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Sassoli, o jornalista italiano que virou político e liderou o Parlamento Europeu
Sociedade 2 min. 11.01.2022
Perfil

Sassoli, o jornalista italiano que virou político e liderou o Parlamento Europeu

Em julho de 2019 David Sassoli foi eleito presidente do Parlamento Europeu.
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Sassoli, o jornalista italiano que virou político e liderou o Parlamento Europeu

Em julho de 2019 David Sassoli foi eleito presidente do Parlamento Europeu.
Foto: AFP
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Sassoli, o jornalista italiano que virou político e liderou o Parlamento Europeu

Lusa
Lusa
Depois de várias décadas ao serviço do jornalismo, enveredou na política em 2009, ano em que chegou ao Parlamento Europeu. Desde 2019 que liderava este órgão.

David Sassoli, que morreu esta terça-feira aos 65 anos, foi um dos jornalistas mais reconhecidos em Itália, carreira que deixou para integrar o Partido Democrático, pelo qual foi eleito eurodeputado em 2009 e presidente do Parlamento Europeu em 2019.

O presidente do Parlamento Europeu encontrava-se hospitalizado desde 26 de dezembro, em Itália, por complicações graves devido a uma disfunção do sistema imunitário, que levou ao cancelamento de todas as suas atividades oficiais.

David Sassoli contraiu, em setembro de 2021, uma pneumonia que o obrigou a receber tratamento hospitalar em Estrasburgo, França, e, embora tenha recebido alta hospitalar uma semana depois, prosseguiu a recuperação em Itália e esteve mais de dois meses ausente das sessões plenárias do Parlamento Europeu (PE), regressando no final do ano.


Presidente do Parlamento Europeu morre aos 65 anos
David Sassoli estava hospitalizado com "complicações graves" devido a uma "disfunção do sistema imunitário". Tinha contraído uma pneumonia em setembro de 2021.

David-Maria Sassoli nasceu em Itália, a 30 de maio de 1956, e durante a década de 1970 licenciou-se em Ciência Política pela Universidade de Florença, cidade de onde era natural. Enveredou pelo jornalismo em 1986, quando começou a trabalhar em jornais e agências noticiosas locais até chegar ao jornal nacional Il Giorno, em Roma.

Em 1992, passou para a estação de televisão pública italiana, a Rai, onde se iniciou como repórter de notícias televisivas e correspondente do TG3 (um dos canais do grupo). Posteriormente, trabalhou em programas noticiosos na Rai Uno e Rai Due, antes de se juntar à redação do TG1 em 1996 como correspondente especial.

Durante os 10 anos seguintes, foi responsável pela gestão das emissões noticiosas em horário nobre e pela cobertura dos principais eventos nacionais e internacionais.

Em 2007, tornou-se diretor-adjunto do TG1. Pelo meio, integrou a associação italiana Articolo 21, liberi di... ("Artigo 21.°, livres de..."), fundada em 2001 e que reúne jornalistas, escritores e advogados para a defesa da liberdade de expressão.

Em 2009, David Sassoli deixou a carreira jornalística e filiou-se no Partido Democrático italiano, de centro-esquerda, fundado dois anos antes. Concorreu nesse ano às eleições ao Parlamento Europeu pelo círculo da Itália Central e foi eleito eurodeputado, assumindo também funções de líder da bancada parlamentar do Partido Democrático italiano entre 2009 e 2014.

Em outubro de 2012, Sassoli concorreu às primárias do Partido Democrático italiano para ser o candidato do partido a presidente da câmara de Roma nas eleições municipais de 2013, mas não conseguiu ir além do segundo lugar.

Já nas eleições europeias de 2014, quando o Partido Democrático foi o mais votado em Itália, David Sassoli foi reeleito eurodeputado. Ainda nesse ano, o responsável chegou a vice-presidente da assembleia europeia.

Mais recentemente, nas eleições europeias de 2019, foi reeleito eurodeputado em maio desse ano e acabou ainda por ser o candidato dos socialistas para presidente do Parlamento.

Conseguiu a liderança da instituição a 3 de julho de 2019, sucedendo no lugar ao também italiano Antonio Tajani. Foi o sétimo italiano a presidir ao Parlamento Europeu, num mandato que deveria terminar em janeiro próximo.

Na vida privada, era casado e tinha dois filhos.

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