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Vacina russa 'Sputnik V' tem 91,6% de eficácia contra a covid-19
Sociedade 2 min. 02.02.2021

Vacina russa 'Sputnik V' tem 91,6% de eficácia contra a covid-19

Vacina russa 'Sputnik V' tem 91,6% de eficácia contra a covid-19

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 02.02.2021

Vacina russa 'Sputnik V' tem 91,6% de eficácia contra a covid-19

Alemanha pondera encomendar a vacina para acelerar o processo de vacinação.

A vacina russa ‘Sputnik V’ tem uma eficácia de 91,6% contra a covid-19, de acordo com os resultados da fase três dos ensaios clínicos publicados na revista científica The Lancet esta terça-feira. Outra das conclusões indica que não tem efeitos secundários graves e é eficaz em todos os grupos etários.

“Os resultados são claros e o princípio científico desta vacinação foi demonstrado, o que significa que uma vacina adicional pode agora juntar-se à luta para reduzir a incidência da covid-19”, afirmaram dois especialistas britânicos.

A Rússia já tinha aprovado a vacina ‘Sputnik V’ para utilização de emergência em agosto de 2020, tornando-se no primeiro país do mundo a aprovar uma vacina contra a covid-19. 

Na altura, alguns peritos e especialistas sugeriram que a produção da vacina poderia ter sido apressada por razões políticas, e alertaram para os efeitos secundários perigosos. O virologista britânico Julian Tang disse agora que os resultados justificaram, em certa medida, que a Rússia desse a vacina às pessoas antes dos resultados da fase três.

Os resultados da investigação representam um "grande sucesso na batalha global contra a pandemia de covid-19", afirmou Alexander Ginsburg, diretor do Instituto de Investigação Gamaleya em Moscovo, que desenvolveu a vacina Sputnik V. "Os dados publicados pela The Lancet mostram que a Sputnik V não é apenas a primeira vacina registada no mundo, mas também uma das melhores", sublinhou Kirill Dmitriev, diretor executivo do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), que patrocinou o desenvolvimento do medicamento. Acrescentou que a Sputnik V tem um desempenho superior a outras vacinas em termos de preço e facilidade de transporte e armazenamento, chamando-lhe "uma vacina para toda a humanidade".

Alemanha pondera encomendar Sputnik V

A Alemanha está a ponderar a hipótese de comprar vacinas desenvolvidas pela Rússia e pela China para acelerar o plano de vacinação contra a covid-19. Foi o que o ministro alemão da Saúde afirmou, no domingo, com o objetivo de suprir a escassez e os atrasos das doses encomendadas pela União Europeia à Pfizer e à AstraZeneca.

Na semana passada, Berlim calculou em dez semanas o atraso em relação às vacinas. Depois de o governador do Estado alemão de Baviera, Markus Söder, dizer à imprensa local que o Governo devia considerar aprovar o uso da Sputnik V, desenvolvida pela Rússia, o ministro da Saúde afirmou que o país estava a estudar a possibilidade de usar vacinas russas e chinesas se forem aprovadas pela Agência Europeia do Medicamento.

"Independentemente do país em que as vacinas são fabricadas, se forem seguras e eficazes, podem ajudar-nos a lidar com a pandemia", afirmou Jens Spahn, ministro da Saúde ao jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung. 

A Rússia anunciou, na sexta-feira, que seria capaz de fornecer 100 milhões de doses da sua vacina Sputnik V à União Europeia no segundo trimestre do ano, o que permitiria que cerca de 50 milhões de pessoas fossem vacinadas. 

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