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Portuguesas no Luxemburgo estão a ter menos bebés
Sociedade 01.03.2019 Do nosso arquivo online

Portuguesas no Luxemburgo estão a ter menos bebés

Portuguesas no Luxemburgo estão a ter menos bebés

Foto: Pixabay
Sociedade 01.03.2019 Do nosso arquivo online

Portuguesas no Luxemburgo estão a ter menos bebés

Estudo revelado hoje pelo ministério da Saúde revela que 13,4% das grávidas residentes no país continuam a fumar durante os primeiros meses de gestação.

Um relatório divulgado hoje pelo ministério da Saúde luxemburguês revela que as mulheres portuguesas constituem a segunda nacionalidade onde os nascimentos mais diminuíram entre 2014 e 2016 no Grão-Ducado. A taxa de partos entre as lusas diminuiu 11,6%, só ultrapassada pelas belgas, grupo onde a diminuição foi de 14%. As alemãs e luxemburguesas também tiveram menos bébes mas com uma menor redução, -4,6% e -1,2% respetivamente.

No sentido oposto, entre 2014 e 2016, houve um crescimento de 10% nas mães com nacionalidades de países fora da União Europeia. No geral, entre 2014 e 2016 o números de nados-vivos diminuiu 2,2%, sendo que em proporção há mais mulheres de nacionalidade estrangeira a dar à luz do que luxemburguesas. 

Os dados do executivo demonstram ainda que 22% do total de nascimentos entre 2014 e 2016 foram de gémeos ou mais bebés múltiplos, o que segundo o executivo coloca o país entre as nações com uma taxa de nascimentos múltiplos elevada.

13,4% das grávidas continuam a fumar durante os primeiros meses

13,4% das mulheres grávidas do Luxemburgo continuam a fumar durante o primeiro trimestre da gestação, revela também o relatório. As gestantes admitem fazê-lo "diariamente ou ocasionalmente". Destas, 61,4% encontram-se na primeira gravidez.

Os números diminuem, no entanto, entre o 1° e o 3° trimestre. No total, mais de uma em cada cinco suspende o tabaco entre os dois períodos. O governo adverte, desta forma, que o consumo de tabaco na gravidez terá provocado efeitos nefastos em 22% de bebés que nasceram com hipertrofias entre 2014 e 2016. Estas patologias podem gerar nascimentos prematuros. 

No sentido oposto, quase nenhuma grávida consumiu álcool durante os meses de gestação. Apenas 0,2% admite beber regularmente ou consumir substâncias psicoativas durante a gravidez. Os dados demonstram ainda que pouco mais de 30% dos nascimentos no Grão-Ducado ocorrem de cesariana. O número tem-se mantido mais ou menos estável entre 2014 e 2016, tendo diminuído ligeiramente em 2015. Em 2016, a taxa foi de 32,2%. 


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Em 2020, nasceram 730 bebés portugueses no Grão-Ducado. Este é o maior número de nascimentos entre as comunidades imigrantes no país em ano de pandemia. Quase metade das crianças no Luxemburgo são estrangeiras.