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Vídeo. Um dinossauro entra na ONU: "Cidadãos, mexam-se!"
Sociedade 1 3 min. 27.10.2021
COP26

Vídeo. Um dinossauro entra na ONU: "Cidadãos, mexam-se!"

COP26

Vídeo. Um dinossauro entra na ONU: "Cidadãos, mexam-se!"

Sociedade 1 3 min. 27.10.2021
COP26

Vídeo. Um dinossauro entra na ONU: "Cidadãos, mexam-se!"

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas lançou a campanha "Não escolhas a extinção", protagonizada pelo dinossauro Frankie que pergunta aos humanos qual a desculpa para subsidiarem os combustíveis fósseis.

"Ouçam pessoas, sei uma coisa ou outra sobre extinção. E digo uma coisa óbvia: Ser extinto é mau. Mas tornarmo-nos extintos por escolha própria?! Em 70 milhões de anos é a coisa mais ridícula que já ouvi. Pelo menos nós tínhamos um asteroide. Qual é a vossa desculpa? Vocês estão a caminho de um desastre climático e no entanto todos os anos os governos gastam biliões de fundos públicos a subsidiar combustíveis fósseis. Imaginem se nós tivéssemos gasto centenas de milhões por ano a subsidiar meteoros gigantes. É o que vocês estão a fazer agora. Pensem em tudo o que podem fazer com esse dinheiro. Em todo o mundo há pessoas a viver na pobreza. Não acham que ajudá-las faria mais sentido do que pagar pela aniquilação da vossa própria espécie?

Deixem-me esclarecer uma coisa: Vocês têm uma hipótese enorme neste momento quando recuperam a vossa economia da pandemia: Isto é a maior chance da humanidade. Aqui vai a minha ideia maluca: “Não escolham a extinção!”. Salvem a vossa espécie antes que seja tarde demais. Está na altura de parar de inventar desculpas e fazer mudanças. Obrigado".

Nos dias que antecedem a conferência mundial do clima COP 26, o dinossauro digital Frankie tomou de assalto o púlpito da Assembleia Geral das Nações Unidas. "Pelo menos nós tivemos um asteroide. Qual a vossa desculpa?", pergunta aos representantes das nações na Terra, sugerindo-lhes que não escolham a extinção.

O vídeo lançado a 27 de outubro serve para chamar a atenção para os efeitos negativos que os combustíveis fósseis têm no planeta e nas pessoas, protagonizado por um dos mais famosos animais extintos. O ator e escritor inglês Stephen Fry dá a voz ao dinossauro.


O mundo larga o vício do petróleo em 2025, mas é cedo para saber se catástrofe climática é evitada
Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia, diz que a meta de 1.5 C de aquecimento é atingível, se forem triplicados os investimentos nas renováveis e se os países aumentarem as suas ambições na COP26, a conferência do clima, em novembro.

A campanha do Programa para o Desenvolvimento (PDNU), uma das agências da ONU, destina-se a "aumentar a consciência pública de como os subsídios aos combustíveis fósseis estão a anular o progresso significativo até à data para acabar com as alterações climáticas e estão a aumentar a desigualdade ao beneficiar os ricos".

A campanha é lançada a dias do arranque das negociações internacionais sobre os compromissos dos governos para travar as alterações climáticas durante a COP26, que começa em Glasgow, a 1 de novembro.

Segundo o comunicado do PDNU, após o secretário-geral da ONU, António Guterres, ter dito, em agosto, que a humanidade estava em "alerta vermelho", não há tempo a perder e está na hora de parar com as desculpas para a inação.

O PDNU está a desenvolver uma Promessa Climática , na qual apoia 120 países, representando 85% dos países em vias de desenvolvimento, para criarem objetivos climáticos ambiciosos.Amanhã, dia 28, será a vez de o PDNU irá apresentar uma avaliação global das promessas feitas até à data pelos países.


Da ativista ambiental mais reconhecida no mundo esperam-se palavras duras e verdades cruas contra os dirigentes internacionais.
Os presentes e os ausentes da COP26
Quase 30 mil participantes vão estar presentes na Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (COP26), em Glasgow. Entre líderes mundiais, técnicos negociadores, empresas e cidadãos. Alguns nomes destacam-se pela ausência.

No relatório que será tornado público na sua totalidade amanhã, conclui-se que o mecanismo do Acordo de Paris para limitar as alterações climáticas funciona, mas "as pequenas ilhas nações e os países em vias de desenvolvimento continuam a ser os campeões das promessas ambiciosas, e está na altura de os países do G20 assumirem as suas responsabilidades".

Nos últimos dias, têm sido várias as organizações, dentro e fora do quadro das Nações Unidas, que têm apresentado relatórios sobre as promessas - ou contribuições determinadas nacionais - em termos de reduções de emissões.

Um dos mais importantes, o relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) apresentado este mês, mostra o progresso no mundo para o abandono dos combustíveis fósseis, mas que ainda é cedo para garantir a vitória sobre um aquecimento planetário catastrófico.

Cidadãos mexam-se

Com uma campanha intitulada Queridos Líderes Mundiais (Dear World Leaders), o PDNU apoia a iniciativa de cidadãos para se dirigirem aos dirigentes políticos. A plataforma será lançada online a 1 de novembro, dia que marca o arranque oficial da COP26. A proposta da PDNU é que os cidadãos e os governos se envolvam em ações concretas.

Entre os mais importantes objetivos referidos pela PDNU é o de pressionar os governos a encaminhar os subsídios agora destinados aos combustíveis fósseis para as fontes de energia limpa.

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