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Também com serviço em português: Associação “Trauerwee” apoia as crianças no seu processodeluto
Sociedade 3 min. 12.11.2014

Também com serviço em português: Associação “Trauerwee” apoia as crianças no seu processodeluto

Simone Thill (à esquerda, na foto) e Maria Berg, respectivamente presidente e secretária da associação “Trauerwee” (Caminho do luto, em luxemburguês), respectivamente

Também com serviço em português: Associação “Trauerwee” apoia as crianças no seu processodeluto

Simone Thill (à esquerda, na foto) e Maria Berg, respectivamente presidente e secretária da associação “Trauerwee” (Caminho do luto, em luxemburguês), respectivamente
Foto: Patrícia Marques
Sociedade 3 min. 12.11.2014

Também com serviço em português: Associação “Trauerwee” apoia as crianças no seu processodeluto

“Trauerwee” significa “caminho do luto” em luxemburguês, mas é também o nome de uma nova associação sem fins lucrativos, que visa ajudar as crianças e os adolescentes, entre os 4 e os 15 anos, que sofreram perdas emocionais profundas pela morte de parentes próximos.

“Trauerwee” significa “caminho do luto” em luxemburguês, mas é também o nome de uma nova associação sem fins lucrativos, que visa ajudar as crianças e os adolescentes, entre os 4 e os 15 anos, que sofreram perdas emocionais profundas pela morte de parentes próximos.

“As crianças também sofrem com a doença e a morte dos seus entes queridos. Estar em luto não é nenhuma doença, a morte de alguém é um processo natural da vida, é preciso desmistificar este assunto”, diz Simone Thill, presidente da nova associação ao CONTACTO.

Numa fase de luto, as crianças e os jovens precisam de informação e apoio e a melhor opção é acompanhá-las e não tentar fazer de conta que nada se passa, ocultando factos importantes ou fingindo que nada se passa.

“A minha ideia foi a de juntar estas crianças que foram vítimas de perdas emocionais familiares para falarem entre elas, brincarem juntas num espaço de acolhimento, de escuta e de troca. Muitas vezes, o problema não é suficientemente forte para se enviar as crianças para um psicólogo. Mas devemos tão-somente proporcionar um acompanhamento mais próximo, de modo a evitar que as crianças ou adolescentes vivam o seu luto, o seu desgosto, de uma forma isolada. De qualquer forma, também temos o apoio de uma psicóloga que pode fazer um acompanhamento psicológico da criança ou do adolescente”, explica Simone.

“Este é um assunto muito delicado e é claro que não é logo imediatamente abordado com a criança ou o jovem. Nós desenvolvemos uma série de jogos didácticos, desenho, música, bricolage, procuramos que se familiarize primeiro, se sinta como em casa num espaço acolhedor”, salienta a dirigente da associação.

A ideia da associação surgiu na cabeça de Simone Thill há cerca de dois anos porque não conhecia no Luxemburgo nenhuma instituição semelhante para ajudar as crianças a fazerem o seu caminho de luto. Desde então reuniu as pessoas e os apoios necessários para fazer vingar a ideia e inaugurou recentemente a sede da associação, em instalações gentilmente cedidas pela comuna de Tétange. A “Trauerwee” conta ainda com o apoio da Fundação André e Henriette Losch para os equipamentos e materiais.

Da associação “Trauerwee” fazem parte cinco pessoas: Simone Thill, Maria Berg e Christiane são as pessoas que estão no terreno. A equipa recebeu uma formação específica em várias cidades europeias durante várias semanas em matéria de “acompanhamento de apoio à criança e ao jovem em luto”.

Dos restantes elementos da direcção da associação fazem parte Lisa Schietz-Clees, psicóloga, e Max Zuccoli, responsável financeiro.

A associação organiza habitualmente reuniões às terças e quintas- feiras à tarde, e efectua também visitas a domicílio. A associação funciona em todo o território luxemburguês e está aberta a acolher todas as nacionalidades. Na associação fala-se as três línguas oficiais do Grão-Ducado, bem como o português e o inglês.

A associação “Trauerwee“ pode ser contactada por email (simone.thill@trauerwee.lu) ou pelo telefone 691 337 317. Para mais informações consulte o site da associação (www.trauerwee.lu).

Patrícia Marques