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Um só passageiro terá contaminado 700 pessoas a bordo do Diamond Princess
Sociedade 2 min. 29.07.2020

Um só passageiro terá contaminado 700 pessoas a bordo do Diamond Princess

Um só passageiro terá contaminado 700 pessoas a bordo do Diamond Princess

Foto: AFP
Sociedade 2 min. 29.07.2020

Um só passageiro terá contaminado 700 pessoas a bordo do Diamond Princess

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O surto no cruzeiro tornou-se caso de estudo da covid-19 para a comunidade científica mundial.

(AFP/Catarina Osório)

A análise genética divulgada na terça-feira sobre o surto de covid-19 a bordo do navio-cruzeiro Diamond Princess revela que uma única pessoa terá sido  responsável pelas 700 contaminações a bordo do Diamond Princess. 

O surto no cruzeiro tornou-se caso de estudo do novo coronavírus para a comunidade científica mundial. No estudo publicado na revista académica norte-americana PNAS, a equipa do Instituto Japonês de Doenças Infecciosas relata que sequenciou o genoma de vírus retirado de 148 dos passageiros e tripulantes do navio.

Os cientistas concluíram que todos os vírus partilharam a mesma mutação, sugerindo que "a propagação a bordo teve origem num único evento de introdução, antes do início do período de quarentena". O contágio terá começado durante grandes ajuntamentos em áreas comuns, "onde os passageiros dançavam, cantavam, faziam compras e assistiam a espectáculos", explica a equipa. 

Segundo os autores do estudo, isto demonstra o interesse das investigações genéticas para compreender o caminho da infeção, uma vez que os vírus mudam constantemente à medida que se reproduzem. Isto permite reconstruir o equivalente a uma árvore genealógica e compreender que precauções poderiam ter ajudado a reduzir os contágios. 

O Diamond Princess foi colocado em quarentena durante 14 dias pelas autoridades japonesas a 3 de fevereiro no porto de Yokohama, após um passageiro de 80 anos de idade que tinha anteriormente desembarcado em Hong Kong ter dado positivo no dia 1 de fevereiro. A bordo encontravam-se cidadãos de várias nacionalidades, incluindo portugueses. Um trabalhador luso no cruzeiro esteve mesmo infetado.

A saga da quarentena dos mais de 3.600 passageiros e tripulantes foi seguida um pouco por todo o mundo, e levou mesmo o Japão a ser criticado por não evacuar o navio, os países como os EUA a debateram os riscos relativos ao repatriamento dos cidadãos. 

No total, cerca de 700 das 3.711 pessoas a bordo foram infetadas, e sete das quais morreram. O estudo do vírus num ambiente fechado de contaminação permitiu realizar as primeiras estimativas sobre a mortalidade do novo coronavírus (1,2%) e da proporção de pessoas assintomáticas (18%). De acordo com o site covid19primer.com, pelo menos trinta estudos utilizando o navio foram realizados desde fevereiro. 

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