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Reino Unido. Viagens ao estrangeiro proibidas pelo menos até 17 de maio
Sociedade 3 min. 22.02.2021

Reino Unido. Viagens ao estrangeiro proibidas pelo menos até 17 de maio

Reino Unido. Viagens ao estrangeiro proibidas pelo menos até 17 de maio

AFP
Sociedade 3 min. 22.02.2021

Reino Unido. Viagens ao estrangeiro proibidas pelo menos até 17 de maio

Lusa
Lusa
A proibição de viagens ao estrangeiro e restrições à entrada no Reino Unido devido a covid-19 vão continuar pelo menos até 17 de maio, enquanto o Governo britânico avalia medidas como a introdução de um certificado de vacinação.

Ao apresentar um plano de desconfinamento faseado a partir de março, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse hoje no Parlamento que a decisão sobre as viagens internacionais vai depender de um estudo que terá de ser concluído até 12 de abril, "para que as pessoas possam fazer planos para o verão". 

No entanto, o plano oficial, entretanto publicado, diz que as viagens ao estrangeiro, atualmente proibidas sem uma justificação válida, não serão reabertas antes de 17 de maio. "No curto prazo, o Governo vai continuar a proteger o progresso da vacinação e a mitigar o risco representado por variantes importadas", refere o documento.


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O plano que vai ser anunciado esta segunda-feira prevê um desconfinamento faseado até maio.

A decisão sobre quando as viagens internacionais podem ser retomadas vai "depender do quadro epidemiológico internacional e nacional, da prevalência e localização de quaisquer variantes preocupantes, do progresso da distribuição de vacinas aqui e no estrangeiro, e o que mais o Governo aprender sobre a eficácia das vacinas sobre as variantes e o impacto na transmissão, hospitalização e mortes", especifica.

Além de ser proibido fazer férias ou viajar sem um motivo válido para o estrangeiro, todas as pessoas que chegam ao Reino Unido são obrigadas a apresentar um teste ao novo coronavirus com resultado negativo feito até 72 horas antes do embarque e a cumprir uma quarentena de 10 dias à chegada. 

Portugal e outros 32 outros países, atualmente numa "lista vermelha" de países de risco agravado de transmissão de variantes do coronavírus, nomeadamente do Brasil e África do Sul, pelo que todos os viajantes têm de cumprir a quarentena num hotel designado pelas autoridades a um custo de 1.750 libras (2.025 euros) por pessoa.  

Durante a quarentena, as pessoas são testadas no segundo e oitavo dia e, se o diagnóstico for positivo, têm de prolongar o período em isolamento. 

O Governo britânico disse querer trabalhar com a indústria para "aliviar as restrições às viagens internacionais de forma gradual e sustentável", mas diz que pretende continuar a gerir o risco através de testes e quarentena.

"A vacinação pode oferecer um caminho para esse retorno seguro e sustentável", e o Governo admite "tentar introduzir um sistema que permita a indivíduos vacinados viajarem internacionalmente com maior liberdade".

No entanto, também refere que "qualquer sistema desse tipo levará tempo a ser implementado" e que vai depender dos estudos sobre a eficácia das vacinas e a imunização ser generalizada para a medida não penalizar aqueles que não tenham acesso às vacinas. 

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, revelou hoje um plano de quatro etapas para levantar o confinamento em vigor em Inglaterra, que começa em 08 de março com o regresso às aulas presenciais e pretende alcançar em 21 de junho o fim de todas as restrições a contactos sociais e atividades económicas.  

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O Reino Unido registou nas últimas 24 horas mais 178 mortes, elevando o total desde o início da pandemia covid-19 para 120.757 óbitos, o balanço mais alto na Europa e o quinto a nível mundial, atrás apenas dos Estados Unidos, Índia, Brasil e México.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.466.453 mortos no mundo, resultantes de mais de 111 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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