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Greve de enfermeiros ameaça encerrar Disneyland Paris
Sociedade 2 min. 05.08.2022
França

Greve de enfermeiros ameaça encerrar Disneyland Paris

Disneyland Paris.
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Greve de enfermeiros ameaça encerrar Disneyland Paris

Disneyland Paris.
Foto: Disney-Resort Paris
Sociedade 2 min. 05.08.2022
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Greve de enfermeiros ameaça encerrar Disneyland Paris

AFP
AFP
Em causa estão os espaçamentos das folgas destes profissionais.

Uma greve generalizada de enfermeiros da Disneyland Paris, em pleno verão, está a perturbar o funcionamento do parque de diversões, que é obrigado a ter um número mínimo de empregados para ser autorizado a abrir. 

"Na quarta-feira, a direção teve de mobilizar os bombeiros numa emergência para manter a atividade", disse Laurent Burazer, representante do espaço à AFP. "Ficámos aquém do número de enfermeiros necessários para podermos abrir". 

Nesse dia, oito enfermeiros declararam-se em greve entre os 12 que teriam de trabalhar e o número mínimo de pessoal é cinco. "Medidas internas de organização permitem-nos cobrir as necessidades estabelecidas nas atas de segurança", tranquiliza por agora a empresa, que também emprega 200 bombeiros. 

O movimento, que começou na primavera devido a um aumento do ritmo de trabalho, ganhou ímpeto esta semana e esta sexta-feira os enfermeiros ainda estavam em greve. 

O serviço de "Primeiros Socorros" tem apenas vinte enfermeiros, mas cerca de 90% deles estão mobilizados para prestar apoio", diz a organização. Dada a segurança específica do parque, esta necessidade de fazer horário por outros colegas pode ser suficiente para "paralisar" a Eurodisney. 

"Se não houver bombeiros ou enfermeiros, não podemos manter o parque aberto, somos obrigados a fechar", diz a equipa que gere o parque à AFP, adiantando que já considera contratar prestadores de serviço. 

Até 2021, os enfermeiros tinham cinco dias consecutivos de folga de 15 em 15 dias. De agora em diante, as formas vão tornar-se mais espaçadas. Os profissionais reclamam que não conseguem descansar e recuperar, até porque muitos fazem horários extra fora do parque. 

A AFP teve acesso a uma carta enviada a três enfermeiros a 3 de agosto pela direção. Na missiva era invocado um serviço mínimo, que lhes era "imposto", lembrando-os que qualquer incumprimento das suas obrigações "poderia levar a sanções disciplinares, incluindo o despedimento". Esta atitude ameaçadora irritou os envolvidos, que contactaram a Inspeção do Trabalho, embora a empresa tenha dito na sexta-feira que "lamentou" o tom da carta. 

"Fora dos casos enumerados em textos específicos, o empregador não pode impor um serviço mínimo, mesmo que a interrupção da actividade seja de natureza a comprometer a ordem pública", disse a administração numa carta enviada à AFP, em resposta a um pedido dos grevistas. 

"A Disneyland Paris está muito empenhada em respeitar o direito à greve e nenhuma sanção foi - ou será - tomada contra os funcionários em causa", garantiu a direção à AFP, enquanto prosseguem as negociações. 

"Até à data, as propostas da Disneyland Paris relativas à organização do trabalho foram rejeitadas pelos trabalhadores em causa", avançou ainda. 

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