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Testemunhos: “Eu tive covid e ainda não estou bem”

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Testemunhos: “Eu tive covid e ainda não estou bem”

Testemunhos: “Eu tive covid e ainda não estou bem”

Testemunhos: “Eu tive covid e ainda não estou bem”


por Paula SANTOS FERREIRA/ 25.03.2021

São cinco relatos de portugueses de várias idades. Da doente que se sentia bem, mas se não fosse ao hospital tinha morrido, ou das duas famílias que foram infetadas e todos tiveram sintomas diferentes. “É uma doença muito estranha”.

São cinco relatos de portugueses de várias idades. Da doente que se sentia bem, mas se não fosse ao hospital tinha morrido, ou das duas famílias que foram infetadas e todos tiveram sintomas diferentes. “É uma doença muito estranha”.

O vírus da pandemia tem sintomas comuns, são vários e alguns disfarçam-se de outras dores solitárias que confundem quem fica infetado. O Contacto falou com cinco portugueses de faixas etárias diferentes que já tiveram covid-19, como a Matilde, de 14 anos, contagiada pela sua mãe, embora lá em casa, o pai e a irmã tenham escapado, ou a Tânia Sequeira de 35 anos, que juntamente com o marido e a filha Maria de 2,5 anos acusaram positivo, tendo o SARS-CoV-2 afetado de forma diferente os três, e ainda o Sérgio Moisés, de 45 anos, onde também em casa todos tiveram infetados, bem como os pais e os sogros após a consoada de Natal. Já para Marina Caldas e para a médica Isabel do Carmo a infeção foi mais severa obrigando-as a um internamento de mais de 10 dias. Mesmo à médica Isabel do Carmo a doença conseguiu disfarçar a gravidade da pneumonia que desenvolveu. A endocrinologista “sentia-se bem”, apenas com se queixava da febre de 10 dias, que a levou ao hospital. Se tivesse ficado em casa teria “morrido”. Estes doentes contam como tudo se passou e como ainda hoje sofrem com os sintomas à exceção de Sérgio Moisés.

Entrevista com a Matilde
@Rodrigo Cabrita
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Matilde Soares: “Sentia-me cansada e só dormia”
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Entrevista com a Matilde @Rodrigo Cabrita
Rodrigo Cabrita

 No primeiro dia de liberdade, após 24 dias fechada em casa, entre a quarentena e o isolamento, porque esteve infetada com o novo coronavírus, Matilde Soares, de 14 anos, pegou na sua bicicleta logo pelas 08h00 da manhã e pedalou 10 quilómetros até à praia fluvial de Alcochete, banhada pelo Rio Tejo. “Senti-me tão feliz”, confessa a adolescente contando que lhe custou muito passar tantos dias sem poder sair à rua. Mais do que a infeção pelo vírus da covid-19.

Matilde foi contagiada pela mãe, cujo vírus lhe foi transmitido pela empregada doméstica, que por sua vez, apanhou a infeção por ter estado em casa de uma senhora idosa infetada. Essa senhora ficou gravemente doente e acabou por falecer. Tudo isto se passou em fevereiro, com a explosão de casos do natal e Ano Novo.

Quando a mãe, Paula Macedo começou a sentir sintomas e testou positivo, todos lá em casa, Matilde, a irmã mais nova Marta e o pai André Serpa Soares realizaram o teste PCR que acusou negativo aos três. A mãe entrou em isolamento, passando os 10 dias no quarto. As irmãs e o pai ficaram de quarentena em casa, não saindo à rua. 

“Faltavam apenas três dias para eu terminar a quarentena quando fiz o teste e acusou positivo. Nem queria acreditar. Ia ter de ficar mais dez dias em casa, e desta vez fechada no meu quarto”, recorda Matilde. Uma “espécie de constipação, com o nariz entupido e espirros”, deram o alerta, e “houve vezes que tive um pouco de falta de ar, isso assustou-me”, conta Matilde frisando ainda que embora o termómetro nunca acusasse temperatura anormal, “eu sentia febre por dentro”.  Além de “estar muito cansada, o que não é nada normal em mim”, acrescentou.

“Quando soube que o meu teste tinha dado positivo fiquei um pouco assustada”, confessa Matilde. E adiantou: “Mas fiquei muito mais preocupada com a minha mãe quando soube que estava com a corona porque ela tem alguns problemas de pulmões”.

Rodrigo Cabrita

A adolescente entrou em isolamento passando os dias fechada no quarto. “A escola já estava fechada e assistia às aulas à distância. Sentia-me muito cansada, não tinha força para nada e só me apetecia dormir. Assistia às aulas, comia, porque nunca perdi o apetite, e dormia. Passei assim os dias, nem me apetecia falar com os meus amigos por telefone”, conta Matilde. 

