Escolha as suas informações

Quase 1.300 crianças retiradas aos pais no Grão-Ducado
Sociedade 2 min. 22.09.2022
Acolhimento

Quase 1.300 crianças retiradas aos pais no Grão-Ducado

Acolhimento

Quase 1.300 crianças retiradas aos pais no Grão-Ducado

Sociedade 2 min. 22.09.2022
Acolhimento

Quase 1.300 crianças retiradas aos pais no Grão-Ducado

Redação
Redação
Os menores passam a morar em instituições ou com famílias de acolhimento. Há ainda crianças hospitalizadas que continuam internadas após a alta, por falta de espaço em estruturas adequadas.

No Grão-Ducado, 1299 crianças foram retiradas de sua casa, sendo esta uma decisão tomada pelos tribunais como solução limite para garantir a segurança e o bem-estar da criança. 

Destas 1.299 crianças, 772 estão a viver em instituições de acolhimento e outras 527 recomeçaram a vida numa família de acolhimento, de acordo com os últimos dados, de outubro de 2021, divulgados pelo ministro da Educação, Claude Meisch numa resposta parlamentar. 

De acordo com a pergunta parlamentar da deputada Simone Asselborn-Bintz, do LSAP, em 2018, 1.085 crianças tinham sido retiradas aos progenitores, e destas 539 adotadas por uma família de acolhimento, e 546 passaram a residir em lares, segundo os números oficiais. 


França. Crianças amarradas a cadeiras para "não fazerem asneiras". Pais foram presos
Caso aconteceu em Pas-de-Calais. A denúncia foi feita pelo filho mais velho. O casal tem dez crianças no total.

Regresso a casa dos pais

 Entre as crianças que passaram a viver com uma família de acolhimento, algumas ficam com a nova família até aos 18 anos, outras podem passado um tempo regressar a casa dos pais, mas este regresso depende de muitos fatores. 

Em média, a maioria destas famílias de acolhimento possuem algum "vínculo aos pais biológicos da criança", explica Claude Meisch, salientando que não se pode determinar a duração do período em que a criança fica a cargo destas famílias, pois depende de uma enorme variedade de fatores. 

O regresso a casa dos pais, quando acontece, tem de ser feito sempre tendo em conta o bem-estar e superior interesse da criança. "As famílias biológicas precisam de tempo, para trabalhar as suas competências e recursos parentais e estabilizar a sua situação", indica o ministro vincando que este retorno para junto dos pais é "preparado intensamente, ao longo de meses". Por isso, "na maioria dos casos são regressos bem sucedidos", vinca o governante. 

A residir em hospitais

Na questão parlamentar, a deputada do LSAP questiona o ministro sobre o número de crianças retiradas à família biológica que são hospitalizadas por necessidade médica, e aquelas, que depois de recuperadas e com alta, permanecem a viver nas instituições hospitalares, por falta de estruturas para as acolher. O ministro Claude Meisch confirma a situação e justifica. Dos menores internados em hospitais, entre 2019 e agosto de 2022, encontram-se atualmente três crianças no Centro Hospitalar do Luxemburgo (CHL), seis no Centro Hospitalar Neuro-psiquiátrico do país (CHNP), dois menores no serviço nacional de psiquiatria juvenil e uma criança no Centro Hospitalar Emile Mayrisch. 


Jéssica. A tragédia da menina de três anos que foi torturada até à morte
Tinha três anos e foi torturada até à morte por causa de uma dívida de bruxaria. Os três criminosos estão em prisão preventiva. Aconteceu em Portugal em pleno século XXI.

"Em princípio, as crianças só são hospitalizadas porque precisam de cuidados médicos, contudo, pode acontecer que devido à falta de espaço noutras estruturas, a criança permaneça no hospital durante um curto período de tempo, após o fim do tratamento, até que um lugar fique disponível numa estrutura adequada", admite o ministro da Educação.  

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Foram 37 as famílias no Luxemburgo que responderam afirmativamente à campanha de sensibilização do Governo "Devenez famille d'accueil!" (“Torne-se numa família de acolhimento”, em português).
Les familles d'accueil tendent la main à des enfants en situation de détresse psychosociale