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Primeiro caso de varíola dos macacos detetado em cão
Sociedade 2 min. 17.08.2022
Surto

Primeiro caso de varíola dos macacos detetado em cão

A primeira transmissão entre humanos e cães foi identificada em Paris
Surto

Primeiro caso de varíola dos macacos detetado em cão

A primeira transmissão entre humanos e cães foi identificada em Paris
Foto ilustrativa: Susan Saladin/Pixabay
Sociedade 2 min. 17.08.2022
Surto

Primeiro caso de varíola dos macacos detetado em cão

AFP
AFP
A Organização Mundial de Saúde (OMS) pede aos infetados que evitem expor os animais ao vírus.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) instou as pessoas infetadas com varíola dos macacos a evitarem expor os animais ao vírus, após ter sido relatado o primeiro caso de transmissão de humanos para um cão.


Luxemburgo. Varíola dos macacos detetada em criança
O Ministério da Saúde garante que a criança está em isolamento e encontra-se estável.

O primeiro caso da doença num cão foi revelado na semana passada na revista científica The Lancet - dois homens infetados que passaram o vírus ao seu galgo em Paris.

"Este é o primeiro caso relatado de transmissão entre humanos e animais (...) e acreditamos que esta é a primeira vez que um cão é infetado", disse Rosamund Lewis, responsável técnica da OMS para a doença, aos jornalistas.

Segundo Lewis, os peritos já estavam conscientes do risco teórico deste tipo de transmissão e sabem que as agências de saúde pública já avisaram as pessoas infetadas para "ficarem longe dos seus animais de estimação".

Animais fora de casa são a principal preocupação

Contudo, salientou que "a gestão de resíduos é essencial" para reduzir o risco de infetar roedores e outros animais fora de casa.

Quando um vírus atravessa a barreira de uma espécie, existe muitas vezes a preocupação de que possa sofrer uma mutação para algo mais perigoso. Mas Lewis diz que não há informações nesta fase que sugiram que é o caso aqui.


(Imagem de arquivo)
Monkeypox. OMS lamenta ataques contra primatas no Brasil
“As pessoas precisam de saber que a transmissão que estamos a ver agora é entre humanos”, disse a porta-voz da OMS, Margaret Harris.

"Mas não há dúvida de que, assim que o vírus se deslocar para outro ambiente que afete outra população, existe obviamente a possibilidade de se desenvolver de forma diferente e sofrer uma mutação diferente", explicou.

A principal preocupação é com os animais que vivem fora de casa.

"A situação mais perigosa ocorre quando um vírus se transfere para uma pequena população de mamíferos com uma alta densidade de animais", indicou Michael Ryan, diretor de emergências da OMS.

Infeção entre diferentes espécies faz vírus evoluir

"É através do processo em que um animal infeta o próximo e o próximo e o próximo que vemos uma rápida evolução do vírus", sublinhou.

Ele disse que há pouca preocupação relativamente aos animais domésticos. "Penso que o vírus não evolui mais rapidamente com um cão do que com uma pessoa", observou, acrescentando que embora "precisemos de estar vigilantes, os animais de estimação não são um risco".


OMS declara varíola dos macacos como emergência global de saúde pública
Existem, até ao momento, mais de 16 mil casos em 75 países.

De acordo com o último relatório da OMS, registaram-se 31.665 casos de varíola dos macacos em todo o mundo e 12 mortes

A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o mais alto nível de alerta a 24 de julho, a "emergência de saúde pública de preocupação internacional", para reforçar a luta contra a doença.

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