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Restrições às viagens têm impacto mínimo na evolução de pandemia
Sociedade 2 min. 26.01.2022
Covid-19

Restrições às viagens têm impacto mínimo na evolução de pandemia

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Restrições às viagens têm impacto mínimo na evolução de pandemia

Foto: Pierre Matgé
Sociedade 2 min. 26.01.2022
Covid-19

Restrições às viagens têm impacto mínimo na evolução de pandemia

Lusa
Lusa
A posição surge um dia depois de os Estados-membros da UE terem acordado que pessoas com o Certificado Covid-19 válido, como vacinados ou recuperados, não devem ser alvo de "restrições adicionais à livre circulação".

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) considera que restrições às viagens têm "impacto mínimo" na contenção da covid-19, quando os Estados-membros da União Europeia (UE) acordaram que vacinados ou recuperados não sejam submetidos a medidas adicionais.

"As medidas de viagem têm um impacto mínimo na evolução da pandemia, especialmente agora que a variante Omicron se tornou ou está prestes a tornar-se a variante predominante em toda a UE", vinca o ECDC, em resposta escrita enviada à agência Lusa.

A posição surge um dia depois de os Estados-membros da UE terem acordado que pessoas com o Certificado Covid-19 válido, como vacinados ou recuperados, não devem ser alvo de "restrições adicionais à livre circulação", como testes ou quarentenas, para facilitar viagens.


Centro Europeu de Doenças prevê maioria de cidadãos da UE imunes na primavera
As estimativas do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças estão em linha com as já partilhadas pela OMS no início da semana.

"Atualmente, o risco de infeção importada por viajantes internacionais não é diferente do risco de infeção nos países de destino", salienta a agência europeia de apoio aos países.

Por esta altura, a UE assiste a um elevado ressurgimento de casos de infeção com o coronavírus SARS-CoV-2 principalmente devido à elevada transmissibilidade da variante Omicron, situação que, juntamente com altas taxas de vacinação, leva os especialistas a admitir uma passagem para a endemia em breve.

"Uma parte dos casos da Omicron ainda está relacionada com viagens, mas isto deve-se, em grande medida, ao facto de os casos de covid-19 nos viajantes serem ainda mais suscetíveis de serem sequenciados e relatados como tal", explica o ECDC à Lusa.


Aeroporto de Lisboa.
UE quer que pessoas com certificados não sejam alvo de testes ou quarentenas
Recomendações vão no sentido contrário das regras impostas por alguns países, nomeadamente Portugal.

Os Estados-membros da UE acordaram na terça-feira que pessoas com o Certificado Covid-19 válido, como vacinados ou recuperados, não sejam submetidas a restrições adicionais à livre circulação.

Na prática, isto significa que passará a haver uma abordagem baseada na pessoa, em vez das regiões de origem das viagens, assente no estado de cada viajante face à vacinação, teste ou estado de recuperação.

O objetivo é que quem tenha o Certificado Covid-19 da UE válido não seja sujeito a restrições adicionais à livre circulação, isto é, de nova testagem ou quarentenas, de forma a simplificar as regras e proporcionar previsibilidade.

Ainda assim, é a cada Estado-membro que cabe a decisão final sobre viagens, sendo que Portugal, por exemplo, tem em vigor até 9 de fevereiro a imposição de apresentação de teste negativa na chegada ao país, mesmo para portadores de certificados válidos.

Em causa está o Certificado Digital da UE, comprovativo da testagem (negativa), vacinação ou recuperação do vírus SARS-CoV-2, que entrou em vigor na União no início de julho de 2021.

A covid-19 provocou 5.602.767 mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

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