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Resultados de países que iniciaram desconfinamento mais cedo são animadores
Sociedade 2 min. 16.05.2020 Do nosso arquivo online

Resultados de países que iniciaram desconfinamento mais cedo são animadores

Resultados de países que iniciaram desconfinamento mais cedo são animadores

AFP
Sociedade 2 min. 16.05.2020 Do nosso arquivo online

Resultados de países que iniciaram desconfinamento mais cedo são animadores

Lusa
Lusa
O abrandamento do número de casos diagnosticados dão “esperança de que o nível de transmissão da covid-19 poderá manter-se baixo com as medidas de desconfinamento”, dizem os especialistas.

Os países europeus que começaram o desconfinamento mais cedo têm menores taxas de crescimento média do número de novos casos de covid-19, “dados animadores” e que “dão esperança, segundo o Barómetro da Escola Nacional de Saúde Pública.

“Olhando para o contexto internacional, vemos que os países europeus que começaram o levantamento de medidas de restrição primeiro que Portugal, como a Noruega, Áustria e República Checa, estão entre os países que atualmente apresentam as menores taxas de crescimento média do número de novos casos” de covid-19, entre eles o Luxemburgo, refere a Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), a partir de Portugal. 

Para os investigadores do Barómetro Covid-19, da ENSP, “estes dados são animadores” e dão “esperança de que o nível de transmissão da covid-19 poderá manter-se baixo com as medidas de desconfinamento”. 

“A taxa de crescimento média do número de novos casos de maio [em Portugal] é bastante inferior à observada em abril, indicando uma desaceleração do contágio”, sublinha a ENSP, adiantando que a partir dos “próximos dias” poderá começar a avaliar o efeito epidemiológico do desconfinamento em Portugal.

Contudo, sublinham os investigadores, os efeitos das medidas de combate à covid-19 já estão a ter efeitos na população portuguesa.

Segundo os dados do inquérito do “Opinião Social - Outra crise, a mesma geração”, estes efeitos já “são profundos e estão a agravar as desigualdades já existentes”, afetando principalmente a geração dos 26 aos 45 anos.

“É o grupo etário mais afetado pela suspensão da atividade profissional, com a perda de rendimentos mais significativa, e que mais tem que trabalhar no local no trabalho, expondo-se ao risco de covid-19”, sublinha o inquérito que envolveu cerca de 180 mil questionários.

A ENSP cita dados da Direção-Geral da Saúde referentes ao dia 12 de maio que indicavam que 27.913 pessoas tinham contraído covid-19 em Portugal e destes 31% eram pessoas com menos de 40 anos.

O Opinião Social é um questionário de periodicidade semanal, do Barómetro Covid-19, que tem como objetivo acompanhar a evolução das perceções, sob o ponto de vista do cidadão: perceção de risco, confiança nas instituições, cumprimento das medidas veiculadas, resposta dos serviços de saúde, impactos no seu quotidiano e na saúde mental, entre outros

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