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Há poucas queixas de violência: vítimas acreditam que 'não foi suficientemente' grave
Sociedade 23.01.2023
Statec

Há poucas queixas de violência: vítimas acreditam que 'não foi suficientemente' grave

Statec

Há poucas queixas de violência: vítimas acreditam que 'não foi suficientemente' grave

Foto: Unsplash
Sociedade 23.01.2023
Statec

Há poucas queixas de violência: vítimas acreditam que 'não foi suficientemente' grave

Diana ALVES
Diana ALVES
Vítimas também acreditam que as organizações não as poderão ajudar corretamente.

A convicção de que "não foi suficientemente grave" demove muitas das vítimas de violência de pedir ajuda ou apresentar queixa. Esta é mais uma conclusão do último estudo do Instituto Nacional de Estatística (Statec) sobre violência.


Violência económica existe e afeta sobretudo mulheres
Não têm acesso a contas, não podem tomar decisões sobre as finanças familiares ou são impedidas de trabalhar ou estudar.

A sondagem, à qual responderam cerca de 6.000 pessoas, revela que um terço dos homens e mulheres vítimas de violência consideram que aquilo que viveram não foi suficientemente grave para que pedissem ajuda.

O gabinete de estatísticas ressalva também que outra das razões apontadas pelas vítimas para justificar o facto de não terem contactado as organizações competentes é a suposição de que estas não seriam capazes de ajudar corretamente as pessoas afetadas.


Condescendência ou violência doméstica
O cenário era quase impensável: quatro mulheres emancipadas e com uma enorme maturidade intelectual e afectiva, a protestar acerca da recorrente condescendência de que continuavam a ser alvo.

Apesar de a tendência ser generalizada, há algumas diferenças entre homens e mulheres. Segundo o Statec, um em cada quatro homens e uma em cada cinco mulheres consideraram que não lhes serviria de nada dirigirem-se a umas da organizações que prestam apoio a vítimas de violência. 

Por outro lado, 9% das mulheres e 8% dos homens não sabiam quem contactar.

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