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Ártico. Encontrada múmia intacta de urso extinto na Idade do Gelo
Sociedade 2 min. 24.09.2020 Do nosso arquivo online

Ártico. Encontrada múmia intacta de urso extinto na Idade do Gelo

Descoberta única de urso de caverna extinto perfeitamente preservado, mostrando os seus dentes após pelo menos 22 mil anos.

Ártico. Encontrada múmia intacta de urso extinto na Idade do Gelo

Descoberta única de urso de caverna extinto perfeitamente preservado, mostrando os seus dentes após pelo menos 22 mil anos.
Foto: NEFU
Sociedade 2 min. 24.09.2020 Do nosso arquivo online

Ártico. Encontrada múmia intacta de urso extinto na Idade do Gelo

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
Esta é mais uma descoberta importante para a ciência, mas que surge como consequência do derretimento do pergelissolo, o tipo de solo encontrado na região do Ártico, que tem vindo a derreter a grande velociadade nos últimos anos. O urso pode ter 39 mil anos.

Um grupo de criadores de renas, nas ilhas Lyakhovsky, na Sibéria, fez uma descoberta única ao desenterrar, por acaso, o primeiro urso das cavernas adulto cujo corpo está completamente intacto e que poderá ter entre 22 mil e 39 mil e 500 anos de idade. O corpo do animal está perfeitamente conservado desde a Idade do Gelo, quando mumificou. 

Na ilha do Árctico, cientistas celebram o achado que consideram ser de importância mundial. "Este é o primeiro e único achado deste género: uma carcaça inteira de urso com tecidos moles. Está completamente preservada, com todos os órgãos internos no lugar, incluindo até o seu nariz", informou a cientista Lena Grigorieva. 

"Anteriormente, só haviam sido encontrados crânios e ossos. Este achado é de grande importância para o mundo inteiro", disse.

O urso das cavernas (Ursus spelaeus) é uma espécie ou subespécie pré-histórica que viveu na Eurásia no período do Pleistoceno Médio e Tarde e que se extinguiu há cerca de 15 mil anos. A análise preliminar sugere que o urso tenha entre 22.000 e 39.500 anos de idade. 

 "É necessário realizar uma dataçã radiocarbónica para determinar a idade exata do urso", disse o investigador sénior Maxim Cheprasov do laboratório do Museu Mammoth em Yakutsk.


Parte da calota polar da Gronelândia rompeu-se no nordeste do Ártico
A secção do gelo separou-se de um fiorde chamado Nioghalvfjerdsfjorden que tem cerca de 80 quilómetros de comprimento e 20 quilómetros de largura, informou esta segunda-feira o National Geological Survey da Dinamarca e Groenlândia.

Segundo o Siberian Times, o especialista transferiu o seu direito à investigação aos cientistas da Universidade Federal do Nordeste (NEFU) em Yakutsk, na Rússia, que está na vanguarda da investigação sobre mamutes e rinocerontes lanudos extintos. A eles juntar-se-ão colegas russos e estrangeiros convidados, uma vez que será preparado um programa científico para o seu estudo abrangente que envolverá "todos os métodos modernos de investigação científica, desde a genética molecular, celular, à microbiológica entre outros", lê-se. 

A primeira carcaça completa de um urso-das-cavernas, desenterrada na Yakutia
A primeira carcaça completa de um urso-das-cavernas, desenterrada na Yakutia
NEFU

"A investigação está planeada em tão grande escala como no estudo do famoso mamute Malolyakhovsky", disse Grigorieva, investigadora principal do Centro Internacional para o Uso Colectivo da Paleontologia Molecular no Instituto de Ecologia Aplicada do Norte do NEFU. 

A Ilha Bolshoy Lyakhovsky, ou Grande Lyakhovsky, é a maior das ilhas Lyakhovsky pertencentes ao arquipélago das Novas Ilhas Siberianas entre o Mar Laptev e o Mar da Sibéria Oriental, no norte da Rússia

Nos últimos anos, com o derretimento do pergelissolo, o tipo de solo encontrado na região do Ártico, foram feitas grandes descobertas de mamutes, rinocerontes lanudos, potros da Idade do Gelo, vários cachorros e filhotes de leão da caverna.

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