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Trinta pessoas detidas por burlas na venda de carros usados na internet
Sociedade 2 min. 07.05.2019

Trinta pessoas detidas por burlas na venda de carros usados na internet

Trinta pessoas detidas por burlas na venda de carros usados na internet

Foto: Pixabay
Sociedade 2 min. 07.05.2019

Trinta pessoas detidas por burlas na venda de carros usados na internet

Organização criminosa já fez mais de 600 vítimas só na Bélgica.

As autoridades belgas e francesas prenderam cerca de 30 pessoas esta terça-feira na Bélgica no âmbito de uma investigação de uma rede criminosa que burla pessoas através da internet no negócio da venda de carros usados. Ao todo mais de  1200 polícias, incluindo membros das operações especiais assistidos por drones e dois helicópteros conduziram buscas em cerca de 200 locais nas regiões de Bruxelas, Brabant e Hainaut.

Em paralelo, as autoridades francesas realizaram também buscas em sete locais situados no norte do país, perto da fronteira belga, mas não foi aberta nenhuma interpelação nestes casos, confirmou o porta-voz do Ministério Público belga, Eric Van Duyse.   

Segundo informações avançadas pela polícia belga a organização criminosa já fez mais de 600 vítimas no país, "em alguns casos com recurso a ameaças ou atos violentos". A redes têm origem na Bélgica mas as autoridades suspeitam  também que se estenda a França. 

Os indivíduos atuam sobretudo na internet onde colocam anúncios para venda de carros usados por privados e tentam depois burlar os compradores interessados. 

Segundo a agência de notícias belga com o mesmo nome - Belga - os comprados pagam o montante pedido através de uma aplicação de telemóvel onde é gerada uma fatura falsa que alegadamente comprova a transferência e o respetivo pagamento do veículo. As vítimas dão conta do sucedido dias mais tarde.

Os detidos na operação foram presentes ao juiz de instrução e "suspeitos de fraude e crime organizado". 

Investigação aberta em 2018

A polícia belga iniciou a investigação a este esquema em setembro de 2018, cujo dossier foi entregue a um juiz de instrução de Bruxelas. A imprensa belga escreve que tem como alvo "gangs itinerantes" e a maior parte dos suspeitos são de Europa de Leste, mas o Ministério Público não recusou-se a comentar esta informação. 

Em paralelo, as autoridades francesas realizaram também buscas em sete locais situados no norte do país, perto da fronteira belga, mas não foi aberta nenhuma investigação formal neste país, confirmou o porta-voz do Ministério Público belga, Eric Van Duyse. 

Esta é uma das maiores operações policiais do género na Bélgica dos últimos 20 anos. 

AFP


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