Perdi o olfato e ainda não consigo cheirar bem o perfume.

Ao sétimo dia percebeu que perdeu o olfato. Um sintoma tardio que a deixou admirada. “Não perdi a 100%, mas deixei de cheirar como antes, já estou um pouco melhor, mas ainda não estou boa”, refere a adolescente. E conta que quando coloca o perfume no pulso e tenta cheirá-lo, apenas nota um odor fraco. “Quero voltar a cheirar o perfume”, pede. 

"Sinto falta de ter uma vida"

Como também quer voltar para a escola e estar com os amigos, o que será a 19 de abril. “Eu e os meus amigos sentimos falta de estar juntos e falamos todos os dias ao telefone”. Sobre o regresso à escola e estar com os colegas e amigos vai ser “voltar ao normal dentro do anormal que vivemos agora”.

Quando é que Matilde pensa que a pandemia irá acabar? “Vamos andar assim mais um ano ou dois por causa das novas variantes e mesmo as pessoas que se vacinem agora têm de continuar a ter cuidado. Todos temos de ter cuidado”, pede a adolescente salientando que ela “continua a usar sempre máscara e a respeitar todas as regras.

“Sinto falta de ter uma vida”, suspira Matilde com a máscara a ficar maior, olhando para o seu rio Tejo que banha a sua vila de Alcochete, naquela manhã solarenga de março. 

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Família Rodrigues: “Em casa com o bicho mau”
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Maria tem 2,5 anos, mas já compreende o que se está a passar com a covid-19. “Temos de pôr a máscara por causa do bicho mau”, diz a menina nas raras vezes que saem à rua, conta a sua mãe Tânia Sequeira, de 35 anos. Lá em casa, todos estiveram infetados no início de dezembro 2020. No caso de Maria poderá ter sido uma reinfeção, embora a mãe considere que, da primeira vez, se tratou de “um falso positivo”. 

Em Junho a Maria fez o teste e acusou positivo, mas acho que foi um falso positivo.

“Em junho passado a Maria ficou com febre um pouco alta, durante dois ou três dias, e fomos ao hospital. Fez o teste PCR e acusou positivo. A nós deu negativo. Estivemos no total 28 dias fechados em casa. Ao fim de 15 dias repetiu o teste e deu negativo, mas não lhe deram alta. E continuamos em casa”, lembra a mãe. Tânia Sequeira está inclinada para que fosse um falso positivo, pois a menina não anda no infantário, fica com os avós, e quando tinha de sair à rua estava protegida e ninguém na família esteve infetado.

No início de dezembro Tânia terá sido contaminada por um dos colegas de trabalho. “Quatro dias antes de fazer o teste fiquei com uma sensação de estar doente, não tive febre, mas tinha o nariz entupido e dores musculares e eu treino todos os dias. Fiquei desconfiada”, recorda. Tânia, o marido André Rodrigues e a Maria acusaram positivo, mas os avós da menina não. “Logo que fizemos o teste e enquanto esperámos os resultados ficámos em autoisolamento”.

André Rodrigues teve apenas dores de cabeça durante alguns dias. Nada mais. E a Maria esteve assintomática. Tânia Sequeira conta que abordou com a enfermeira com quem contactava ao telefone sobre o facto de a filha já ter tido um teste positivo em junho, “mas ela desvalorizou”.

"Ainda não estou totalmente recuperada"

Lá em casa foi a mãe quem sofreu mais com os sintomas: “Após o teste estive dois dias com um cansaço extremo, mal conseguia dar um passo ou realizar os movimentos mais simples. Era uma exaustão. Foi assustador, mas ao terceiro dia o cansaço abrandou e ao fim de uma semana passou”. Contudo, ainda hoje, Tânia Sequeira, que treinava todos os dias antes da infeção não está “totalmente recuperada”. 

"A Maria não teve sintomas"

Já recomeçou os treinos, “mas ainda não consigo correr como antes, nem treinar nas máquinas o tempo de antigamente. A nível respiratório não estou em forma”, vinca esta amante de desporto confessando que até subir as escadas ainda lhe custa um pouco. Por tudo isto, foi ao médico e já realizou um ‘check up’, mas “sei que estes sintomas demoram a desaparecer”.

