Escolha as suas informações

Verão europeu de 2021 foi o mais quente desde que há registos
Sociedade 3 min. 10.01.2022 Do nosso arquivo online
Clima

Verão europeu de 2021 foi o mais quente desde que há registos

Clima

Verão europeu de 2021 foi o mais quente desde que há registos

Foto: Thomas Warnack/dpa
Sociedade 3 min. 10.01.2022 Do nosso arquivo online
Clima

Verão europeu de 2021 foi o mais quente desde que há registos

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
A nível global, o ano que passou esteve entre os sete mais quentes de sempre.

O ano de 2021 foi um dos sete mais quentes de sempre e o verão europeu passado foi o mais quente já registado, divulgou, esta segunda-feira, o sistema de observação climática por satélite Copérnico.


Julho de 2021 terá sido o mês mais quente da Terra desde que há registos
Segundo a agência americana NOAA, o último mês bateu vários recordes de temperatura. Na semana passada, o serviço europeu para o estudo das alterações climáticas, Copérnico, tinha avançado que julho de 2021 tinha sido o terceiro julho mais quente de sempre.

Apesar de relativamente menos quente em relação aos anteriores, 2021 insere-se num ciclo de sete anos consecutivos de temperaturas recordes, "os mais quentes já registados por uma margem clara", tendo sido o quinto mais quente registado e superando por pouco os valores de 2015 e 2018, refere o serviço climático.

A temperatura média global, em 2021, situou-se entre 1,1ºC e 1,2ºC acima [e 0,3ºC acima da média nos últimos 30 anos) da média anual do período pré-industrial, a medida usada para calcular o aquecimento global responsável pelas alterações climáticas.

Verão mais quente de sempre na Europa

Apesar da média global, na Europa 2021 não figurou entre os 10 anos mais quentes, que se registaram todos desde 2000, incluindo a série mais quente ocorrida entre 2014 e 2020. Nos últimos meses, a temperatura à superfície esteve 0,1 graus acima da média dos últimos 30 anos.


Ano de 2021 foi mais fresco e ligeiramente mais seco
A média dos últimos 12 meses contrasta com os valores recorde de precipitação atingidos no mês de julho, que provocaram as maiores cheias na história do país.

No Luxemburgo, segundo dados do Meteolux, 2021 foi mais fresco que os últimos sete anos e ligeiramente mais seco que a média trienal registada na última década. 

Mas se, no geral, o ano foi mais ameno no velho continente, o verão foi o mais quente de sempre, com as temperaturas a baterem recordes - o valor mais elevado foi atingido na Sicília, onde se registaram 48,8 graus, mais 0,8 graus do que o máximo anterior.

Mesmo assim, essa estação teve impactos muito diferentes na Europa. No centro-oeste europeu, sobretudo na Alemanha, Bélgica, Luxemburgo e Países Baixos, julho foi marcado por chuvas e inundações, que provocaram centenas de mortos, a esmagadora maioria na Alemanha e os restantes na Bélgica. As cheias inéditas - consideradas as piores do último século na região - deixaram ainda um rasto de destruição e prejuízos de centenas de milhares de euros.


Hochwasser in Vianden - Foto: Sophie Hermes
Ministra do Ambiente. "Piores cheias de que o Luxemburgo tem memória"
Carole Dieschbourg prevê que fenómenos extremos como este se poderão repetir no futuro no país, devido ao aquecimento global.

No verão de 2021 choveu, no Luxemburgo, mais 41% do que a média da década anterior para o mesmo período (217 l/m²) e o mês de julho foi o segundo julho mais chuvoso desde 1947, no país.

Enquanto chovia torrencialmente no Grão-Ducado e países vizinhos, a zona mediterrânica (sobretudo Grécia, Espanha e Itália) era atingida por uma onda de calor, com temperaturas altas, seca e violentos incêndios que também causaram vítimas e danos materiais e ambientais.

Mais emissões de gases com efeito de estufa

Na sua análise anual, o sistema Copérnico também refere que continuaram a aumentar as concentrações atmosféricas de dióxido de carbono e metano - gases responsáveis pelo efeito de estufa e aquecimento global.  


Amazon polui cinco vezes mais que o Luxemburgo
A multinacional Amazon é um dos maiores contribuidores mundiais para a emissão de gases que provocam o efeito de estufa.

Análises preliminares dos dados recolhidos pela rede de satélites indicam que a concentração de dióxido de carbono na atmosfera continuou a aumentar em 2021, atingindo um recorde médio anual de 414,3 partes por milhão, atingindo um máximo mensal em abril, com 416,1 partes por milhão.

O ritmo de crescimento anual da concentração de dióxido de carbono em 2021 manteve-se em cerca de 2,4 partes por milhão por ano e o mesmo aconteceu com as concentrações de metano na atmosfera, que atingiram um máximo anual de 1.876 partes por mil milhões.

Com Lusa


O Contacto tem uma nova aplicação móvel de notícias. Descarregue aqui para Android e iOS. Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas