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Bruxelas quer que motoristas trabalhem mais. Sindicato LCGB está contra
Sociedade 23.01.2023
Sindicato LCGB

Bruxelas quer que motoristas trabalhem mais. Sindicato LCGB está contra

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Bruxelas quer que motoristas trabalhem mais. Sindicato LCGB está contra

Sociedade 23.01.2023
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Bruxelas quer que motoristas trabalhem mais. Sindicato LCGB está contra

Catarina OSÓRIO
Catarina OSÓRIO
O órgão executivo da União Europeia propôs recentemente o alargamento dos dias de trabalho consecutivos para 12, algo que o sindicato LCGB considera prejudicial para os motoristas.

O sindicato LCGB mostra-se esta segunda-feira contra a proposta recente da Comissão Europeia (CE) sobre os tempos de condução e repouso dos motoristas de autocarro. 

Em comunicado enviado às redações, a central considera mesmo que as novas diretivas de Bruxelas são um "passo na direcção errada e põem em causa a segurança dos condutores e passageiros". 

A LCGB adverte mesmo que a proposta europeia vai contra a realidade luxemburguesa onde se "luta por uma redução geral do horário de trabalho", e onde o setor retém cada vez menos trabalhadores apesar dos "salários atrativos".   

O órgão executivo da União Europeia propôs recentemente o alargamento dos dias de trabalho consecutivos para 12 dias, tanto nos trajetos nacionais como internacionais.


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Uma outra medida passa por dividir as pausas diárias em partes de 15 minutos ou ainda mais curtas, espalhadas ao longo do dia de trabalho, o que segundo o sindicato, "resultará na perda de pausas diárias regulares para os motoristas". 

O sindicato luxemburguês considera ainda que estas medidas vão traduzir-se em amplitudes de trabalho prolongados por mais uma a duas horas e menos descanso entre dois dias úteis, com "consequências dramáticas e prejudiciais para todo o setor". 

Estudo europeu alerta para cansaço dos motoristas europeus

No comunicado, a LCGB cita ainda um estudo europeu do sindicato dos transportes - ETF Road - de 2021 onde refere que entre 25 e 30% dos motoristas do bloco admitiram ter adormecido ao volante pelo menos uma vez nos últimos 12 meses.


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E acrescenta que "o controlo das causas profundas da fadiga do condutor é sobretudo da responsabilidade dos empregadores e legisladores".

Por fim, assegura que vai continuar a lutar pelos interesses de todos os condutores profissionais, "a fim de evitar um cataclismo no setor". 

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