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UE. Quando se sabe que as vacinas não vão resolver tudo
Sociedade 2 min. 06.05.2021

UE. Quando se sabe que as vacinas não vão resolver tudo

UE. Quando se sabe que as vacinas não vão resolver tudo

AFP
Sociedade 2 min. 06.05.2021

UE. Quando se sabe que as vacinas não vão resolver tudo

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Comissão apresenta plano para ter 5 novos tratamentos aprovados até ao fim do ano. Porque a covid-19 vai tornar-se endémica, salientou a comissária da Saúde, Stella Kyriakides.

A estratégia europeia para o desenvolvimento de tratamentos contra a covid-19 é uma cópia da estratégia europeia de vacinação. E as duas estão interligadas, disse esta quinta-feira, dia 6, a comissária  europeia da Saúde, Stella Kyriakides. Depois de um arranque lento, a vacinação na Europa subiu de nível e na última semana foram distribuídas 34 milhões de doses. Neste momento, 30% da população europeia recebeu a primeira injeção, e 12% está completamente vacinada, fazendo prever que o objetivo de inocular 70% dos cidadãos da UE até meio de julho será atingido, salientou a responsável da Comissão.

“As notícias são boas, mas vacinar não chega”, salientou Kyriakides, lembrando que os cientistas já dão como certo que o SARS-CoV-2 veio para ficar entre a população mundial, tal como a gripe, que se tornou recorrente. “As vacinas viraram o jogo, mas não podemos ignorar que a resposta não pode vir só daí. Não podemos ignorar que a covid-19 vai continuar a existir, que ainda há pessoas nos cuidados intensivos e que muitos apresentam sintomas durante meses daquilo a que os médicos já identificaram como a covid prolongada”, alertou.

Por isso, disse, a Comissão criou uma estratégia que cobre o ciclo completo do medicamento para torná-lo o mais rápido possível: da pesquisa, ao desenvolvimento e fabrico, à assinatura de contratos e à distribuição equitativa pelos países da EU.

Mas se a descoberta de vacinas foi rápida o mesmo não aconteceu com os tratamentos. Neste momento, há quatro vacinas contra a covid-19 na UE, mas como tratamento aprovado existe apenas o remdesivir. “Vamos reverter isto. Até outubro, a Comissão espera ter aprovados pelo menos três e até ao fim do ano cinco” disse Kyriakides. A promessa, que disse ser ambiciosa, é também realista: “A Agência Europeia do Medicamento já está a acompanhar o desenvolvimento de três terapêuticas. E há 75 medicamentos em estudo”. Até julho, a Comissão espera identificar os cinco tratamentos mais promissores, que passarão para a fase de contratos e desenvolvimento fabril. E cerca de €90 milhões serão disponibilizados para ensaios clínicos à população.

Para evitar os engarrafamentos na produção industrial de tratamentos – que aconteceram com as vacinas, comprometendo o ritmo da vacinação no início de 2021 – a Comissão irá disponibilizar um fundo de €40 milhões para flexibilizar a manufatura, num projeto chamado UE Fab.  

A estratégia das vacinas e das terapêuticas irão fazer parte de um projeto mais ambicioso de criar uma autoridade europeia de prevenção de pandemias, HERA (segundo a sigla inglesa), cuja proposta deverá ser apresentada no fim de 2021.

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