Escolha as suas informações

Sassoli. “A quarta presidência portuguesa será um grande sucesso”
Sociedade 3 min. 02.12.2020

Sassoli. “A quarta presidência portuguesa será um grande sucesso”

Presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli

Sassoli. “A quarta presidência portuguesa será um grande sucesso”

Presidente do Parlamento Europeu, David Sassoli
AFP
Sociedade 3 min. 02.12.2020

Sassoli. “A quarta presidência portuguesa será um grande sucesso”

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Na primeira reunião com António Costa, o presidente do Parlamento Europeu elogiou o trabalho dos portugueses. E diz-se muito contente com as prioridades apresentadas.

No primeiro dia de 2021, Portugal assumirá a presidência rotativa da União Europeia, com as prioridades de promover a reconstrução económica da Europa, desenvolver o Pilar Social e expandir e aprofundar as parcerias internacionais - sobretudo com os países do Indo-Pacífico e com a Índia, bem como renovar a aliança com os EUA, sob a administração Biden.

As três prioridades, economia, direitos sociais e diplomacia, foram saudadas por David Sassoli que, numa conferência de imprensa, salientou estar convencido de que “a presidência portuguesa será um sucesso”, baseando a sua previsão na atuação dos portugueses nas três prestações anteriores. “Estamos habituados a que as presidências portuguesas enfrentem desafios importantes e levem a Europa a ser mais eficaz”, disse.

“A história das presidências portuguesas é muito importante, não só por questões de organização”, disse o italiano David Maria Sassoli, mas porque a sua atuação “resultou em tratados melhores”, salientou, referindo-se ao Tratado de Lisboa (o tratado assinado em 2008, que deu mais poderes ao Parlamento Europeu).


António Costa. Os direitos sociais vão ser a prioridade da presidência portuguesa
Numa conferência de imprensa em Bruxelas, o primeiro ministro português avisou que não há plano B, se o orçamento de €1,8biliões não for desbloqueado até fim de dezembro.

Sassoli referiu ainda que os portugueses são determinados em questões de promoção económica e dos direitos sociais, dois aspetos fundamentais, quando a Europa começará a arrancar da devastação da covid-19.

O presidente do Parlamento Europeu felicitou ainda a visão dos portugueses sobre o mundo: ”Gostei particularmente desta ideia de criar parcerias internacionais, e não só relações concorrenciais, com os outros países do mundo. É disto que temos necessidade”.

O primeiro-ministro português António Costa salientou que em maio haverá no Porto o momento alto da presidência portuguesa, com a Cimeira nos dias 7 e 8. E uma cimeira UE-Índia que deverá ocorrer no mesmo mês. “A Índia pode e deve ser um grande parceiro da União Europeia e pode ser um importante aliado, sobretudo nas questões da transição digital”, comentou o primeiro-ministro português.

Mês de dezembro crucial

Tanto Costa como Sassoli salientaram que os próximos 29 dias antes de Portugal tomar posse a organizar os destinos da EU vão ser cruciais. Há dois dossiês que se espera que a chanceler Merkel (A Alemanha detém atualmente a presidência) consiga encerrar: o Brexit e aprovar o orçamento comunitário 2021-27 e o fundo de recuperação que a Polónia e a Hungria recusam assinar.

Com toda a razão, Costa não imagina receber estas dores de cabeça: “Não há plano B, nem há outra hipótese a não ser aprovar no próxima Cimeira (a 10 e 11 de dezembro) o que foi acordado em junho e o que o Parlamento mandatou”. Sassoli disse-se disposto a convocar um plenário de emergência para ratificar o acordo antes do ano fechar “até pode ser nas férias de natal”, mas disse ser impossível voltar atrás para refazer o acordo. “Os cidadãos europeus não merecem isso e não esperam isso de nós”, salientou.

Vacinas a chegar a todos. Campanha portuguesa anunciada amanhã

Quanto à questão das campanhas de vacinação, que se prevê irão começar no início da presidência portuguesa, António Costa disse que Portugal vai apresentar a sua estratégia de vacinação amanhã.

E assegurou que “como é sabido, todos os países vão receber ao mesmo tempo, e de acordo com uma proporção das suas populações”.

O primeiro-ministro Alexander de Croo anunciou hoje que a Bélgica vai começar a administrar as primeiras doses a 5 de janeiro. A Agência Europeia do Medicamento recebeu ontem pedido de autorização condicional das vacinas da Moderna e da Pfizer/BioNTech para a UE. 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Uma presidência a virar a página
Portugal terá a presidência da União Europeia até fim de junho com a missão de virar o ciclo da covid-19 e criar novas relações com o resto do mundo.