.


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Mudar de residência

Quase metade dos residentes deseja mudar de habitação nos próximos dois anos. Deseja uma casa maior (quase 50%), ou quer encontrar uma renda mais barata (22%) ou num local mais seguro (16%).

Já 16% pretendem continuar a residir na mesma casa nos próximos 10 anos.

Contudo, a ambição de comprar a sua própria casa nos próximos anos, tornando-se proprietário em vez de inquilino, é um desejo generalizado.

Trabalhar em casa

Este inquérito da CRBE sobre o perfil dos inquilinos e residência aborda ainda a questão do teletrabalho, com 41% das pessoas a considerar o seu lar como um local adequado para trabalhar e confessando que gostaria de o fazer dois a três dias por semana. Se para 10% dos inquiridos o ideal seria trabalhar sempre em casa, já 16% preferem trabalhar a semana inteira fora de casa.

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