“Felizmente a Maria está bem, não teve qualquer sintoma”. Atualmente, estão os três em casa, com o seu patusco cão Jack e a Maria “já começa a compreender que tem de usar máscara, desinfetar as mãos e que lá fora não pode tocar nas coisas”. Aliás, já é ela que “pede a máscara se temos que sair por causa do bicho mau”. Quando estavam os três em isolamento a Maria dizia: “Mãe, estamos em casa com o bicho mau”.

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Sérgio Moisés: Consoada infetou oito familiares
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Rodrigo Cabrita

Sem ser convidado o novo coronavírus foi à consoada dos Moisés e infetou todos os familiares, incluindo Sérgio Moisés.

Dias antes do jantar, Paula, a mulher de Sérgio Moisés, teve sintomas gripais e foi fazer o teste de rastreio “por segurança”. “Só mantive o jantar com todos cá em casa porque o teste deu negativo e ficámos descansados”, conta Sérgio.

Na noite de Natal, ele, Paula e as duas filhas, de 8 e 18 anos, mais os pais e os seus sogros, num total de oito pessoas, reuniram-se à mesa para celebrar a quadra. Tudo correu bem. Logo depois, Paula foi fazer novo teste rápido à farmácia, pois iam ter um casal amigo em casa no réveillon. 

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“A Paula deu positivo, e começámos todos cá em casa mais os meus sogros e os meus pais a fazer igualmente os testes de rastreio à covid. E todos os oito acusámos positivo também”, recorda.  “De um dia para o outro o meu pai e a minha sogra ficaram com sintomas e logo a seguir foi a minha esposa e a minha mãe”, conta Sérgio Moisés, de 45 anos. E acrescentou: “Foi tudo de seguida, eu e a minha filha mais nova fomos os únicos assintomáticos”.

A sua mulher foi quem teve sintomas mais intensos. “A Paula foi quem sofreu mais. Foram quatro semanas com muitas dificuldades respiratórias, mas esteve sempre em casa”. Contudo, “só há pouco a minha mulher recomeçou a treinar”, conta Sérgio Moisés, de 45 anos. Os seus pais também tiveram “algumas dificuldades respiratórias, febre, gripe forte e dores no corpo”. Os sogros “tiveram sintomas ligeiros”.

A minha mulher Paula teve muitas dificuldades respiratórias.

Ainda hoje, ninguém sabe como ficaram infetados na ceia de Natal. “Não fazemos a mínima ideia”, diz Sérgio Moisés. Contudo, confessa que ficou “assustado” quando a família ficou infetada, “não por mim, mas pela minha mulher que tem asma, e pelos meus pais que têm quase 70 anos e o meu pai é de risco, é obeso e também pelos meus sogros que têm mais de 70 anos. Os idosos são de risco nesta doença”. 

“Fiquei preocupado perante a perspetiva do que lhes podia acontecer”, confessa. “Felizmente, tudo correu bem. Recuperámos todos e aparentemente estamos todos bem”, conclui.

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Marina Caldas: “Estive 11 dias internada"
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Rodrigo Cabrita

Marina Caldas teimava que estava bem, mas o seu companheiro via bem que ela não estava. Seis dias depois de ter sabido que estava infetada com o SARS-CoV-2 foi o seu companheiro que a fez ir ao hospital. Marina Caldas chegou às urgências covid e os exames radiológicos mostrou que estava com uma pneumonia covid grave. Ficou internada 11 dias, em isolamento, em janeiro. A recuperação está a ser lenta.

A 19 de janeiro quando Marina Caldas, começou a sentir uma tosse “que não era normal”, o nariz a pingar e uma ligeira diarreia interrogou-se: “Oh! diabo, o que é que se passa comigo?”. Deixou passar 24 horas, mas a situação não melhorou. Foi fazer o teste PCR. Acusou positivo. 

“Fui piorando, fiquei quase sem voz e fui perdendo as forças, mas para mim eu estava bem. Passado cinco dias o meu companheiro disse-me ‘Não estás melhor, estás a tremer, já quase não falas’ e foi comprar um oxímetro, mas valores de saturação estavam dentro do normal”, recorda Marina Caldas. 

Dois dias depois estava ainda pior e os níveis de saturação já muito perto dos valores anormais. “Já estava sem forças, com dificuldade em manter-me de pé, mas dizia que estava melhor. Chamámos o INEM e fui para o hospital num dos piores dias da pandemia. Havia doentes por todo o lado”, conta Marina Caldas que pertence à faixa etária dos 50. Colocaram-lhe um aparelho auxiliar de respiração e fizeram-lhe um raio X e uma TAC. 

Já estava sem forças mas dizia que estava melhor.

“Tinha os dois pulmões muito infetados e estava muito mal, fiquei logo internada e assustei-me perante a possibilidade de ir para os cuidados intensivos”, admite. É que Marina Caldas é doente de risco pois tem a doença de Crohn e já teve um AVC.

