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Sete portugueses foram morrer com ajuda à Suíça
Sociedade 2 min. 13.02.2020

Sete portugueses foram morrer com ajuda à Suíça

Sete portugueses foram morrer com ajuda à Suíça

Photo: Shutterstock
Sociedade 2 min. 13.02.2020

Sete portugueses foram morrer com ajuda à Suíça

Paula SANTOS FERREIRA
Paula SANTOS FERREIRA
A associação Dignitas, neste país, auxiliou o suicídio assistido de 256 pessoas de várias nacionalidades em 2019. A Eutanásia vai ser debatida em Portugal.

Na Suíça, tal como no Luxemburgo o suicídio assistido está legislado, ao contrário de Portugal.

Entre 2009 e 2019 houve sete portugueses, residentes em Portugal que viajaram propositadamente até à Suíça para colocar um ponto final na sua vida, na associação Dignitas.

Os dados são avançados pelo Jornal de Notícias que revela que o primeiro português que se suicidou com o apoio da Dignitas no país helvético foi em 2009.

Mas não são apenas pessoas de nacionalidade portuguesa a recorrer a esta associação, doentes terminais ou com patologias irreversíveis que estão a sofrer demasiado. Estas são as condições que a lei permite para a morte assistida.

Em 2019, esta associação, sem fins lucrativos, auxiliou 256 doentes de várias nacionalidades a pôr termo à vida. E atualmente, há 20 inscritos na Dignitas que tem por objetivo “ajudar pessoas a morrer com dignidade”, declarou esta entidade ao Jornal de Notícias.

Os custos da morte assistida

Na Suíça, a lei apenas permite o suicídio assistido, ou seja, é o próprio doente quem põe termo à vida, ajudado por um profissional, e não o próprio profissional. Neste caso já se trata de eutanásia, o que é proibido no país helvético.

Na Europa, apenas o Luxemburgo, desde 2009, Bélgica e Holanda permitem a eutanásia e suicídio assistido. Fora da Europa, o Canadá legislou a despenalização da eutanásia e a morte assistida, alguns estados dos EUA permitem o suicídio assistido, já a eutanásia é crime e o Uruguai e Colômbia despenalizaram o “homicídio piedoso”.

A Holanda deseja até ir mais além e neste momento discute a possibilidade de vender nas farmácias um comprimido letal gratuito para os idosos com mais de 70 anos que queiram morrer.


Eutanásia. Petição pública pede despenalização da morte assistida
Mais de 400 profissionais de saúde já assinaram. A aprovação de uma lei vai ser debatida no parlamento, dia 20.

Portugal em debate

A aprovação da morte medicamente assistida vai de novo a debate no parlamento português no próximo dia 20. Entretanto já corre uma petição pública pela despenalização da morte assistida, lançada pelo Movimento Cívico Direito a Morrer com Dignidade. E o ex-presidente da República Cavaco Silva que é contra a despenalização da morte medicamente assistida apelou à realização de um referendo sobre a Eutanásia.

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