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Vacinas da Pfizer e da Moderna podem ter luz verde em dezembro
Sociedade 2 min. 20.11.2020

Vacinas da Pfizer e da Moderna podem ter luz verde em dezembro

Vacinas da Pfizer e da Moderna podem ter luz verde em dezembro

Christoph Schmidt/dpa
Sociedade 2 min. 20.11.2020

Vacinas da Pfizer e da Moderna podem ter luz verde em dezembro

A garantia é da Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Apesar da OMS já ter reconhecido a vacina russa, a Europa prefere os norte-americanos.

Com 94,5% e 90% de eficácia. as vacinas dos laboratórios norte-americanos da Moderna e da Pfizer, respetivamente, deverão ter a luz verde das autoridades europeias em dezembro. Quer isto dizer que, em poucas semanas, os fármacos devem obter a autorização que falta para serem comercializados. 

O anúncio foi feito pela Presidente da Comissão Europeia, depois da cimeira desta quinta-feira em que os 27 discutiram a coordenação das suas medidas para combater a pandemia à medida que a época festiva se aproximava.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) está "em discussões diárias" com a sua homóloga americana para "sincronizar as suas avaliações de vacinas" contra covid, afiançou Ursula von der Leyen.

"Se todos os procedimentos correrem bem, a EMA poderia "dar às vacinas Pfizer/BioNTech e Moderna a sua autorização condicional de comercialização já na segunda quinzena de Dezembro", sublinhou a chefe do executivo da UE. 

Em entrevista à AFP, Ugur Sahin, director da BioNTech alemã - que está a produzir a vacina em conjunto com a Pfizer, afirmou na quinta-feira que era "possível" autorizá-la e distribuí-la até ao final do ano nos Estados Unidos ou na UE. "É possível que possamos entregar vacinas em Dezembro", insistiu ele. 

Pelo contrário, o chefe Moderna Stéphane Bancel tinha avisado na terça-feira que o prolongamento das negociações com a UE poderia atrasar as entregas, uma vez que a outros países tinha sido dada prioridade por se terem vindo a inscrever há meses. 

Pré-reserva 

Questionada sobre a possível utilização na UE da vacina desenvolvida na Rússia, que está a experimentar a Hungria em particular, von der Leyen foi muito cautelosa: "Qualquer vacina terá de ser sujeita ao procedimento de autorização da EMA, com total transparência". Na prática, ainda que os cientistas russos afirmem que a vacina que, depois das dúvidas iniciais, já merece o aval da OMS, tenha uma eficácia de 92,5%, a Europa dos 27 prefere confiar nos laboratórios norte-americanos. 

Até a CureVac  que está a ser produzida na Alemanha e ainda não apresentou nenhum teste de eficácia recolhe mais confiança. Até ao momento, a Comissão Europeia assinou cinco contratos de pré-compra de potenciais vacinas. Além da Pfizer/BioNtech, da Oxford/AstraZeneca, da Johnson & Johnson, da dupla franco-alemã Sanofi/GSK, a Comissão está em discussões para fazer a pré-reserva de milhares de doses do fármaco desenvolvido pela farmacêutica Moderna. "Continuamos as conversações e estamos também em discussões com (a americana) Novavax", assumiu Ursula von der Leyen, a caminho, portanto, de um sétimo acordo. 


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