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Salmonela. Fábrica da Ferrero em Arlon reabre no final de junho
Sociedade 2 min. 19.05.2022
Saúde pública

Salmonela. Fábrica da Ferrero em Arlon reabre no final de junho

A maioria dos 600 trabalhadores da fábrica são transfronteiriços franceses
Saúde pública

Salmonela. Fábrica da Ferrero em Arlon reabre no final de junho

A maioria dos 600 trabalhadores da fábrica são transfronteiriços franceses
Foto: Chris Karaba
Sociedade 2 min. 19.05.2022
Saúde pública

Salmonela. Fábrica da Ferrero em Arlon reabre no final de junho

Simon MARTIN
Simon MARTIN
Quase um mês e meio após o encerramento devido ao surto de salmonela, a unidade de produção está a ser alvo de uma limpeza a fundo, que deverá ficar concluída a 13 de junho. A produção deverá ser retomada no final do mês, mas as autoridades belgas terão de dar luz verde à Ferrero para que tal aconteça.

Depois da agitação dos últimos meses, a Ferrero prepara-se agora para fazer tábua rasa do passado. Após a deteção de surtos de salmonela em vários países europeus, a gigante do chocolate Ferrero recolheu um grande número de produtos Kinder provenientes da fábrica Ferrero Ardennes, em Arlon, Bélgica, devido a suspeitas da presença de salmonela naquelas instalações.

Estas suspeitas foram posteriormente confirmadas após algumas análises. O grupo italiano explicou, depois, que a causa do surto de salmonela era um filtro em dois tanques de matérias-primas. Apesar de ter emitido um pedido de desculpas público, o mal estava feito. Dois casos de salmonelose no Grão-Ducado foram imputados à fábrica de Arlon.


Kinder. Já há 266 casos confirmados de salmonela na Europa, incluindo no Luxemburgo
A grande maioria dos casos (86,3%) envolveu crianças com 10 anos ou menos.

A 8 de abril, a Agência Federal para a Segurança da Cadeia Alimentar (AFSCA) revogou a licença de produção do local, que emprega uma maioria de trabalhadores transfronteiriços franceses. Desde aí a fábrica da Ferrero tem estado encerrada. No entanto, parece chegad momento de reabrir, como relatado pelo Le Républicain Lorrain, que diz a retoma da produção é esperada para o final de junho. 

Limpeza de fundo decorre até 13 de junho

De acordo com o jornal regional, uma boa parte dos 600 funcionários da fábrica foram chamados empregados para efetuarem uma enorme limpeza de primavera. Recorde-se que o grupo Ferrero tinha anunciado que a contaminação tinha sido descoberta no local a 15 de dezembro, ou seja, meses antes de o escândalo ter rebentado

Em qualquer caso, a atividade está a voltar lentamente às instalações com empregados e trabalhadores sazonais a apoiar as empresas de limpeza especializadas. "Cada peça é desmontada, limpa, desinfetada e remontada. Para os empregados, isto é extremamente enfadonho. Estão cansados porque se vêm confrontados com tarefas totalmente invulgares, complicadas e pesadas. A prioridade dos sindicatos é garantir a sua segurança e saúde", explicou Sylviane Arnould, secretária regional do sindicato CSC, ao Le Républicain Lorrain. 

Autoridades têm de aprovar reabertura


A fábrica da Ferrero em Arlon, na Bélgica, foi encerrada na semana passada depois de suspeitas de vários casos de salmonela em produtos da gama Kinder produzidos nesta unidade fabril em 2021.
Ministério Público belga investiga Ferrero por contaminação de chocolates Kinder
A informação foi confirmada pelo Ministério Público da província do Luxemburgo, na Bélgica, à comunicação social local esta segunda. As autoridades belgas já tinham ordenado o encerramento da fábrica de Arlon, responsável por 7% da produção anual da gama Kinder.

A responsável explicou que esta limpeza a fundo deverá estar concluída até 13 de junho, e que o pré-arranque da atividade terá lugar uma semana mais tarde, prevendo-se que a produção seja retomada nos moldes habituais no final de junho.  No entanto, a AFSCA terá de dar a sua luz verde à retoma da fábrica.

Se a gigante italiana pretende virar a página ao reiniciar a produção, o sistema de justiça não deixará a Ferrero prosseguir sem sofrer consequências. A investigação lançada pelo Ministério Público da província belga do Luxemburgo na sequência do escândalo sanitário ainda está em curso.

(Este artigo foi publicado originalmente na edição francesa do Luxemburger Wort.)

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