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UE. Antes da covid-19, Luxemburgo era um dos países que mais recorria ao teletrabalho
Sociedade 2 min. 27.04.2020 Do nosso arquivo online

UE. Antes da covid-19, Luxemburgo era um dos países que mais recorria ao teletrabalho

UE. Antes da covid-19, Luxemburgo era um dos países que mais recorria ao teletrabalho

Foto: Getty Images
Sociedade 2 min. 27.04.2020 Do nosso arquivo online

UE. Antes da covid-19, Luxemburgo era um dos países que mais recorria ao teletrabalho

Diana ALVES
Diana ALVES
Entre Bélgica, Luxemburgo, Alemanha e França, franceses são os que mais dias dispõem para o teletrabalho: 29.

Em 2019, o Luxemburgo era um dos países da União Europeia (UE) que mais recorria ao teletrabalho. Um regime que nos últimos tempos foi adotado por empresas de todo o mundo para fazer face à pandemia da covid-19. 

Segundo dados do gabinete de estatísticas europeu - Eurostat - sobre a taxa de europeus que trabalha regularmente a partir de casa, a Holanda e a Finlândia eram no ano passado os dois paíse onde, globalmente, havia mais trabalhadores a recorrer a este regime laboral. Em ambos, a taxa fixou-se nos 14,1%. A seguir, aparecia o Grão-Ducado com 11,6%. 

No ano passado, o país aparecia assim mais do dobro acima da média europeia nesta matéria, que é de apenas 5,4%. De salientar também que a média no bloco europeu tem rondado os 5% longo da última década. Os dados do gabinete europeu de estatística indicam também que a nível global a taxa cresceu 0,6% face a 2018. Estes dados dizem respeito aos europeus entre os 15 e os 64 anos de idade que trabalham "regularmente" a partir de casa. Já se tivermos em conta aqueles que recorrem ao teletrabalho "às vezes", a percentagem tem evoluído de forma mais pronunciada, passando de 6% em 2018, para 9% em 2019. 


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Desde que o surto do novo coronavírus chegou ao Luxemburgo o executivo tem apelado às empresas para que optem pelo teletrabalho sempre que possível, para reduzir o número de pessoas em circulação e, dessa forma, conter a propagação da doença. A praça financeira vai manter-se neste regime pelo menos até 25 de maio. Para facilitar a situação, o governo decidiu também alterar as regras de teletrabalho dos transfronteiriços. 


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Esta possibilidade deverá ser introduzida no quadro legislativo no próximo outono. Estimativas iniciais sugerem que a proporção de pessoas em teletrabalho tenha aumentado de 12% para 25% durante a crise do coronavírus.

Se o tipo de emprego o permitir, os trabalhadores que vivem na Alemanha, França ou Bélgica podem trabalhar em casa durante um período superior ao limite de dias por ano permitidos por lei, sem quaisquer implicações fiscais. A exceção estará em vigor durante a crise sanitária no caso dos transfronteiriços belgas e franceses. Em tempos normais, os transfronteiriços alemães podem trabalhar 19 dias por ano a partir de casa, enquanto os belgas a 24. Entre estes, os franceses são os que mais dias dispõem para o teletrabalho: 29.

Um inquérito português realizado recentemente a propósito da covid-19 revelou que 25% dos participantes diz sentir-se, ansioso, em baixo, ou triste "todos os dias" ou "quase todos os dias", sendo a maioria mulheres e pessoas em teletrabalho

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