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França impõe novas medidas: discotecas fecham quatro semanas e avança vacinação de crianças de risco
Sociedade 5 min. 06.12.2021
Covid-19

França impõe novas medidas: discotecas fecham quatro semanas e avança vacinação de crianças de risco

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França impõe novas medidas: discotecas fecham quatro semanas e avança vacinação de crianças de risco

Foto: AFP
Sociedade 5 min. 06.12.2021
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França impõe novas medidas: discotecas fecham quatro semanas e avança vacinação de crianças de risco

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
A taxa de incidência no país é superior a 400 casos por 100.000 habitantes. "Temos um paciente que chega aos cuidados intensivos a cada dez minutos, são mais de 12.000 pacientes internados nos hospitais, com uma taxa de admissão de quase um paciente a cada minuto", disse o ministro da Saúde.

Depois de muita antecipação quanto às novas medidas sanitárias em França, o primeiro-ministro, Jean Castex, e o ministro da Saúde, Olivier Véran, falaram ao país nesta segunda-feira, 7, e anunciaram mais restrições para conter a quinta vaga da pandemia que "já é pior que a terceira", segundo Véran. 

Ao fazer um balanço da situação pandémica, o responsável pela pasta da Saúde garantiu que, atualmente, "a taxa de incidência é superior a 400 por 100.000 habitantes. Temos um paciente que chega aos cuidados intensivos a cada dez minutos, são mais de 12.000 pacientes internados nos hospitais, com uma taxa de admissão de quase um paciente a cada minuto em nosso país", revelou, citado pelo Le Monde. 

Apesar da situação "não ser igual à que era há um ano", garantiu o primeiro-ministro, a verdade é que "os nossos hospitais começam a ficar sob pressão, embora as equipas sejam muito testadas (...), esta situação chama-nos à lucidez e à vigilância", contextalizou o chefe do Executivo francês. 

Admitindo que voltar a impor recolher obrigatório ou confinamento seria "desproporcional", uma vez que a população aderiu "massivamente" à vacinação, Castex disse que é preciso "um esforço individual e coletivo" para que cada um limite as ocasiões de maior risco de contaminação. 


Mais de 13 mil doses da AstraZeneca deitadas ao lixo
Vacina deixou de ser administrada na população do Luxemburgo desde 5 de novembro.

"A minha mensagem é muito simples: até ao final do ano, colocamos o pé no chão, paramos, protegemo-nos e protegemos assim a possibilidade de aproveitar o Natal". O Governo vai também aumentar os controlos policiais para garantir que estão a ser cumpridas as medidas sanitárias. 

Reabrem mais 200 centros de vacinação nas próximas duas semanas

O país vai continuar a apostar na vacinação. "Manter o nosso escudo vacinal, ampliá-lo e fortalecê-lo" é uma prioridade no momento, avançou Castex.  "Vacinamos mais de meio milhão de pessoas todos os dias", acrescentou. Para os maiores de 65 anos, agora é possível "vacinar sem marcação, independentemente do centro para onde vão", disse o chefe do Executivo.

Os números não enganam. Segundo o ministro da Saúde, "6,5 milhões de convites [para vacinação] foram feitos desde quinta-feira, 25 de novembro. Várias centenas de milhares de marcações estão abertas todos os dias nos 1.300 centros, porque reabrimos mais 200 centros nas próximas duas semanas", disse o responsável.

Vacinação para crianças vulneráveis ​​de 5 a 11 anos 

O Ministro da Saúde afirma que o Governo tem "todos os sinais verdes das autoridades sanitárias e até as recomendações das autoridades de saúde internacionais para iniciar, sem demora, a vacinação para crianças de 5 a 11 anos portadoras de doenças crônicas", incluindo crianças que sofrem de "obesidade, anomalias cardíacas ou respiratórias ou mesmo diabetes". No total, são cerca de "350 mil crianças" nestas condições. 


Vacinação 5-11 anos. Só as crianças de risco devem ser vacinadas no Luxemburgo
Ou aquelas que vivam com pessoas vulneráveis em casa. Este é o parecer do Conselho Superior de Doenças Infeciosas do Luxemburgo que, para já, entende "não ser urgente" vacinar todos os menores com menos de 12 anos. O documento foi entregue ao Governo.

A entrega das vacinas da Pfizer para as crianças deverá acontecer no dia 13 de dezembro. "Dentro de 48 horas [após 13 de dezembro], queremos começar a oferecer esta vacina às crianças referidas", anunciou o ministro. 

Para além dos menores com doenças crónicas, o Executivo só espera mais dois pareceres favoráveis à vacinação universal das crianças para colocar o plano em marcha.

"Temos um parecer favorável do Conselho de Orientação de Estratégia de Vacinas do professor Fischer, que nos chegou esta tarde. Ainda não foram registados dois importantes pareceres favoráveis: o da Alta Autoridade para a Saúde e o da Comissão Consultiva Nacional de Ética". Se estes forem no mesmo sentido, "organizamos toda a logística para estarmos prontos a iniciar imediatamente a imunização de crianças não vulneráveis, ou seja, cerca de 6 milhões de crianças, dos 5 a 11 anos", assegurou Véran. Esta vacinação seria opcional. 

Escolas: máscaras no exterior e testagem sistemática 

Nas escolas, o protocolo de saúde passa ao nível 3 (de 4), nas escolas primárias. "A transmissão do vírus, como podemos ver, acelerou muito em crianças menores de 12 anos. Faz sentido, porque esta faixa etária ainda não pode ser vacinada", anunciou o primeiro-ministro.

Assim, "o uso de máscara também será obrigatório no exterior e as atividades coletivas serão restritas. A partir da próxima segunda-feira, as condições de alimentação serão ajustadas em conjunto com as autoridades locais para limitar o contacto tanto quanto possível. Vamos manter a nossa política de testagem sistemática de todos os alunos e fazemos a suspensão da turma após três casos positivos", detalhou.

Teletrabalho pode passar a ser obrigatório

Mais uma vez, o teletrabalho é recomendado. "Todas as empresas que podem e ainda não o fizeram devem mobilizar o teletrabalho em todo o país. O objetivo deve ser dois ou três dias de teletrabalho por semana, sujeitos, evidentemente, aos constrangimentos ligados à organização do trabalho e à situação dos trabalhadores", disse Castex. O Governo permite até três dias de teletrabalho por semana. "Se isso não funcionar por meio de recomendação, (...) teremos de passar para a obrigação", avisou o chefe do executivo.

Discotecas fechadas

Jean Castex anunciou também "a única exceção ao princípio de não restrição de atividade: o encerramento das discotecas pelas próximas quatro semanas, a partir de sexta-feira. Fazemos isso porque o vírus circula muito entre os jovens, mesmo vacinados, e porque usar máscara é extremamente difícil nesses estabelecimentos".

As empresas afetadas pelas novas medidas (no setor de eventos ou mesmo com fornecedores) vão receber apoio, "na medida do necessário", avançou Castex. 

O primeiro-ministro pediu ainda contenção nas festas de Natal e nos convívios típicos desta época. 

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