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Sephora fecha todas as lojas nos EUA para dar formação contra o racismo
Sociedade 1 2 min. 03.06.2019

Sephora fecha todas as lojas nos EUA para dar formação contra o racismo

Sephora fecha todas as lojas nos EUA para dar formação contra o racismo

Foto: Shutterstock
Sociedade 1 2 min. 03.06.2019

Sephora fecha todas as lojas nos EUA para dar formação contra o racismo

Ana Patrícia CARDOSO
Ana Patrícia CARDOSO
A iniciativa surge depois de um incidente com a cantora Sza.

A marca Sephora decidiu fechar todas as 430 lojas nos Estados Unidos, esta quarta-feira, 5 de junho, para dar uma "formação em diversidade" aos 16 mil colaboradores. O objetivo é evitar que os empregados se envolvam em situações de racismo ou qualquer outro tipo de discriminação, como aconteceu recentemente com a cantora americana Sza. 

A iniciativa da marca de cosméticos surge após a polémica recente com a cantora Sza numa loja em Calabasas, Los Angeles. No dia 1 de maio, a cantora contou no Twitter que foi à loja e uma das empregadas chamou o segurança para se certificar que a artista não estaria a roubar. "Tivemos uma longa conversa. Tenha um dia abençoado, Sandy", escreveu na rede social, na altura.



Sza foi nomeada nove vezes para os Grammy, os prémios mais prestigiados do mundo da música e cantou com Kendrick Lamar na banda sonora de "Black Panther", um dos filmes mais vistos de 2018. É seguida por mais de 2,70 milhões de internautas no Twitter.

Por isso, não demorou muito tempo a que a marca de cosméticos fosse alvo de duras críticas e acusada de comportamentos racistas. A Sephora não tardou a responder a Sza no Twitter. "A Sza faz parte da família Sephora, e estamos empenhados em assegurar que todos os membros da nossa comunidade se sintam bem-vindos e integrados nas nossas lojas".

A tentativa de limpar a imagem da marca não ficou por aí. Num vídeo publicado no site oficial, intitulado "We belong to something beautiful" (Pertencemos a algo belo), a Sephora lança o seu manifesto em que defende "a construção de uma comunidade da qual se espera diversidade, onde a expressão individual é honrada e onde todos são bem recebidos (...)".  

A cadeia de cosméticos constitui um verdadeiro 'império' mundial: a marca soma no total 2300 lojas em 33 países, incluindo Portugal, com sede em Paris.

Outros casos semelhantes

Starbucks

Em maio de 2018, o Starbucks encerrou as oito mil lojas para dar formação de civismo aos 175 mil funcionários. O motivo? Numa loja em Filadélfia, Pensilvânia, o gerente estranhou a entrada de dois homens negros e chamou a polícia. Os homens acabaram por ser detidos e o vídeo tornou-se viral, gerando uma onda de indignação e protestos em frente ao estabelecimento. O gerente foi despedido e Kevin Johnson, o CEO da empresa, chegou mesmo a pedir desculpas pessoalmente às duas vítimas de racismo.

Os vídeos 360 não têm suporte aqui. Ver o vídeo na aplicação Youtube.


Moschino

Também em 2018, em dezembro, Shameal Lataillade, ex-trabalhora da Moschino, instaurou um processo por discriminação racial contra a marca de roupa. Segundo Lataillade, os clientes negros tinham a alcunha de "Serena", uma referência à tenista Serena Williams, de raça negra. Foi também pedido à equipa que vigiasse de perto estes clientes. Em comunicado, a Moschino negou a acusação de racismo e defendeu que respeita todos os clientes "sem ligar a raça ou formação".

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