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Quantas mais mulheres terão que morrer?
Editorial Sociedade 2 min. 27.11.2019 Do nosso arquivo online

Quantas mais mulheres terão que morrer?

Quantas mais mulheres terão que morrer?

Foto: Shutterstock
Editorial Sociedade 2 min. 27.11.2019 Do nosso arquivo online

Quantas mais mulheres terão que morrer?

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Esta semana, o Luxemburgo junta-se a tantas outras cidades do mundo para promover a semana em memória das vítimas de violência contra as mulheres.

  Há casos que nunca vão chegar às páginas dos jornais. Como o de uma jovem bem sucedida, grávida de seis meses, casada com um executivo de uma grande empresa, que escapou por pouco a levar com o televisor na barriga. Depois de muitos episódios de violência física e, não só, ocorridos em frente aos filhos pequenos, decidiu apresentar queixa. O processo acabou arquivado por falta de provas. Hoje estão separados e, até ver, não houve mais episódios de violência. Aconteceu em Portugal. Mas podia ter acontecido em qualquer parte do mundo.

Muitos destes episódios, infelizmente, terminam de forma mais violenta.

A cada hora que passa morrem seis mulheres, em todo o mundo, vítimas de feminicídio, garantem as Nações Unidas. Cerca de 87 mil mulheres foram assassinadas, de acordo com os últimos números divulgados pela ONU. Esta organização acrescenta que uma em cada três, ou seja, cerca de 30.000 mulheres, foram mortas pelo atual cônjuge ou por um ex-cônjuge, sendo “alguém em quem, normalmente, confiavam”.

Esta semana, o Luxemburgo junta-se a tantas outras cidades do mundo para promover a semana em memória das vítimas de violência contra as mulheres.

Outras violências. No Destaque desta semana denunciamos casos graves de quase escravatura em que vivem trabalhadores que vieram para o Luxemburgo atrás de um contrato de trabalho que prometia mundos e fundos. Acabaram a trabalhar 70 horas por semana e a viver num sótão esconso. Casos que ainda se tornam mais gritantes, quando acontecem a poucos quilómetros da capital do Luxemburgo. Apenas 50 minutos de carro da cidade que acabou de ser eleita a quarta melhor do mundo, com melhor indíce de inclusão económica e social.

“Deus é brasileiro, mas Jesus é português”

Confesso a heresia: nunca vi um jogo de futebol até ao fim. Mas é impossível escapar à vaga imparável de popularidade de Jorge Jesus. Depois deste fenómeno, as relações entre Portugal e Brasil, nunca mais vão ser iguais.

Nesta edição do Contacto mostramos como a comunidade brasileira, no Luxemburgo, sofreu e vibrou ao assistir  a esta final com resultado disputado até ao último minuto. 

Mas há outras glórias portuguesas a celebrar nas nossas páginas. Como a dos jesuítas portugueses que trouxeram cultura para o Luxemburgo. “Antes de lhes construírem as casas, os portugueses ensinaram aos luxemburgueses o que era cultura”, revela Cristophe Marinheiro, especialista que trabalha na Reserva Preciosa da Biblioteca Nacional do Luxemburgo cujos tesouros históricos desvendamos nesta edição. 


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