Rodrigo Cabrita

Porém, colocaram-na em isolamento num quarto pressurizado tendo depois passado para outro já menos rigoroso. “Durante os 11 dias de internamento perdi sete quilos”.

"Nunca me apercebi que estava tão mal"

“Quando pude finalmente lavar o cabelo foi aí que dei conta que não conseguia chegar com as mãos à cabeça. Nunca me apercebi que estava tão mal”, confessa Marina Caldas.

Quando voltou para casa “não conseguia andar, continuei muito cansada. Eu tive covid, mas ainda não estou bem. Ainda hoje o meu ritmo não é o mesmo de antes, e a articulação do meu pensamento com a fala não é tão rápida. Só agora é que estou quase boa”, frisa. 

Após Marina Caldas acusar positivo o seu companheiro foi fazer o teste PCR e descobriu que também estava infetado. “Percebemos então que tinha sido ele a contagiar-me, porque outros colegas do trabalho acusaram positivo. Até então não sabíamos como eu tinha sido contagiada pois o meu companheiro só se queixou de dores nas articulações e não associámos à covid”. Para Marina Caldas esta é “uma doença muito estranha que nos faz acreditar que estamos bem quando temos os pulmões completamente infetados”.

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Isabel do Carmo: “Se tivesse ficado em casa morria”
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Rodrigo Cabrita

A médica endocrinologista Isabel do Carmo ficou infetada e teve uma hipoxemia “silenciosa” ou “feliz”, este último termo desajustado, já que numa situação destas o doente sente-se bem, mas está em perigo de vida. Isabel do Carmo estava “há dez dias com febre, o nível de saturação não era alarmante”, mas por causa do estado febril foi ao Hospital de Santa Maria, à ala covid, conta a professora da Faculdade de Medicina de Lisboa. 

Se não tivesse ido, “se tivesse ficado em casa morria”, afirma esta médica que conhece casos de colegas seus que quando chegaram ao hospital foi tarde demais.  Tal como Marina Caldas os exames mostraram que tinha uma grave pneumonia covid. 


Covid-19. Há doentes que se sentem bem mas correm risco de vida
Não é tão raro assim e se não se for ao hospital pode-se "morrer em casa". Como são frequentes as sequelas e algumas podem ser incapacitantes. O infeciologista português Fernando Maltez explica.

“Em tantos anos de prática clínica nunca vi um quadro assim. Tinha inflamação nos dois pulmões, com infiltração de alto a baixo, a TAC mostrava uma espécie de vidro fosco nos pulmões, uma imagem bem diferente das outras pneumonias que formam uma mancha”. Ficou logo internada. “Fui para uma enfermaria covid onde estive dez dias a fazer tratamento até a pneumonia regredir”, diz Isabel do Carmo que conhece bem aquele hospital, onde foi durante anos diretora do serviço de Endocrinologista.

Em tantos anos de prática clínica nunca vi um quadro assim.

Como a família de Sérgio Moisés, o vírus chegou também na consoada da família desta médica. Isabel do Carmo, o ex-companheiro, os dois filhos, genro e nora e três netos ficaram todos infetados. 

“Os pequeninos, eles têm 10 anos, sete e quatro anos, estiveram completamente assintomáticos, mantendo a toda a sua energia”.  O genro praticamente “não teve sintomas”, a sua filha já sofreu “falta de ar e dores no peito, mas não teve pneumonia”, o filho “teve muitas dores musculares” e a nora teve febre. O ex-companheiro de Isabel do Carmo, “doente de alto risco devido a várias comorbidades” teve de ser internado, entrou em coma e não sobreviveu.

Rodrigo Cabrita

Além desta dura perda, o vírus ainda deixou marcas em Isabel do Carmo. “O cansaço persiste. Subo três lances de escada e fico cansada, algo que não acontecia antes. E por vezes, estou sentada, sem fazer esforços e durante breves momentos sinto-me cansada. Por outro lado, acho que também afetou um pouco a minha concentração e memória”, frisa a médica. 

“Ainda não há experiência médica suficiente para saber o que acontecerá a longo prazo e mesmo depois de ter sido infetada continuo a cumprir todas as medidas e gestos barreira”, alerta Isabel do Carmo, portuguesa na faixa etária dos 70. E justifica: “Todos temos de ter cuidado, para mais com as novas variantes que estão a circular e sobre as quais ainda não se sabe se os anticorpos do vírus original nos protegem”. Também a eficácia das vacinas está a ser estudada para estas novas estirpes.

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