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Ryanair mantém encomenda de 135 aviões semelhantes ao que caiu na Etiópia
Sociedade 3 min. 14.03.2019

Ryanair mantém encomenda de 135 aviões semelhantes ao que caiu na Etiópia

Ryanair mantém encomenda de 135 aviões semelhantes ao que caiu na Etiópia

Foto: Dpa
Sociedade 3 min. 14.03.2019

Ryanair mantém encomenda de 135 aviões semelhantes ao que caiu na Etiópia

Segundo o site Airlinerwatch empresa previa inaugurar modelo Max esta quinta-feira para dois destinos turísticos na Europa: Espanha e Grécia.

A companhia aérea low-cost Ryanair  encomendou 135  Boeing 737 MAX 200s, uma versão atualizada do Max 8 e está a ponderar adquirir mais 75. Os aparelhos deverão começar a ser entregues em abril de 2019 até ao verão de 2020, decisão que a empresa quer manter mesmo após a queda de dois aviões da gama Max que resultou na interdição temporária do voo destas aeronaves em mais de quarenta países.

O Contacto questionou ontem a companhia aérea sobre se mantém a decisão de comprar os aparelhos e a inauguração do primeiros aparelhos em 2019, mas não obteve resposta em tempo útil. Mas em declarações ao jornal Irish Independent o CEO da Ryanair, Michael O'Leary, afirmou que a empresa "vai esperar pelo resultado das investigações ao modelo" antes de tomar qualquer decisão. O'Leary espera que as conclusões sejam conhecidas ainda antes de entrega dos primeiros modelos, que estão planeados para a temporada de verão de 2019.

Também hoje em conferência de imprensa em Varsóvia, na Polónia, Juliusz Komorek, diretor dos assuntos legais e de regulação, reiterou a decisão da empresa: "Não há nenhum risco para o programa de verão da companhia", acrescentou, citado pelo site da Euronews.

De acordo com o site Airlinerwatch, a empresa tinha planeado a inauguração dos primeiros modelos Max para hoje, 14 de março, entre Londres (Stansted) e Tenerife (Espanha) e Tessalónica, na Grécia. O Contacto tentou confirmar esta informação junto da empresa mas não obteve resposta em tempo útil.

Os EUA e o Canadá acabaram por sucumbir ontem à decisão de permitir o voo destes aparelhos no seu espaço aéreo. Mesmo a própria fabricante dos modelos em causa, a Boeing, anunciou a suspensão temporária de todos os voos destes modelos como forma de "tranquilizar todos os passageiros sobre a segurança da aeronave", apesar de manifestar "total confiança na segurança dos 737 Max". 

As companhias começam, agora, a fazer contas aos prejuízos desta interdição. A companhia aérea Norwegian Air Shuttle anunciou recentemente que vai pedir uma indemnização à fabricante do 737 Max.   

Dois aviões do modelo 737 Max 8 da Boeing caíram no espaço de seis meses, um em outubro de 2018 na Indonésia e outro no domingo passado na Etiópia. No total, morreram 346 pessoas.

Segundo explica o site Airlinerwatch, a versão Max 200 difere do Max 8 sobretudo pela capacidade de passageiros. O modelo 200 leva quase 200 passageiros passageiros, e é um pouco maior que o Max 8. As portas de saída estão localizadas na frente e na traseira do avião. O modelo não possui porta de emergência no meio.


Acidentes aéreos mais graves da última década
Nos últimos anos houve acidentes semelhantes ao da Ethiopian Airlines.

A companhia aérea Norwegian Air Shuttle anunciou ontem que vai pedir uma indemnização à fabricante do 737 Max. 

Dois acidentes, várias semelhanças

Apesar de as causas do acidente não serem ainda conhecidas, a verdade é que os dois acidentes com o Boeing 737 Max, nomeadamente o Max 8 partilham o mesmo contexto: ambos caíram minutos após terem descolado. Coincidentemente, os dois aviões caíram pouco depois de terem sido inaugurados. 

Em ambos os casos ainda não há uma explicação oficial para as quedas dos aparelhos. No caso do avião da Lion Air, que se despenhou em outubro passado, especula-se que poderá ter sido um problema nos sensores ligados ao sistema de estabilização da aeronave. Entretanto, as caixas negras do avião da Ethiopian Airlines já foram encontradas e foram enviadas para França, onde serão analisadas pelo Escritório de Investigação e Análise para a Segurança da Aviação Civil de França (BEA, sigla em francês). 



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